terça-feira, 6 de agosto de 2013

Paraplégicos andarão!!!

Nicolelis, neurocientista brasileiro, está desenvolvendo um aparelho que promete devolver a mobilidade a deficientes. O primeiro resultado deve ser visto na abertura da Copa do Mundo de 2014.
Revista ÉPOCA

Projeto do exoesqueleto em imagem divulgada por Nicolelis (Foto: Reprodução/Facebook)

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis publicou em seu perfil no Facebook a primeira imagem de como deve ficar o exoesqueleto robótico que está construindo. O aparelho faz parte do projeto Andar de Novo (Walk Again Project, no nome original), que tem como primeiro objetivo fazer uma pessoa paraplégica levantar da cadeira de rodas e dar o primeiro chute da Copa do Mundo de 2014.

“A imagem mostra os 5 módulos do exoesqueleto e o seu backpack [mochila] de controle”, diz a legenda da foto. “Ao longo da semana, outras imagens, contendo mais detalhes de cada módulo, serão publicadas aqui.” O exoesqueleto robótico poderá ser acoplado ao corpo de um paraplégico e ligado diretamente ao cérebro. Dessa forma, permite que o usuário controle o aparelho como se fosse parte de seu próprio corpo.

O projeto Andar de Novo, coordenado por Nicolelis e desenvolvido por uma equipe internacional, tem o objetivo de fazer pessoas voltar a executar movimentos perdidos. “A gente quer tentar restituir a mobilidade em pacientes com graves níveis de paralisia corpórea por meio de uma ligação direta do cérebro com uma veste robótica”, afirmou o neurocientista durante apresentação do projeto no Rio de Janeiro em maio.

“O exoesqueleto vai permitir que o paciente imagine o movimento, gerando uma tempestade cerebral que a gente consegue ler, e então traduz controlando essa veste robótica para que ele possa andar novamente, de forma autônoma”, disse Nicolelis. E o primeiro resultado deste projeto poderá ser visto em 2014, na abertura da Copa do Mundo no Brasil.

domingo, 4 de agosto de 2013

Monge zen escreve contos para crianças

3/08/2013 - 00h01

Monge zen escreve contos para crianças e prepara primeiro livro infantil no Brasil

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HELOISA PRIETO
ESPECIAL PARA A FOLHA
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A primeira vez que fui ao templo Busshinji, no bairro da Liberdade, em São Paulo, foi para aprender a fazer meditação. Vida de escritora envolve muitas viagens, palestras, conhecer gente o tempo todo. Mas, na hora de escrever, é preciso ter o hábito de ficar calma e concentrada.
Eu não sabia que, durante o período de meditação zen-budista, os praticantes têm a oportunidade de conversar com um mestre. A entrevista com o monge é chamada de "dokusan", e nela podemos falar sobre a vida e também aprender um pouco.
Na hora da conversa, disse que me sentia cheia de ideias para novos livros ao monge Dosho Saikawa. Foi quando ele me contou que também escreve e desenha histórias para crianças.

Monge zen

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Marlene Bergamo/Folhapress
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Monge Saikawa, no tempo Busshinji, em São Paulo
Em Sojji, o templo central no Japão, ele trabalhava contando histórias para alunos da pré-escola. E no templo dele, em Yamagata, uma cidade de apenas 150 casas, ele fazia treinamento de meditação com alunos de escola primária.
Dosho Saikawa passou muitos anos estudando um tipo de história poética e bem-humorada chamada koan. Quando se lê um koan, nunca se sabe como pode terminar e, geralmente, ela não acaba da maneira como se espera. São histórias de sabedoria para crianças e adultos que divertem e fazem pensar.
Monge Saikawa enviou-me então "A Jornada de Taro", uma história que ele inventou e desenhou. Como sempre acontece quando a gente gosta de uma história, eu lhe pedi que escrevesse mais.
Ilustração Dosho Saikawa
Ilustração do conto "A Jornada de Taro"
Ilustração do conto "A Jornada de Taro"
E como sempre acontece com um bom contador de histórias, ele aceitou o desafio. Tanto que agora está escrevendo um livro para crianças aqui no Brasil.
CONHEÇA O MONGE
Dosho Saikawa Roshi, 64
País: Japão
Monge zen, escreve e ilustra contos para crianças. Atualmente, é abade do templo Busshinji, em São Paulo.
O QUE É ZEN
O zen-budismo é uma prática que busca acabar com a distância entre as pessoas e o universo. "Se não existirem fronteiras entre o ser e as coisas, haverá serenidade", diz o monge.
HELOISA PRIETO é escritora de livros infantojuvenis como "1001 Fantasmas"
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