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Mostrando postagens de julho, 2025

Tem algum problema em quem não sabe viver sozinho?

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Seres humanos foram esculpidos pela evolução para viver em grupo. O isolamento é uma desregulação. Então, evolutivamente, os seres humanos foram moldados para depender uns dos outros como uma estratégia de sobrevivência. Essa necessidade de conexão está profundamente enraizada em nossa biologia, psicologia e comportamento social. Outros primatas, como bonobos, por exemplo, têm proporções próximas às humanas e também exibem alta dependência social, mas os humanos levaram isso ao extremo devido à fragilidade dos filhotes, a capacidade de usarem inteligência coletiva e cultural, mas a raiz evolutiva é a mesma: sobreviver juntos é melhor que sozinho. Lembre que os humanos nascem extremamente imaturos. Bebês humanos dependem totalmente de cuidadores para sobreviver (alimento, proteção, regulação emocional). Exemplo: Um recém-nascido não sobrevive sozinho; precisa de anos de cuidado antes de se tornar minimamente autossuficiente. O cérebro humano é tão complexo que a gestação intra uterina n...

Couraças e escolhas...

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Não é de hoje que a percepção de ilusão de livre arbítrio foi adequadamente interpretada. José Angelo Gaiarsa descreve-a impecavelmente já em 1978 no "Couraça Muscular do Caráter". A causalidade faz um homem escorregar... Interrompe sua marcha inconsciente e se desfaz sua postura carregada de simbolismos e subtextos que carregava como estandarte de máscaras as quais estava alienado (a postura do pai, o modo de olhar da mãe), o ombro caído de quem tenta se equilibrar entre as duas presenças de peso de décadas... se vê sem sustento no faltoso solo sólido que deveria firmar o próximo passo... Então "ALGO" segura e estrutura o corpo. Segundos antes de um possível tombo "ALGO" reequilibra a marcha. O homem se percebe com os braços entreabertos, pernas entreabertas, encontrando uma posição entre o ponto de equilíbrio e a queda certeira... e não cai. Então existe um "Eu" que marcha carregado de significados ocultos a si mesmo... Existe um "Outro...

Anti-intelectualismo na moda!

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  O anti-intelectualismo continua ganhando força em 2025, alimentado por redes sociais, algoritmos e fake news, que priorizam engajamento em detrimento do rigor. Um exemplo ambíguo é o BookTok: enquanto impulsiona a leitura e best-sellers, também banaliza a literatura, reduzindo clássicos a resumos simplistas e incentivando uma cultura mais voltada para a estética ("hauls" de livros) do que para a reflexão crítica. Além disso, cria bolhas que limitam a diversidade literária, privilegiando gêneros como YA e autores populares… “Aparentar” ler ficou mais relevante que o ato de ler em si… depois “colecionar livros” passou a ser mais relevante que aparentar ler… A coisa continua escalonando. Da mesma forma, PARECER tratar de saúde mental é mais importante que realmente tratar de estudar saúde mental. Lê-se qualquer coisa que reforça as nossas crenças e passa-se a ser um especialista em saúde mental. A saúde mental aqui é um exemplo pequeno. Esse fenômeno reflete uma tendência ...

Os Adultos menos capazes que seus pais… ou: Acesso Ilimitado, Compreensão Superficial.

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  Os Adultos menos capazes que seus pais… ou: Acesso Ilimitado, Compreensão Superficial. Nunca tivemos tanto acesso à informação — e, no entanto, nunca fomos tão vulneráveis à ilusão de conhecimento. A internet democratizou o saber, mas também o fragmentou, transformando-o em um fluxo contínuo de estímulos rápidos e descartáveis. O problema não é a falta de dados, mas  a forma como os consumimos  e, consequentemente, como (deixamos de) processá-los. A abundância de conteúdo não se traduz automaticamente em profundidade. Pelo contrário: a facilidade de obter respostas instantâneas — em vídeos de 30 segundos, posts resumidos ou "cortes" de ideias complexas — criou uma cultura de  aprendizado passivo , em que a reflexão é substituída pelo scroll infinito. O resultado? Uma sociedade que  sabe mais e entende menos . A próxima geração será a mais inapta para lidar com a vida, com a solução de problemas... e será ainda mais frágil e menos inteligente. Provavelmente... ...

O Modelo Psicobiológico de Temperamento e Caráter

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O Modelo  Psicobiológico  de Temperamento e Caráter, desenvolvido por C. Robert Cloninger , propõe que a personalidade humana se forma através da interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais. O modelo distingue sete dimensões de personalidade, sendo quatro relacionadas ao temperamento e três ao caráter. C. Robert Cloninger é um psiquiatra e geneticista americano de grande influência, amplamente reconhecido por sua pesquisa pioneira sobre os fundamentos biológicos, psicológicos, sociais e espirituais da saúde e da doença mental .   O Temperamento refere-se aos aspectos inatos e herdados da personalidade, influenciados por neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina. As quatro dimensões do temperamento são: Busca de Novidades: Tendência a explorar, descobrir e reagir intensamente a estímulos novos. Evitação de Danos: Tendência a evitar situações perigosas ou ameaçadoras. Dependência de Recompensa: Tendência a buscar aprovação soci...