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Mostrando postagens de 2024

O curador que não se cura...

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  Quirão ou  Quíron  (  Χείρων,  transliterado de   Kheíron , "mão"  em grego )  nessa mitologia, é uma figura complexa e fascinante. Meio homem, meio cavalo, ele é frequentemente retratado como um sábio centauro, mestre em medicina e em diversas artes. No entanto, a sua imortalidade é uma bênção que se torna uma maldição, e a ferida que sofre nas mãos de Hércules o marca profundamente. A Dualidade de Quirão Mestre e Curador: Quirão era reconhecido por sua sabedoria e suas habilidades curativas. Ele ensinou muitos heróis gregos, incluindo Aquiles, Asclépio e Jasão. Seu conhecimento abrangia medicina, música, caça e profecia. A ironia da vida de Quirão reside no fato de que ele, mestre em cura, não poderia curar a si mesmo. Uma flecha envenenada de Hércules, destinada a Néssus, atingiu Quirão acidentalmente. A dor insuportável da ferida, que não o matava por causa de sua imortalidade, o atormentou por séculos. A figura de Quirão representa a dor in...

O que é um ambiente invalidante (segundo a psicologia)?

  O que é um ambiente invalidante? O conceito de ambiente invalidante, embora tenha sido profundamente explorado na Terapia Dialética Comportamental (DBT), não é exclusivo dessa abordagem. Ele se conecta e ressoa com diversos outros modelos teóricos e práticas terapêuticas. Em outras linhas terapêuticas, o conceito pode ser encontrado sob diferentes denominações e com nuances específicas, mas a essência permanece a mesma: a ideia de que a forma como as emoções e experiências de um indivíduo são acolhidas e respondidas em seu ambiente social desempenha um papel crucial em seu desenvolvimento psicológico e emocional. Algumas das linhas terapêuticas que abordam o conceito de forma similar incluem: Psicanálise: A psicanálise clássica e suas vertentes contemporâneas exploram como as experiências infantis, incluindo as interações com os cuidadores, moldam a personalidade e as relações futuras. A noção de "falta de validação" ou "falta de contenção" é central na compree...

Como a INDUSTRIA DA MODA te manipula (ainda mais se vc odeia moda)

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"Bateria Social"!

"Bateria social" ou "Energia social é como é comumente é chamado a "força" que nos impulsiona a interagir com outras pessoas. É aquela vontade de estar em grupo, de conversar, de compartilhar experiências e de fazer novas amizades. Afinal, somos animais eminentemente sociais... Essa energia é fundamental para o nosso bem-estar, pois nos conecta com os outros e nos faz sentir parte de algo maior. Mas tem um porém... Pode parecer contraditório, mas às vezes, para recarregar nossas baterias sociais, precisamos de um tempo sozinhos. Algumas pessoas mais que outras precisa de espaço para poder lidar com a presença dos outros!   Imagine uma festa.   Depois de algumas horas, você pode começar a se sentir cansado e com vontade de ir para casa. Isso acontece porque, mesmo que a interação social seja importante, ela também exige muito de nós. Os espaços de isolamento são aqueles lugares onde podemos ficar sozinhos, sem interrupções e sem a pressão de ter que socializar. ...
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O que é o Efeito Forer? O Efeito Forer, também conhecido como Efeito Barnum ou Falácia da Validação Pessoal, é um fenômeno psicológico que descreve a tendência das pessoas de aceitarem descrições vagas e generalizadas de suas personalidades como se fossem precisas e únicas. Como funciona? Descrição Ambígua: As informações fornecidas são tão gerais que podem se aplicar a quase qualquer pessoa. Confirmação do Viés: As pessoas tendem a se concentrar nos aspectos da descrição que se encaixam em suas próprias percepções e experiências, ignorando aqueles que não correspondem. Desejo de Ser Entendido: A necessidade humana de se sentir compreendido e especial contribui para a aceitação dessas descrições vagas como verdadeiras. Um exemplo clássico: O psicólogo Bertram R. Forer realizou um experimento em que deu a seus alunos um teste de personalidade e, em seguida, forneceu a cada um deles uma análise individualizada. Na verdade, todas as análises eram idênticas e continham afirmações vagas e p...

Ato gratuito

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“Muitas vezes o que me salvou foi improvisar um ato gratuito. Ato gratuito, se tem causas, são desconhecidas. E se tem consequências, são imprevisíveis. O ato gratuito é o oposto da luta pela vida e na vida. Ele é o oposto da nossa corrida pelo dinheiro, pelo trabalho, pelo amor, pelos prazeres, pelos táxis e ônibus, pela nossa vida diária enfim — que esta é toda paga, isto é, tem o seu preço. Uma tarde dessas, de céu puramente azul e pequenas nuvens branquíssimas, estava eu escrevendo à máquina — quando alguma coisa em mim aconteceu. Era o profundo cansaço da luta. E percebi que estava sedenta. Uma sede de liberdade me acordaria. Eu estava simplesmente exausta de morar num apartamento. Estava exausta de tirar ideias de mim mesma. Estava exausta do barulho da máquina de escrever. Então a sede estranha e profunda me apareceu. Eu precisava — precisava com urgência — de um ato de liberdade: do ato que é por si só. Um ato que manifestasse fora de mim o que eu secretamente era. E necessitav...

A COMPLICADA ARTE DE VER de Rubem Alves!

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A COMPLICADA ARTE DE VER Rubem Alves Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes ...

Terapia Focada nas Emoções (TFE)

  A Terapia Focada nas Emoções (TFE) é um modelo terapêutico que tem se destacado nos últimos anos por sua abordagem inovadora e eficaz para tratar diversos problemas psicológicos. Essa abordagem, que coloca as emoções no centro do processo terapêutico, foi desenvolvida principalmente pelo psicólogo canadense Leslie Greenberg e seus colaboradores. Greenberg, influenciado por teorias humanistas como a de Carl Rogers, observou que as emoções desempenham um papel fundamental na experiência humana e na psicoterapia. Ele percebeu que muitas vezes as pessoas evitam ou reprimem suas emoções, o que pode levar a dificuldades emocionais e relacionais. A partir dessa observação, Greenberg e sua equipe começaram a desenvolver um modelo terapêutico que valorizasse a experiência emocional e que ajudasse as pessoas a conectar-se com suas emoções de forma mais profunda e significativa. Principais Características e Técnicas da TFE A TFE se caracteriza por algumas técnicas e ferramentas específicas...

Domínios na Terapia do Esquema: Uma Visão Geral

A Terapia do Esquema é uma abordagem mais integrativa que incorpora elementos da Terapia Cognitivo Comportamental, teoria psicanalítica, terapia Gestalt e terapia focada nas emoções. Ela se concentra em modificar esquemas disfuncionais e estilos de enfrentamento "mal-adaptativos". Ambas as terapias compartilham o objetivo comum de melhorar a saúde mental e o bem-estar. Domínios na Terapia do Esquema: Uma Visão Geral Na Terapia do Esquema, os domínios são agrupamentos de esquemas disfuncionais precoces (EDPs) , que são padrões de pensamento e comportamento negativos e inflexíveis que se desenvolvem na infância e persistem na vida adulta. Esses esquemas podem ter um impacto significativo na forma como as pessoas percebem a si mesmas, os outros e o mundo ao redor. Cada domínio representa um conjunto de experiências e crenças disfuncionais que se relacionam entre si. Por exemplo, o domínio "Desconexão e Rejeição" engloba esquemas relacionados à sensação de não ser amad...

COLETÂNEA PARA APRESENTAR JUNG

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Idosos trocam suas casas por ‘COMUNAS’ para envelhecerem junto com os amigos que fizeram ao longo da vida

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Escrito por Gabriel Pietro -25 de outubro de 2024 Tacos de salmão e alface estão no cardápio de Tesha Martínez em “La Guancha”, o primeiro projeto de moradia comunitária para idosos mexicanos que desconfiam de lares de idosos e defendem sua independência. Professora aposentada de 65 anos, Martínez, e seu marido Francisco Vigil, 61, trocaram sua casa na agitada Cidade do México por essa comunidade em Malinalco, uma pacata cidade turística a cerca de 100 quilômetros da capital. Com o passar dos anos, muitos idosos têm buscado alternativas inovadoras para garantir qualidade de vida e independência. Um exemplo disso é o casal Tesha Martínez e Francisco Vigil, que decidiram trocar a agitação da Cidade do México pela tranquilidade de Malinalco, onde fazem parte de uma comunidade colaborativa para idosos. Em vez de lares de repouso tradicionais, esses grupos escolhem morar em “repúblicas” – comunidades organizadas por eles mesmos, nas quais compartilham responsabilidades, despesas e momentos ...

Onde está quem nunca está com alguém?

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Por que há pessoas que passam a vida se relacionando de forma superficial, sem se fixar amorosamente com um parceiro? A escritora e colunista da Folha Tati Bernardi fala sobre essa e outras questões relacionadas a amor e sexo no sétimo episódio da  temporada. Ela é acompanhada por Daniel Kuperman, psicanalista, escritor, professor livre-docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e pesquisador do CNPq. Escritora, roteirista, apresentadora, colunista, resenhista, ESTUDO psicanálise. imprensa/job:  tati @ tatibernardi .com.br Psicanalista , livre docente do IPUSP, Presidente do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi ,  https://www.instagram.com/danielkupermann  

Direita radical sequestrou a pauta do trabalho e do desejo.

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Direita radical sequestrou a pauta do trabalho e do desejo, diz pesquisador  Escrito por Letícia Mori para a BBC News Brasil em São Paulo em 26 outubro 2024. Apresentar fatos, dados, argumentos racionais e lógicos na maioria das vezes não é suficiente para convencer quem acredita em teorias da conspiração. Essa dificuldade tem sido cada vez mais estudada por pesquisadores, mas aos poucos vão surgindo caminhos para combatê-la, diz o pesquisador italiano Paolo Demuru. Radicado no Brasil e professor na Universidade Mackenzie, Demuru publicou o livro Políticas do Encanto: Extrema Direita e Fantasias de Conspiração (Elefante), no qual discute, de forma acessível, conhecimentos relevantes produzidos sobre desinformação e políticas extremistas nos últimos anos. "A extrema direita sequestrou as pautas do trabalho e do desejo", diz ele em entrevista à BBC News Brasil. "Forneceu uma resposta para o desejo de pertencimento, de se maravilhar, entrar em transe" de quem vive s...