sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SÁBADO e DOMINGO

Em tempo:


Foi transferida do dia 1º de dezembro de 2012 para o dia 9 de dezembro, com entrada franca a "Jedicon".

Uma convenção de fãs de Star Wars realizada anualmente pelos Conselhos Jedi de vários estados do Brasil.

No Rio Grande do Sul as convenções começaram em 2003 com o nome de Maratona Conselho Jedi RS e a partir de 2005 o evento passou a se chamar Jedicon, mantendo sua proposta e crescendo a cada ano.

Em cada edição, o evento traz um dia inteiro de atrações sobre a saga cinematográfica de George Lucas, entre elas palestras, apresentações, oficinas, estandes, concursos, jogos, exposições e exibições de filmes e documentários... Além de venda de diversos produtos com a temática Star Wars e, claro, CJRS!

Este ano, então, ocorrerá dia 9 de dezembro de 2012, com entrada franca



AINDA

Mas se você já tinha a ideia de passar no gasômetro neste sábado fica a dica:


Meditação na Usina - Divulgue para seus amigos!Como já é tradição, no primeiro e terceiro sábado de cada mês, das 11 às 12h, neste sábado haverá prática de meditação na Usina do Gasômetro, no centro de Porto Alegre.

Com a orientação de um dos organizadores do Hanamatsuri Porto Alegre, o grupo Zen Budista Jisui Zendô, cada encontro terá uma breve palestra, apresentação de uma técnica meditativa e um período para perguntas e respostas.



As práticas serão desvinculadas de aspectos filosóficos ou religiosos, focando a meditação para fins de relaxamento, cultivo do bem estar e combate ao estresse, e estarão abertas a todos os interessados, independentemente de suas crenças religiosas ou experiência anterior.

Mas, o que é a Meditação e para quê serve?

“A meditação é uma prática que nos possibilita cultivar e desenvolver certas qualidades humanas básicas e positivas, da mesma maneira que outras formas de treinamento nos dão a possibilidade de tocar um instrumento musical ou adquirir qualquer outra habilidade.” (Matthieu Ricard, considerado pelos pesquisadores científicos “o homem mais feliz do mundo”).

Assim, podemos considerar a prática da meditação como um treinamento mental, para uma busca do funcionamento psicológico saudável. Meditar consiste na focalização prolongada e consciente da atenção sobre a própria consciência. O objetivo é aprender a não elaborar e desvincular-se de distrações e pensamentos. Quanto mais concentrada a mente estiver, mais estabilidade mental e emocional o individuo terá, levando-o a ter uma vida menos estressante e mais saudável.


E no DOMINGO???



TaikoZen - divulgue!
O próximo encontro-ensaio mensal do grupo TaikoZen do Jisui Zendô será no domingo, dia 2 de dezembro das 14 às 16 horas. 

Todos os interessados são bem vindos, mesmo sem qualquer conhecimento ou experiência musical, independentemente da idade, religião, etc etc etc.

Contribuição sugerida: R$ 10,00

Reproduzo abaixo trechos de um texto excelente sobre Taikô que encontrei no site da Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Bastos (http://www.acenba.com.br/taiko/):

Taiko significa tambor na língua japonesa. É um instrumento que expressa sentimentos de alegria, ira, tristeza, prazer, dando-se a sensação de deslocar os nossos espíritos até os antepassados.

A origem do Taiko data-se da Era Joumon e Yagoi há dois mil anos e eram utilizados como meio de comunicação entre as pessoas que estavam em locais diferentes. Eram também utilizados em festividades religiosas e sociais, um valioso instrumento de comunicação com a alma dos antepassados e com os Deuses. [...]

O Taiko é uma cultura que tem por objetivo a manutenção da tradição, seus valores culturais e morais.

Fala-se em alma do Taiko (entenda-se, cultura do Taiko) cuja finalidade constitui-se na confirmação da nossa vitalidade e do grito com os companheiros estimulando-se mutuamente para um viver melhor socialmente.

Assim, aos praticantes do Taiko a sua conduta disciplinar, social e moral são fatores fundamentais para ser companheiro e apoio aos parceiros com reciprocidade.

O instrumento Taiko vem sofrendo muitas mudanças após a Segunda Guerra Mundial, precisamente em 1951, por influência do Prof. Daihati Oguti que introduziu o toque coletivo ao Taiko dando sistema múltiplo, possibilitando o seu uso em concertos, inovando o mundo musical.

A vibração do Taiko som transmite a sensação de dinamismo aos praticantes e aos ouvintes, faz as pessoas se sentirem bem, sendo revigorados.

Os percursionistas do Taiko deve ter como fundamento o lema:
- desenvolver um corpo vigoroso, sadio, a coragem, a determinação e o espírito inabalável;
- implantar o sentimento que preza o respeito ao próximo e a filosofia de humildade e eficácia;
- adquirir o respeito aos mais velhos, cooperação mútua, amizade, responsabilidade, união e cultivar o caráter e a dignidade;
- aprender a arte milenar japonesa do Taiko e herdar o valor deste folclore, cultivá-lo, preservá-lo e propagá-lo.
 Há mais de 100 grupos de Taikô no Brasil, reunidos na Associação Brasileira de Taiko.


Para saber mais sobre o grupo organizador da meditação no gasômetro:


Para ler mais sobre meditação, saúde e bem estar, visite estes links:
6. http://super.abril.com.br/cotidiano/fuja-armadilhas-distracao-aprenda-se-concentrar-695351.shtml

Para saber mais sobre TAIKÔ:

. Ler uma reportagem sobre o evento celebrando os 10 anos desta Associação:http://www.portalnikkei.com.br/taiko-associacao-brasileira-comemora-10-anos-de-atividades/

. Ler artigo sobre Taikô do Portal Nippo-Brasil Nippo-Jovem:http://www.nj.com.br/especial/especial_20070514.php 

Vídeos do grupo brasileiro Wakaba Taikô de Curitiba. Este grupo representou o Brasil no 14º Nippon Taiko Junior Contest, ficando entre os finalistas e recebendo um Prêmio de Menção Honrosa: http://www.youtube.com/watch?v=-dRIkz7F1qk&list=PLC2C71286B7E21E6B&feature=plcp

Vídeos de Grupos Japoneses Profissionais de Taikô: youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nf6gP3K3w5c&list=PL3C484BCAF5AD03A6&feature=plpp_play_all

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mente de renúncia




Por eu facilmente ficar chateado e agitado, isso mostra que não tenho a mente de renúncia. A mente de renúncia de certo modo é bem simples. Temos mente de renúncia quando compreendemos que tudo isso não é grande coisa. Alguém pisa em seu dedão, qual a grande coisa aí? Quanto mais nos acostumarmos com essa ideia, mais temos mente de renúncia. Pelo menos, tento ver por que transformo tudo em uma coisa tão grande. Estou meramente dando a você um modelo de como invocar a mente de renúncia.
É um pouco como esse exemplo. Estamos andando nesse deserto por tanto tempo, e tudo que jorra, que é aquoso, é tão importante para nós. Mesmo se vemos uma miragem, nosso único desejo é se aproximar da água sem jamais compreender que é só uma miragem. Se você não sabe que é uma miragem e vai até lá, tudo que você obtém é um grande desapontamento. Então, saber que é só uma miragem é a mente de renúncia. [...]
A renúncia de algum modo tem essa conotação de abrir mão de algo. Mas é como o exemplo da miragem. Você não pode abrir mão da água porque não há nenhuma água; é só uma miragem. Além disso, você não precisa abrir mão de uma miragem porque qual é o sentido de abrir mão de uma miragem? A pessoa simplesmente só precisa saber que é uma miragem. Tal compreensão é uma grande renúncia. No momento que você sabe que é uma miragem, o mais provável é que você nem vá até lá porque sabe que é falso; ou mesmo que vá, não há desapontamento, porque você já sabia o que havia ali. No mínimo, você terá só um pequeno desapontamento. É por isso que Jamgon Kongtrul disse que a mente de renúncia é como uma fundação. [...]
A mente de renúncia não tem nada a ver com sacrifício. Como já mencionei, quando falamos sobre renúncia, de algum modo ficamos todos assustados porque pensamos que temos que abrir mão de alguns bens, algo valioso, algumas coisas importantes. Mas não há nada que é importante; não há nada que solidamente exista. Tudo que você está abrindo mão é, na verdade, uma vaga identidade. Você compreende que isso não é verdadeiro, não é absoluto; é esse o modo e o porquê de desenvolver renúncia.
(citado por Marcia Dechen Wangmo, em “Confessions of a Gipsy Dakini“)


TAIA DOJÔ: Enso: A Natureza do Círculo

postado no TAIA DOJÔ




" Um círculo saudável deve ser por natureza aberto. Deve abrir-se a qualquer um que venha e deixar-se abrir para quem quiser sair, quando quiser. O círculo não prende, não aprisiona, não se fecha em ideias lineares. O círculo tem suas regras internas. Elas precisam existir para que a harmonia exista. Se cada um faz o que quer e como quer não funciona. Ele simboliza Iluminação, Esforço, Elegância, o Universo e o Vazio. É também uma "expressão do momento". Tudo cabe no círculo assim como tudo cabe no Universo."


 Upasaka Jeane Dal Bo






terça-feira, 27 de novembro de 2012

Basta ouvir ensinamentos?

Basta ouvir ensinamentos?



Aluno – No vocabulário Zen, existe a palavra samadhi, que significa concentração. Existe algum foco especial no budismo a respeito da meditação/concentração, ou é apenas uma coincidência?

Monge Genshô – Não, não é coincidência. O Zen budismo se vê como budismo contemplativo, ele enfatiza, e a diferença entre os budismos, é essa, a ênfase. A escola Theravada enfatiza o estudo dos sutras. O budismo Zen enfatiza a prática da meditação, sempre digo que essa prática no Zen deve ser feita em quantidades industriais, mas a mesma coisa acontece na prática do Theravada, pois existe grande similaridade nessa ênfase. 

Embora se diga frequentemente no zen, que as escrituras e os textos são o dedo que aponta para a lua, mas que não são a lua, são mapas para que se possa seguir um caminho. Não são o caminho. São indicações, você tem que trilhar o caminho por seus próprios pés para chegar lá. Não basta ler ou ouvir ensinamentos. Costuma-se dizer no Zen que enquanto nele se falar, ele não estará presente. Quando estávamos calados experimentando a prática da meditação, o Zen estava presente. Agora é só conversa a respeito. 
 
 
A palavra chan vem do sânscrito dhyanna que significa meditação, então, o budismo Zen significa o budismo que enfatiza a prática da meditação. Na verdade, no Zen, embora diga-se frequentemente, como acabei de dizer, que os ensinamentos são apenas o mapa, dificilmente você encontrará tantos textos quanto existem sobre o Zen, e os professores estão sempre escrevendo. Aqui, por exemplo, tem um gravador para documentar a palestra. Por quê? Porque acabarão virando texto. Na realidade, existe estudo no Zen e Dogen ZenJi diz que o estudo dos sutras é a base do caminho. Não se chega à outra margem sem saber, e mesmo que Hui Neng seja declarado um patriarca analfabeto, leia seu o texto e você verá quantas citações nele há; ele parece um erudito. Mesmo que ele guardasse de memória por não saber ler, ele ouvia, guardava, sabia citar e raciocinar. Sem esse instrumento não vamos longe. 
A ênfase do Zen é mais do tipo, “não me diga as palavras de Buda, me diga as suas”. É a verdade que você está praticando, e essa é a verdade do Zen, e não as indicações ou os textos. Como você está vivendo, como está sua mente agora, essa é a verdade. Mas existem três portas de acesso: emoção, estudo e ação. São três portas de acesso para o caminho. As pessoas são diferentes, existem pessoas que naturalmente estão preparadas para o caminho intelectual, outras para o caminho da emoção e outras para o caminho da ação. Cada uma deve praticar com a escola mais adequada para o seu coração, para o seu sentimento, devendo praticar naquele lugar com o qual ela sinta que tem conexão. Por isso, é tão importante escolher o seu mestre e sua escola. Nesse sentido, recomendo a vocês o texto de um famoso escritor, o professor Ricardo Sasaki, intitulado A que Escola pertenço. (um toque de humor, o Prof. Sasaki era o anfitrião nesta palestra ministrada em sua Sangha Theravada em BH)

A prática tradicional do Zen Japonês nas terras Gaúchas!

A prática tradicional Soto Zen Japonês nas Terras Gaúchas!
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Sanga Águas da Compaixão
Jisui Zendô - Comunidade Zendo Sul

Programação das atividades deste próximo final de semana da Sanga Águas da Compaixão

Nota: Na Sexta-feira, 30 de novembro às 19 hs, iniciaremos o nosso   Rohatsu Sesshin (Retiro da Iluminação de Buda). Informações, link para a programação e inscrições no  site da Comunidade Zendo Sul – Jisui Zendô (http://www.zendosul.org.br/si/site/040102/p/Rohatsu%20Sesshin)

Nota: No sábado, dia 1, teremos a Meditação na Usina das 11:00 hs até o meio-dia (aberta a todos). Para os participantes do Retiro, a Meditação na Usina fará parte do retiro.

Nota:  Excepcionalmente, antecipamos o nosso próximo encontro de TaikoZen já neste próximo domingo, dia 2, às 14 hs -  aberto a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas). Para os participantes do Retiro, a aula de Taiko fará parte do retiro.
 
Nota: Está em andamento o  Curso: Fundamentos do Zen, Módulo I, ministrada pela Monja Isshin - novos alunos podem entrar em qualquer momento, quintas-feiras, 19:30 hs - Zazen, 20:00 hs - Aula).  Para os participantes do Retiro, a aula fará parte do retiro.

Sábado, dia 1 dezembro 2012 (ainda com o grupo em retiro)
16:30 hs - Prática Regular (aberta a todos)

Domingo, dia 2 dezembro 2012    (ainda com o grupo em retiro)
16:30 hs - Prática Regular (aberta a todos)

Nota:  nenhum praticante sincero será barrado das atividades devido a questões financeiras. Nestes casos, converse com a Monja Isshin.

Jisui Zendô  - casa-sede da Sanga Águas da Compaixão - R. Eliziário Goulart da Silva, 93 - Bairro Cristo Redentor (antiga Rua Vista Alegre, atrás do Hospital Cristo Redentor).
Telefone: (51) 3085-7476 - E-mail: aguasdacompaixao@gmail.com
Ver as mãos das ruas para chegar de carro no Google Maps.
 
Para os plantonistas da Sanga:
- a próxima aula do Baika será no dia 22 de dezembro.

Lembro a todos que a participação nas atividades pode ser parcial ou intetegral , pois os praticantes podem chegar e sair livremente, de acordo com as suas necessidades.

Nota 1:  Devido ao pouco material de boa qualidade disponível sobre o zen na língua portuguesa, é muito importante iniciarmos um projeto de traduções. Assim, se você tiver disponibilidade para colaborar, como voluntário, com traduções (inglês, espanhol, italiano ou japonês), ficaremos muito contentes em contar com você! Você pode simplesmente responder esta mensagem me passando as informações básicas: nível de habilidade em quais línguas e disponibilidade como tradutor. Muito obrigada.
Nota 2: se alguém tiver habilidades de Webdesign ou de Artes Gráficas, e disponabilidade para oferecer colaboração como voluntário, por favor, entre em contato comigo.

Cuidem-se bem!
Gassho,
Monja Isshin

Próximas Atividades Especiais:
1) 30 novembro a 7 dezembro - Rohatsu Sesshin 
2) 1 dezembro - Meditação na Usina
3) 2 dezembro - TaikoZen 
4) 15 dezembro - Meditação na Usina
5) 15 dezembro -  Palestra Especial "Meditação e Ciência", da pesquisadora Prof. Dra. Elisa Harumi Kozasa (Universidade Federal de São Paulo)
6) 28-31 dezembro - Retiro de Fim de Ano
7) 31 dezembro -  Zazen e Cerimônia de Final de Ano e Entrada de Ano Novo (aberta a todos)
8) 8 a 12 fevereiro 2012 - Sangaku Sesshin 2013 - Jisui Zendô (Feriado de Carnaval)   

Atividades Regulares durante a semana (casa-sede - Jisui Zendô): 
2as feiras: descanso
3as feiras: 09:30 hs - Zazen e Leitura de Sutra (aberto a todos)
                  19:30 hs - Zazen (aberto a todos)
4as feiras: 19:30 hs - Introdução ao Zen (para iniciantes)
                  20:00 hs - Zazen (aberto a todos)
5as feiras: 09:30 hs - Zazen, Serviço Matinal (aberto a todos)
                  19:30 hs - Zazen (aberto a todos)
                  20:00 hs - Aula da Monja Isshin: Fundamentos do Zen, Módulo I
                                    (para inscritos) (Módulo I : agosto a dezembro, 2012)
6as feiras: 09:30 hs - Zazen, Serviço Matinal (aberto a todos)
                  19:30 hs - Palestra para Iniciantes (aberta a todos)

Previsão Mensal:
1º Sábado do mês, 11:00 hs - Meditação na Usina (aberta a todos) 
1º Sábado do mês, 14:00 hs - Fukudenkai (Costura Budista) - aberta a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas)
1º Sábado do mês, 18:00 hs - Palestra do Darma - O Zen na Prática - Monja Isshin - somente Membros-Praticantes
1º Domingo do mês, 14:00 hs - Curso dos Preceitos (turma fechado)
2º Sábado do mês, 18:00 hs - ArteZen (com projetor tipo Datashow) (aberta a todos)
2º Domingo do mês, 14:00 hs - TaikoZen aberto a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas)
3º Sábado do mês, 11:00 hs - Meditação na Usina (aberta a todos)
3º Sábado do mês, 18:00 hs - Palestra do Darma -  O Zen na Prática - Monja Isshin (aberta a todos)
3º Domingo do mês, 14:00 hs - Baika (Música Budista) - aberto a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas)
4º Sábado do mês impar, 17:00 hs - Mini-Zazenkai - aberto a todos, doação sugerida: R$ 20 (não-associados/não-cotistas)
4º Sábado do mês par, 09:00 hs -  Zazenkai de Um Dia - aberto a todos, doação sugerida: R$ 50 (não-associados/não cotistas)/ R$ 30 (associados/cotistas)
4º Domingo do mês impar - Zazenkai de Um Dia (com início no Mini-Zazenkai de sábado com pernoite) - aberto a todos, doação sugerida: R$ 50,00 (não-associados/não cotistas, para a parte de Domingo)/ R$ 30 (associados/cotistas para a parte de Domingo)

Atividades periodicas:
CozinhaZen  - Almoço Beneficiente (aberta a todos) - o próximo será no dia 25 de novembro ao meio-dia - convites R$ 25.
Jantar dos Fundadores  (Grupo dos Fundadores da Sanga) - o próximo será no dia 27 de outubro
Cerimônia de Equinócio (O-Higan-e - Cerimônia de Gratidão aos Antepassados e Lembrança dos Paramitas) - Realizada semi-anualmente, num domingo próximo aos equinócios de primavera e outono (aberta a todos)
Cerimônia de O-Bon (Cerimônia de Gratidão aos Antepassados e Alimentação dos Espíritos Famintos)  - Realizada anualmente no mês de julho ou agosto (aberta a todos)
 Zazen e Cerimônia de Final de Ano e Entrada de Ano Novo - realizado anualmente no dia 31 de dezembro (aberta a todos)

Retiros:
Sangaku Sesshin  - feriado de carnaval
Rohatsu Sesshin  - 1 a 8 de dezembro
Zazenkai  -  previsto para último final de semana do mês (ver programação)

Lembro a todos que a participação nas atividades pode ser integral ou parcial, pois os praticantes podem chegar e sair livremente, de acordo com as suas necessidades.

Zazen das Sangas Reunidas   
Zazen das Sangas Reunidas

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A prática tradicional do Zen Japonês nas terras Gaúchas!
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hospital de Clínicas de Porto Alegre inicia restrição no atendimento



Postado as 26/11/2012 no G1 RS


Medida foi tomada devido a uma reforma no setor de emergência.

Obras vão de 1º a 12 de dezembro; pacientes serão transferidos.

Começa nesta segunda-feira (26) a restrição do atendimento na emergência do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre. A medida foi tomada devido a uma reforma para melhorias no setor. Os trabalhos começariam no dia 19 de novembro, mas foram adiados para dezembro em função da greve de servidores do Grupo Hospitalar Conceição, que já voltaram à atividade.


O conjunto de melhorias atende a normas internacionais de qualidade e segurança e inclui a remodelação dos consultórios, a reorganização da área para triagem, com mais privacidade para os pacientes, e a construção de novos boxes para estabilização de doentes graves. Durante o período, também será feita a limpeza dos dutos de ar-condicionado, em cumprimento à legislação federal (Portaria 3.523 do Ministério da Saúde).Segundo a administração do hospital, a emergência deverá estar vazia até o dia 1° de dezembro, quando começam as obras. A restrição foi necessária porque a reforma vai gerar poluição sonora e ambiental, além de exigir o desligamento total do sistema de ar-condicionado. Apenas os pacientes que chegarem em situação grave, com risco de morte, serão atendidos no box de urgência. Os que estão no hospital serão transferidos para unidades de internação do próprio Clínicas e para outras instituições.

Pesquisa inédita investigar o cérebro dos médiuns durante o transe.


Os avanços da ciência da alma


Uma pesquisa inédita usa equipamentos de última geração para investigar o cérebro dos médiuns durante o transe. As conclusões surpreendem: O cérebro funciona de modo diferente nestas ocasiões.

* Escrito por DENISE PARANÁ, DA FILADÉLFIA, ESTADOS UNIDOS.

MEDIUNIDADE SOB INVESTIGAÇÃO Uma médium brasileira psicografa no laboratório do Hospital da Universidade da Pensilvânia (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)
Estávamos no mês de julho de 2008. Na Rua 34 da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, num quarto do Hotel Penn Tower, um grupo seleto de pesquisadores e médiuns preparava-se para algo inédito. Durante dez dias, dez médiuns brasileiros se colocariam à disposição de uma equipe de cientistas do Brasil e dos EUA, que usaria as mais modernas técnicas científicas para investigar a controversa experiência de comunicação com os mortos. Eram médiuns psicógrafos, pessoas que se identificavam como capazes de receber mensagens escritas ditadas por espíritos, seres situados além da palpável matéria que a ciência tão bem reconhece. O cérebro dos médiuns seria vasculhado por equipamentos de alta tecnologia durante o transe mediúnico e fora dele. Os resultados seriam comparados. Como jornalista, fui convidada a acompanhar o experimento. Estava ali, cercada de um grupo de pessoas que acreditam ser capazes de construir pontes com o mundo invisível. Seriam eles, de fato, capazes de tal engenharia?
A produção de exames de neuroimagem (conhecidos como tomografia por emissão de pósitrons) com médiuns psicógrafos em transe é uma experiência pioneira no mundo. Os cientistas Julio Peres, Alexander Moreira-Almeida, Leonardo Caixeta, Frederico Leão e Andrew Newberg, responsáveis pela pesquisa, garantiam o uso de critérios rigorosamente científicos. Punham em jogo o peso e o aval de suas instituições. Eles pertencem às faculdades de medicina da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás e da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. Principal autor do estudo, o psicólogo clínico e neurocientista Julio Peres, pesquisador do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (Proser), do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, acalentava a ideia de que a experiência espiritual pudesse ser estudada por meio da neuroimagem.
Pela primeira vez, o cérebro dos médiuns foi investigado com os recursos modernos da neurociência 
Em frente ao Q.G. dos médiuns no Hotel Penn Tower, o laboratório de pesquisas do Hospital da Universidade da Pensilvânia estava pronto. Lá, o cientista Andrew Newberg e sua equipe aguardavam ansiosos. Médico, diretor de Pesquisa do Jefferson-Myrna Brind Centro de Medicina Integrativa e especialista em neuroimagem de experiências religiosas, Newberg é autor de vários livros, com títulos como Biologia da crença e Princípios de neuroteologia. Suas pesquisas são consideradas uma referência mundial na área. Ele acabou por se tornar figura recorrente nos documentários que tratam de ciência e religião. Meses antes, Newberg escrevera da Universidade da Pensilvânia ao consulado dos EUA, em São Paulo, pedindo que facilitasse a entrada dos médiuns em terras americanas. O consulado foi prestativo e organizou um arquivo especial com os nomes dos médiuns, classificando-o como “Protocolo Paranormal”.
“É conhecido o fato de experiências religiosas afetarem a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, a prática de supostamente estar em comunicação com ou sob o controle do espírito de uma pessoa morta, até então nunca tinha sido investigada”, diz Newberg. Os cientistas queriam investigar se havia alterações específicas na atividade cerebral durante a psicografia. Se houvesse, quais seriam? Os dez médiuns, quatro homens e seis mulheres, participavam do experimento voluntariamente. Foram selecionados no Brasil por meio de uma longa triagem. Entre os pré-requisitos, tinham de ser destros, saudáveis, não ter nenhum tipo de transtorno mental e não usar medicações psiquiátricas. Metade dos voluntários dizia carregar décadas de experiência no “intercâmbio espiritual”. Outros, menos experientes, apenas alguns anos.
Na Filadélfia, antes de a experiência começar, os médiuns passaram por uma fase de familiarização com os procedimentos e o ambiente do hospital onde seriam feitos os exames. O experimento só daria certo se os médiuns estivessem plenamente à vontade. Todos se perguntavam se o transe seria possível tão longe de casa, num hospital em que se podia perguntar se Dr. Gregory House, o personagem de ficção interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie, não apareceria ali a qualquer momento.
Numa sala com aviso de perigo, alta radiação, começaram os exames. Por meio do método conhecido pela sigla Spect (Single Photon Emission Computed Tomography, ou Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único), mapeou-se a atividade do cérebro por meio do fluxo sanguíneo de cada um dos médiuns durante o transe da psicografia. Como tarefa de controle, o mesmo mapeamento foi realizado novamente, desta vez durante a escrita de um texto original de própria autoria do médium, uma redação sem transe e sem a “cola espiritual”. Os autores do estudo partiam da seguinte hipótese: uma vez que tanto a psicografia como as outras escritas dos médiuns são textos planejados e inteligíveis, as áreas do cérebro associadas à criatividade e ao planejamento seriam recrutadas igualmente nas duas condições. Mas não foi o que aconteceu. Quando o mapeamento cerebral das duas atividades foi comparado, os resultados causaram espanto.
Segundo a pesquisa, a mediunidade pode ser considerada uma manifestação saudável 
Surpreendentemente, durante a psicografia os cérebros ativaram menos as áreas relacionadas ao planejamento e à criatividade, embora tenham sido produzidos textos mais complexos do que aqueles escritos sem “interferência espiritual”. Para os cientistas, isso seria compatível com a hipótese que os médiuns defendem: a autoria das psicografias não seria deles, mas dos espíritos comunicantes. Os médiuns mais experientes tiveram menor atividade cerebral durante a psicografia, quando comparada à escrita dos outros textos. Isso ocorreu apesar de a estrutura narrativa ser mais complexa nas psicografias que nos outros textos, no que diz respeito a questões gramaticais, como o uso de sujeito, verbo, predicado, capacidade de produzir texto legível, compreensível etc.
Apesar de haver várias semelhanças entre a ativação cerebral dos médiuns estudados e pacientes esquizofrênicos, os resultados deixaram claro também que aqueles voluntários não tinham esquizofrenia ou qualquer outra doença mental. Os cientistas afirmam que a descoberta de ativação da mesma área cerebral sublinha a importância de mais pesquisas para distinguir entre a dissociação (processo em que as ações e os comportamentos fogem da consciência) patológica e não patológica. Entre o que é e o que não é doença, quando alguém se diz tocado por outra entidade. Os médiuns estudados relataram ilusões aparentes, alucinações auditivas, alterações de personalidade e, ainda assim, foram capazes de usar suas experiências mediúnicas para tentar ajudar os outros. Pode haver, portanto, formas saudáveis de dissociação. Uma das conclusões a que os cientistas chegaram é que a mediunidade envolve um tipo de dissociação não patológica, ou não doentia. A mediunidade pode ser uma expressão comum à natureza humana. Essas conclusões, que ÉPOCA antecipa na edição que chegou às bancas na sexta-feira (16), foram divulgadas na revista científica americana Plos One. O estudo Neuroimagem durante o estado de transe: uma contribuição ao estudo da dissociação tem acesso gratuito desde sexta-feira, dia 16, no endereço eletrônico: dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0049360.
EXPERIÊNCIA 1. Q.G. dos médiuns em quarto do Hotel Penn Tower, na Pensilvânia 2. Médium recebe marcador radioativo para captar a atividade cerebral durante o transe 3. Escaneamento cerebral por meio da técnica de tomografia computadorizada com emissão de  (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)


O maior de todos os psicógrafos
Naquele verão, na Filadélfia, os dez médiuns produziram psicografias espelhadas – escritas de trás para a frente –, redigiram em línguas que não dominavam bem, descreveram corretamente ancestrais dos cientistas que os próprios pesquisadores diziam desconhecer, entre outras tantas histórias. Convivendo com eles naquele experimento, colhendo suas histórias, ouvindo os dramas e prazeres de viver entre dois mundos, encontrei diferentes biografias. Todos eles compartilham, porém, a crença de que aquilo que veem e ouvem é, de fato, algo real. Outro ponto em comum: todos nutriam enorme respeito por Chico Xavier, considerado o modelo de excelência da prática psicográfica.


Mineiro de família pobre, fala mansa e sorriso tímido, Chico Xavier recebeu apenas o ensino básico. Isso não o impediu de publicar mais de 400 livros, alguns em dez idiomas diferentes, cobrindo variados gêneros literários e amplas áreas do conhecimento. Ao final da vida, vendera cerca de 40 milhões de exemplares, cujos direitos autorais foram doados. Psicografou por sete décadas. Nenhum tipo de fraude foi comprovada. Isso não significa que seus feitos mediúnicos sejam absoluta unanimidade. Há controvérsias. O pesquisador Alexandre Caroli Rocha, doutor em teoria e história literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chegou a conclusões que parecem favorecer a hipótese de que Chico fosse mesmo uma grande e sintonizada antena. Em seu mestrado, ele analisou o primeiro livro publicado pelo médium,Parnaso de além-túmulo, que trazia 259 poemas atribuídos a 83 autores já mortos.
Seu estudo considerou os aspectos estilísticos, formais e interpretativos dos poemas e concluiu que a antologia não era um produto de imitação literária simples. Rocha descobriu, por exemplo, que Guerra Junqueiro (1850-1923), um dos autores mortos, assinava a continuação de um poema inacabado em vida. Não havia indício de que Chico tivesse tido acesso ao poema antes de psicografar sua continuação. No doutorado, Rocha concluiu que Chico reproduzia perfeitamente o estilo do popular escritor Humberto de Campos (1886-1934). Nos textos que saíam da ponta de seu lápis havia, segundo Rocha, um estilo intrincado e sofisticado, detectável apenas por aqueles que conhecem bem como Humberto de Campos funciona. Muitos dos textos atribuídos a Campos continham informações que estavam fora do domínio público. Encerradas num diário secreto, tais informações só foram reveladas 20 anos depois da morte de Campos e do início da produção mediúnica de Chico.
Cérebro mediúnico (Foto: Reprodução/Revista ÉPOCA)
A ciência pode desvendar a natureza da alma? 
“Se eu pudesse recomeçar minha vida, deixaria de lado tudo o que fiz, para estudar a paranormalidade.” Essa confissão de Sigmund Freud a seu biógrafo oficial, Ernest Jones, marca um dos capítulos pouco conhecidos da história do pensamento humano. Pouca gente sabe também que muitas das teorias reconhecidas hoje pela ciência sobre o inconsciente e a histeria baseiam-se em trabalhos de pesquisadores que se dedicaram ao estudo da mediunidade. Talvez menos gente saiba que Marie Curie, a primeira cientista a ganhar dois prêmios Nobel, e seu marido, Pierre Curie, também Nobel, dedicaram espaço em suas atribuladas agendas ao estudo de médiuns. No Instituto de Metapsíquica em Paris, no início do século passado, Madame Curie inquiriu com seus assombrados olhos azuis a médium de efeitos físicos Eusapia Palladino. O casal Curie supôs que os segredos da radioatividade poderiam ser revelados por meio de uma fonte de energia espiritual. Quem seria capaz de imaginar isso hoje?

Outros cientistas laureados com o Nobel consagraram parte de sua vida buscando respostas para os mistérios da alma e a possibilidade de comunicação com os mortos. Pesquisas que hoje seriam consideradas assombrosas, como materialização de espíritos, movimentação de objetos à distância, levitação etc., foram realizadas na passagem entre os séculos XIX e XX. Houve forte oposição materialista. Experimentos frustrados e a comprovação de fraude de alguns médiuns lançaram um manto de ceticismo e silêncio sobre o tema. Essa linha de pesquisa entrou em crise. Experimentos com mediunidade aos poucos se tornaram uma mácula nos currículos oficiais dos eminentes cientistas. E a ciência moderna acabou por condenar ao esquecimento inúmeras pesquisas científicas sobre o assunto, algumas rigorosas. Enquanto o cinema, a TV e a literatura cada vez se apropriam mais das questões do espírito, a ciência dominante tem torcido o nariz e deixado essas reflexões fora de seu campo.
A questão tem sido esquecida, mas não totalmente. Apesar de ainda tímidas, pesquisas científicas sobre comunicações mediúnicas, como a da Filadélfia, têm sido realizadas recentemente. Basicamente, encontraram que, além de fenômenos que revelam fraude proposital ou inconsciente do médium, há muito a explicar. Muita coisa não cabe dentro do discurso que prevalece hoje na ciência. Pesquisadores da área acreditam que a telepatia do médium com o consciente ou o inconsciente daquele que deseja uma comunicação espiritual não explica psicografias nas quais se revelam informações desconhecidas das pessoas que o procuram.
A mensagem
Para os céticos
A ciência precisa investigar a sério a hipótese da comunicação entre médiuns e mortos

Para os crentes
Essa hipótese ainda precisa passar por mais investigações para ser comprovada  
 Muitas informações fornecidas por médiuns, dizem eles, se confirmaram verdadeiras só mais tarde, após pesquisa sobre o morto. Como pensar então em telepatia se só o morto detinha as informações? Seria possível a ideia de comunicação direta com os mortos? Alguns cientistas que estudam as percepções mediúnicas discordam dessa hipótese. Acreditam que é possível não haver limite de espaço e tempo para percepções mediúnicas. O médium poderia andar para a frente e para trás no tempo e no espaço, coletando as informações que desejasse, quando e onde elas estivessem. Num fenômeno em que comprovadamente não houvesse fraude ou sugestão inconsciente, sobrariam apenas duas hipóteses: ou haveria a capacidade do médium de captar informações em outro espaço e tempo; ou existiria mesmo a capacidade de comunicação entre o médium e o espírito de um morto.
Atuais referências no estudo científico de fenômenos tidos como espirituais, cientistas como Robert Cloninger, Mario Beauregard, Erlendur Haraldsson, Stuart Hameroff e Peter Fenwick aplaudem a iniciativa de Julio Peres em seu estudo. Esse neurocientista brasileiro, que tem colhido apoio em seus pares, afirma que seus achados “compõem um conjunto de dados interessantes para a compreensão da mente e merecem futuras investigações, tanto em termos de replicação como de hipóteses explicativas”. Outro coautor do estudo, o psiquiatra Frederico Camelo Leão, coordenador do Proser, defende mais estudos acerca das experiências tidas como espirituais. “O impacto das pesquisas despertará a comunidade científica para como esse desafio tem sido negligenciado”, diz.
O QUE É MATÉRIA E O QUE NÃO É? Da esquerda para a direita, os cientistas Alexander Moreira-Almeida, Júlio Peres e Andrew Newberg discutem os exames em 2008. O artigo final com todos os achados só foi publicado quatro anos depois (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)
O pesquisador Alexander Moreira-Almeida, coautor do estudo e diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora, é o principal responsável por colocar o Brasil em destaque nessa área no cenário internacional. Moreira-Almeida recebeu o Prêmio Top Ten Cited, como o primeiro autor do artigo mais citado na Revista Brasileira de Psiquiatria, com Francisco Lotufo Neto e Harold G Koenig. É editor do livro Exploring frontiers of the mind-brain relantionship (Explorando as fronteiras da relação mente-cérebro, em tradução livre), pela reputada editora científica Springer.
Ele afirma que a alma, ou como prefere dizer, a personalidade ou a mente, está intimamente ligada ao cérebro, mas pode ser algo além dele. Para esse psiquiatra fluminense, pesquisas sobre experiências espirituais, como a mediunidade, são importantes para entendermos a mente e testarmos a hipótese materialista de que a personalidade seja um simples produto do cérebro. Moreira-Almeida lembra que Galileu e Darwin só puderam revolucionar a ciência porque passaram a analisar fenômenos que antes não eram considerados. “O materialismo é uma hipótese, não é ainda um fato cientificamente comprovado, como muitos acreditam”, diz Moreira-Almeida.
Apesar de todos os avanços da ciência materialista, a humanidade continua aceitando as dimensões espirituais. Dados do World Values Survey revelam que a maioria da população mundial acredita na vida após a morte. Em todo o planeta, um número expressivo de pessoas declara ter se sentido em contato com mortos: são 24% dos franceses, 34% dos italianos, 26% dos britânicos, 30% dos americanos e 28% dos alemães. Não há dúvida de que o materialismo científico foi instrumento de enorme progresso para a humanidade. A dúvida é se ele, sozinho, seria capaz de explicar toda a experiência humana. Para a maioria da população, a visão materialista parece deixar um vazio atrás de si. Na busca de respostas para nossas principais questões, muitos assinariam embaixo da frase de Albert Einstein: o homem que não tem os olhos abertos para o mistério passará pela vida sem ver nada.

* Denise Paraná é jornalista, doutora em ciências humanas pela Universidade de São Paulo e pós-doutora, como visiting scholar, pela Universidade de Cambridge, Inglaterra