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Mostrando postagens de janeiro, 2026

O Trauma e a Construção da Identidade: Na Visão de Gabor Maté

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O Trauma e a Construção da Identidade: Na Visão de Gabor Maté Você já parou para se perguntar por que você é como é? Por que repete certos padrões nos relacionamentos, sente medos aparentemente sem explicação ou se sabota quando está prestes a alcançar algo importante? E se eu te dissesse que parte da sua personalidade pode não ser realmente sua? Pode soar estranho, mas essa é uma das ideias centrais do trabalho do médico húngaro-canadense Gabor Maté. Ele nos convida a encarar uma hipótese profunda: aquilo que chamamos de "nosso jeito de ser" pode, na verdade, ser uma adaptação inconsciente a experiências traumáticas da infância. De acordo com Maté, o trauma não é apenas o que nos acontece, mas o que ocorre dentro de nós como resultado desses eventos. Não se trata apenas de situações extremas como abuso ou violência; muitas vezes, o trauma é sutil. Ele se instala nos silêncios, nas ausências e nas emoções reprimidas — na forma como fomos ensinados a esconder quem realmente ...

CONVERSAS ANÔNIMAS: Tudo o meu marido pesquisa na IA...

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  Cara Membro Anônima, notei que em nenhuma frase você usou interrogação... portanto não são perguntas, de fato. São afirmativas de condições que você observa e vive. Você percebeu o efeito que fez a ausência de um simples ponto de interrogação para os outros leitores? O modo que as outras pessoas (que realmente leram teu texto) reagiram ao teu texto? Isso (o modo que escreve) revela tanto sobre o que alguém quer realmente dizer (ou sobre o seu inconsciente) quanto realmente o que precisa encarar (interpretações possíveis de cada leitor atento)! Quando alguém chega com uma queixa, fazendo apenas “afirmações categóricas” (no seu caso você não fez pergunta alguma! Mas afirma (inconscientemente) que é uma pessoa que “Gostaria de um esclarecimento”! Você não está em busca de uma aula teórica ou uma explicação. Está, no fundo, sinalizando: "preciso ser ouvida, validada e compreendida nesta minha frustração". Do meu olhar psicológico, esse tipo de relato é como um sinal de alerta! ...

CONVERSAS ANÔNIMAS: Alguém que desiste facilmente dos empregos ou da faculdade... O que pode ser isso?

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Caro Autor Anônimo: Acredito que o ponto não seja a questão de "desistir" ou “persistir mais”, mas entender o que realmente faz sentido para você e, talvez, trabalhar a tolerância à frustração. Entenda... todo ser humano é uma pessoa que viveu em uma soma de ambientes sociais e emocionais e que aprendeu a "reagir" a estes ambientes!!! A Psicoterapia pode te ajudar a explorar a memória destes ambientes e entender essas raízes que construíram as estratégias que tu usa hoje para lidar com a sua vida desde então!!! Percebe? A ansiedade, a falta de motivação ou o vazio existencial são formas de reagir a algum ambiente emocional que existiu na sua vida! Não te conheço nem sei a sua historia... mas GENÉRICAMENTE pessoas que tendem a desistir rápido das coisas podem ter construído uma estratégia de "baixo investimento" por terem vivido em ambientes inseguros, incertos, e em lugares assim pode ter sido "adaptativo" não gastar energia em coisas que não tro...

Conversas Anônimas: é normal? Vontade de ir pro deserto e chora, acho que estou apaixonado em mim mesmo ou carente não sei. detalhe não é nada de depressão

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"É normal? Vontade de ir pro deserto e chorar, acho que estou apaixonado em mim mesmo ou carente não sei. Detalhe não é nada de depressão!" Bhá.... vou me permitir uns devaneios aqui... Então, querido Autor Anônimo, vamos por partes.... O que você descreve — a vontade de ir ao deserto e chorar — é a sua metáfora pessoal do seu estado emocional interno! Por óbvio! Lembrando que é o "SEU" deserto.... e o "seu espaço interno". Para mim, um "deserto" vem com uma ideia de vastidão silenciosa e ausência de testemunhas, um espaço onde um sujeito pode se encontrar consigo mesmo sem interferências externas. É um cenário que reflete a busca por autenticidade e por um contato cru com a própria emoção. Ao desejar esse ambiente isolado, você revela uma necessidade de neutralidade: um lugar que não julga, não responde, não consola. Esse silêncio externo permite que o som do próprio choro seja ouvido em sua forma mais pura. É como se o deserto fosse um espelho...

Carl Sagan: “Tenho um pressentimento sobre o futuro da América, na época dos meus filhos ou netos!"

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  Em 1995, um ano antes de sua morte, Carl Sagan escreveu uma reflexão inquietante sobre o futuro da sociedade em seu livro:  "O Mundo Assombrado pelos Demônios".  É impressionante como essas palavras, escritas há trinta anos, ressoam com tanta força hoje em dia. Sagan não estava fazendo uma profecia mística, mas sim um diagnóstico baseado na tendência social que ele observava na época. No trecho ele descreve um cenário onde:  * A base industrial e manufatureira encolhe, concentrando a riqueza e o poder em pouquíssimas mãos;  * O conhecimento científico é esquecido, e as pessoas perdem a capacidade de questionar quem detém a autoridade ou o capital;  * A "mistificação" e a superstição retornam, com as pessoas buscando conforto em horóscopos ou pseudociências por não conseguirem mais distinguir o que é verdade do que é fabricado;  * O debate público se torna superficial, resumido a frases de efeito (click bites) e entretenimento de baixa qualidade. Muit...