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Sociedade é causa e sintoma.

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  Estou lendo uns materiais sobre Psicopatologia , sobre a evolução do conceito de Saúde ao longo do tempo, sobre funções psíquicas e temas da Psicologia voltados para a conceitualização de “NORMALIDADE”… E acabo retornando ao tanto que visitei das minhas leitura do Filósofo francês Paul-Michel Foucault e de Byung-Chul Han, filósofo e ensaísta sul-coreano com formação Alemã , que me instigaram antes de eu retornar aos estudos acadêmicos em 2023… E tropeço em dados atuais sobre OMS e a saúde mental no mundo. Quanto mais eu penso nesses termos do que é normalidade e patologia mais lembro desses dois senhores e da discussão de como uma sociedade deposita no indivíduo o ônus de lidar com as consequências de ambientes sociais sobre os quais estes, como indivíduos, têm pouco ou nenhum poder de gerência! Por décadas está cada vez mais “normalizada” a ideia de que a sociedade é “naturalmente” hipercompetitiva. Talvez até antes, mas com certeza, na minha percepção, a partir dos anos 1980, ...
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O cuidado como virilidade: outros roteiros possíveis de ser homem!

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  "Somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência, então, não é um ato, mas um hábito." — Aristóteles Há uma cena que qualquer mulher que foi adolescente no início dos anos 2000 reconhece de imediato: a banca de revista. Capas coloridas, letras garrafais, um galã de novela declarando com naturalidade que "ser fiel é muito difícil". Ao lado, uma matéria de comportamento ensinando "como segurar um pegador" ou "como domar o garanhão da escola". Ninguém achava estranho. Era, simplesmente, o script vigente do desejo. A mensagem por trás disso nunca foi dita abertamente, mas foi absorvida por uma geração inteira: homem desejável é imprevisível, um pouco infantil em seus afetos, emocionalmente pouco acessível . Cabia à mulher administrar essa equação — entender, tolerar, "dar um jeito". O sofrimento virava pedágio. O preço a pagar por ter um homem por perto. Passaram-se vinte anos. Trocamos a banca de revista pelo feed, mas o enredo b...
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Não se deixar levar pela ignorância  é sabedoria! Os pensamentos surgem e desaparecem  como um ladrão em uma casa vazia.  Na verdade, não há nada a perder  ou a ganhar. As sensações não deixam marcas,  como desenhos feitos na água.  Então, não perpetue aparências ilusórias. Pensamentos de apego e aversão  são como arco-íris no céu.  Não há neles nada que possa ser agarrado ou apreendido. Os movimentos da mente dissolvem-se por si mesmos,  como nuvens no céu.  Na mente, não há pontos de referência. Sem fixação, os pensamentos libertam-se por si mesmos.  Como o vento, que jamais se apega a qualquer objeto. Padampa Sangye
O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário crítico de adoecimento, sendo o terceiro estado com mais afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil.  Casos de depressão, ansiedade e transtorno bipolar dominaram as licenças médicas, agravados por desastres climáticos recentes e pela escalada geral do estresse na população.Cenário Atual e Dados Alta histórica: O Estado registrou mais de 46 mil afastamentos de trabalho relacionados à saúde mental.Impacto das enchentes: Levantar da crise climática resultou em picos severos de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. Financiamento: Há debates contínuos sobre o orçamento, visto que o Estado destina cerca de 3% de sua verba de saúde para a área mental, abaixo da recomendação de 10% da Organização Mundial da Saúde (OMS). Onde Buscar Ajuda e AtendimentoSe você ou alguém próximo precisa de suporte psicológico ou psiquiátrico no Rio Grande do Sul, existem canais de atendimento gratuitos e acessíveis: - CAPS (Centros de Atenção ...

Alain Ehrenberg, em O Cansaço de Ser Si Mesmo (1998)

  Alain Ehrenberg, em O Cansaço de Ser Si Mesmo (1998), dialoga diretamente com o conceito foucaultiano de biopolítica, mas desloca o diagnóstico sobre o perfeccionismo. Enquanto Foucault vê o perfeccionismo como fruto da internalização de normas externas que o sujeito aplica sobre si mesmo (lógica disciplinar), Ehrenberg argumenta que, na atual sociedade do desempenho, o problema não é exatamente a norma externa, mas sim a ausência de limites claros e a exigência paradoxal de que o indivíduo seja livre para se aperfeiçoar sem jamais atingir um ponto de descanso. Em outras palavras: se em Foucault o perfeccionismo é disciplinar (regras rígidas internalizadas), em Ehrenberg ele é pós-disciplinar — um perfeccionismo sem regras fixas, mas com expectativas infinitas, que gera esgotamento, depressão e a sensação crônica de insuficiência. https://www.instagram.com/reel/DChxwkUSUx1/

Somos o que repetidamente fazemos!

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“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.” - teria dito Aristóteles !   Se Aristóteles tem razão — e a excelência é, de fato, a cristalização de hábitos repetidos —, então o caminho para qualquer bom resultado esta no cultivo da constância... e qualquer perfeição instantânea é uma fantasia. O problema, porém, é que a fantasia alimentada pelo recorte das redes sociais sustenta a ideia de que a perfeição é alcançada pelos outros de forma quase de forma mágica! Isso envenena a conduta cotidiana e descola o progresso da repetição e da paciência com o processo e os seus resultados passam a ser comandados por uma voz interna que não tolera falhas. Aí, a repetição virtuosa de que falava o filósofo degenera: deixa de ser um movimento leve e disciplinado em direção ao bem e se torna um ritual de autoexigência rígida. É justamente nesse deslize — onde a disciplina vira cobrança implacável e o hábito vira obsessão — que encontramos o terreno fér...