AUTISMO - "NÍVEL 0" NÃO EXISTE!
- "NÍVEL 0" NÃO EXISTE!
A cura não é um conceito aplicável ao TEA!
Por tanto, um autista nível 1 nunca evolui para "nível 0" pelo simples motivo de que o Nível 0 não existe em nenhum manual diagnóstico (DSM ou CID).
A classificação vai de 1 a 3, exclusivamente para pessoas “DENTRO” do Transtorno do Espectro Autista.
- Sobre os “NÍVEIS DE SUPORTE”!
“Níveis de suporte” NÃO DESCREVEM A "QUANTIDADE DE AUTISMO" que a pessoa tem, mas sim a "QUALIDADE E QUANTIDADE DE APOIO" que ela PRECISA naquele momento específico da vida.
Pense em algo como a “MIOPIA”: Você pode ter miopia grau 2 (nível 2) e, com o uso de óculos específicos, passar a ter uma vida funcional que exige pouco ou nenhum suporte visual (nível 1).
Isso significa que você "curou" a miopia?
Não.
Seu olho continua sendo míope; você apenas encontrou ferramentas (óculos/terapias) que COMPENSARAM a condição.
Se você perder os óculos em uma situação de estresse extremo, sua necessidade de suporte (nível) volta a aumentar.
- Mas e o médicos que falam de cura?
Quando médicos dizem que "se saiu curado, nunca foi autista", eles estão se apoiando no fato de que o TEA é uma condição do NEURODESENVOLVIMENTO, com base genética e neurológica.
O que a literatura científica (como os estudos de optimal outcome da Dra. Deborah Fein - pesquisa no google sobre...) mostra é que algumas crianças, após anos de intervenção intensiva, podem deixar de preencher OS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS FORMAIS.
ISSO NÃO É UMA CURA!
Então... Isso é DIFERENTE de cura e é muito controverso, pois NÃO SE TEM PROVAS CIENTÍFICAS o bastante ou as informações ESTÃO SEM COMPROVAÇÃO DE PARES e ou as avaliações apenas estão apontando que crianças com o suporte correto vivem melhor!
NA GRANDE MAIORIA DOS CASOS, esses estudos mostram que a pessoa AINDA APRESENTA DIFERENÇAS SUTIS EM PROCESSAMENTO SENSORIAL, COGNIÇÃO SOCIAL OU FUNÇÕES EXECUTIVAS — OU SEJA, NÃO É UMA "CURA", É UMA COMPENSAÇÃO OU MASCARAMENTO tão eficiente que o diagnóstico clínico não é mais capturado pelos testes padronizados.
Entende a diferença?
-- PARA QUE SERVE O NÍVEL, ENTÃO?
Serve como um termômetro de intensidade para PROFISSIONAIS (terapeutas, médicos, coordenadores escolares) planejarem os recursos macros (ex: "essa turma vai precisar de 1 ou 2 acompanhantes?").
A prática do suporte em si (o como fazer) exige uma avaliação funcional individualizada, que mapeia:
- O que desencadeia crises?
- Quais são as habilidades preservadas?
- Quais são as sensibilidades sensoriais?
- Que tipo de comunicação ele entende melhor?
Isso é feito através de ferramentas como o PEI (PLANO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO) OU O PIT (PLANO DE INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA), não pelo número do nível de suporte.
Estou estudando para concurso... então todas as informações da minha resposta SÃO AS MAIS OBJETIVAS, LEGAIS E RECENTES!
Você não achou no CID-11 porque ele NUNCA foi escrito no CID11.
Os níveis 1, 2 e 3 SÃO CRITÉRIOS EXCLUSIVOS DO DSM-5 (o livro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais na 5.ª edição feito pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais e sua revisão é o DSM-5-TR que é o mais usado no Brasil).
Esse é o manual Norte Americano de psiquiatria, mas é endossado pelos Conselhos Profissionais Brasileiros.
No Brasil, usamos tanto o CID 10 (obrigatório para registros oficiais e laudos médicos e em breve será substituído pelo CID11) quanto o DSM-5tr (para detalhamento clínico e terapêutico).
Os níveis do DSM são um COMPLEMENTO técnico ao CID, NÃO UMA SUBSTITUIÇÃO.
É por isso que muitos laudos trazem:
- "CID-11: 6A02 (Transtorno do Espectro Autista) - conforme critérios do DSM-5-TR, classificado como Nível 1 de suporte";
ou
- Como nos ANTERIORES a 2025, colocam o "CID-10: F84.0 (Autismo infantil), CID-10: F84.1 (Autismo atípico), CID-10: F84.5 (o FAMIGERADO Síndrome de Asperger), CID-10: F84.8 (Outros transtornos globais do desenvolvimento) e CID-10: F84.9 (Transtornos globais não especificados do desenvolvimento) - e acrescentam: CONFORME CRITÉRIOS DO DSM-5-TR, classificado como Nível 1 de suporte".
- Sobre “por que publicar o nível em laudos” e entidades, se é algo "pessoal"? A resposta é: Mas “NÃO É UM LAUDO?”
Então, Laudo Psicológico, Neuropsicológico e Psiquiátrico TEM FUNÇÃO LEGAL E OBEDECE A REGRAS!
Laudo serve para apresentar O RESULTADO DE UM PROCESSO DE AVALIAÇÃO psicológica, Neuropsicológica e/ou Psiquiátrica. e deve subsidiar decisões de juízes, médicos, escolas ou empresas sobre uma pessoa ou situação específica.
Aqui está o maior equívoco que as pessoas cometem: "Pessoal" não significa "particular" ou "subjetivo" no sentido de SER UMA OPINIÃO.
Significa que é algo que diz respeito àquela pessoa em específico, mas que tem implicações legais e práticas.
O nível de suporte no laudo tem uma função jurídico-administrativa objetiva:
Ele é a base técnica para garantir direitos previstos em lei (Lei 12.764/2012), como:
- Atendimento Educacional Especializado (AEE) na escola (mais horas de acompanhante, sala de recursos).
- Tempo adicional em concursos e vestibulares.
- Isenção de IPI/ICMS na compra de veículos.
- BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada) – para níveis mais altos que comprovem incapacidade para o trabalho.
- Prioridade no atendimento em serviços públicos e privados.
Sem o nível descrito, os outros profissionais (médico/psicólogo/juízes, etc) não conseguem justificar tecnicamente o grau de comprometimento que fundamenta esses pedidos nem tomar decisões acertadas.
Ele não é "para os outros saberem como me tratar"; ele é um atestado de intensidade de necessidade para o Estado e as instituições.
-- “ Qualquer neurotípico sabe automaticamente dar suporte ao saber o nível?”
Com certeza, NÃO.
Saber que alguém é "nível 1" ou "nível 3" não ensina ninguém a agir.
Um professor que sabe que o aluno é nível 2 não sabe automaticamente se ele precisa de fone de ouvido, de tempo extra para processar a pergunta, de um sistema de comunicação alternativa ou apenas de uma instrução mais clara.
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