Somos o que repetidamente fazemos!
“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.” - teria dito Aristóteles ! Se Aristóteles tem razão — e a excelência é, de fato, a cristalização de hábitos repetidos —, então o caminho para qualquer bom resultado esta no cultivo da constância... e qualquer perfeição instantânea é uma fantasia. O problema, porém, é que a fantasia alimentada pelo recorte das redes sociais sustenta a ideia de que a perfeição é alcançada pelos outros de forma quase de forma mágica! Isso envenena a conduta cotidiana e descola o progresso da repetição e da paciência com o processo e os seus resultados passam a ser comandados por uma voz interna que não tolera falhas. Aí, a repetição virtuosa de que falava o filósofo degenera: deixa de ser um movimento leve e disciplinado em direção ao bem e se torna um ritual de autoexigência rígida. É justamente nesse deslize — onde a disciplina vira cobrança implacável e o hábito vira obsessão — que encontramos o terreno fér...