sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Médicos usam celular e notebook para narrar cirurgia pelo Twitter

Operação aconteceu em um hospital regional dos EUA.


Médicos publicaram passo a passo da cirurgia e fotos.

Médicos de um hospital regional dos Estados Unidos usaram um notebook e smartphones durante uma cirurgia para narrar o passo a passo da operação no Twitter.

O paciente Geoff Nestor sofria de epilepsia há oito anos. Após tentar diversos remédios, seu médico, George Morris, decidiu que era hora de fazer uma cirurgia no cérebro, segundo o canal “TodaysTMJ4”.

Para compartilhar informações sobre a operação com outros pacientes que têm a mesma doença, a equipe médica de Morris decidiu transmitir todo o processo pelo Twitter em tempo real.


E o paciente concordou: “Se eu puder ajudar os outros, quero que eles veem o máximo possível de cada passo da cirurgia”, disse.

Médicos usaram notebook para mostrar os passos da cirurgia no Twitter (Foto: Reprodução)
 
Médicos usaram um notebook para publicar informações sobre a cirurgia no Twitter (Foto: Reprodução)


Milhares de pessoas seguem o centro médico no Twitter e tiveram a chance de ver os procedimentos de uma cirurgia em primeira mão na última terça-feira (27). Os médicos que participaram da operação publicaram fotos e frases como: “Agora estamos implantando um osso artificial”.


Durante a cirurgia, Geoff foi acordado e contribuiu para a conversa on-line no Twitter.

Relendo e meditando: O Monge, os conceitos e a Vaca

http://arandoamentefertil.blogspot.com/2010/12/o-monge-os-conceitos-e-vaca.html

Quando nos tiram uma "certeza", matam um pilar que sustenta nossa máscara...

Assusta. Mas nos torna mais fortes reconhecer que NÃO precisamos de todas as armaduras que edificamos. Nem de conceitos que nos afastem da experiência direta da vida...

Como se alguém se recusasse a experimentar a vida como ela é por acreditar que ja conhece onde vai dar... cada momento de sua vida é único.

Pare de conceituar e viva.
http://www.youtube.com/watch?v=YuqxhbRkqQU&feature=player_embedded

Help for her first album!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Arando a mente fértil: Métodos para cultivar os hábitos da felicidade ~ P...

Lembrando ~ Métodos para cultivar os hábitos da felicidade: Com base no que aprendemos sobre o corpo e a mente, eu gostaria de lhes oferecer exercícios para cultivar a concentração, a consciência plena...

Questões semânticas...

A definição da “Realidade Suprema” é uma noção que geralmente tende a separar o Cristianismo do Buddhismo.

A questão é menos de contradições intransponíveis que de compreensão mais profunda dos termos envolvidos.

Outra das dificuldades entre cristãos e buddhistas tem sido o conceito de reencarnação.



Infelizmente, isto que parece separar estas duas grandes religiões, não passa de um grande erro, pois, ao contrário do que muitos pensam, o Buddhismo não tem uma doutrina reencarnacionista, pelo menos não quando interpretado corretamente.

A reencarnação no Buddhismo, quando é mencionada por alguns, é apenas uma crença popular e exterior, apropriada para aqueles que só conseguem fazer o bem se creditando em um proveito próprio.

“Eu faço isto para receber os frutos amanhã ou em outra vida”.

É uma crença popular, sustentada seja por orientais que desconhecem qualquer coisa mais profunda de sua tradição, seja por ocidentais iniciantes.

É semelhante àqueles cristãos que acreditam que Deus é, realmente, um homem velho e barbudo sentado em um trono de madeira pousado nas nuvens.

A idéia ocidental da reencarnação, ou seja, a de que uma alma ou “espírito” imutável ocupa diferentes corpos humanos indefinidamente, nem mesmo existe no Buddhismo (lembremos seu ensinamento fundamental sobre o não-eu), sendo fruto das concepções espíritas surgidas no fim do século XIX.

O que o Buddhismo de fato ensina é o renascimento, algo por completo diferente da reencarnação tal como é concebida no Ocidente. No processo de passagem do Buddhismo para o Ocidente entretanto os tradutores e intérpretes ocidentais começaram a fazer uso de suas próprias concepções influenciadas pelo espiritismo para interpretar doutrinas buddhistas, o que teve como resultado um engano que permanece até hoje na mente de alguns que estudam o Buddhismo superficialmente e isto principalmente no Brasil.

Como diz o monge Khantipålo:

 “Uma sucessão de vidas com uma alma encarnando em uma série de corpos é freqüentemente chamada de reencarnação.

No Buddhismo, o ensinamento referente a este tema é fundamentalmente diferente...

Não há re-encarnação no Buddhismo pois não há entidade espiritual imutável; em termos últimos, nenhuma alma pode ser encontrada que possa se reencarnar.

O Buddhismo não constrói a dicotomia entre um corpo perecível de um lado e uma alma eterna de outro”

(Buddhism Explained. Bangkok: Mahamakut Rajavidyalaya Press, 1986).


 Renascimento significa no contexto buddhista a transmissão ou influência das ações intencionais nos seus frutos.

 Toda ação intencional, para o bem ou para o mal, gera conseqüências.

Diz-se, assim, que a ação “renasce” nos seus frutos, ou seja, há uma interdependência entre ações e reações.




O que o Buddhismo ensina é que a vida é una e uma só, tomando formas diferentes, mas estreitamente dependentes e ligadas entre si.

É uma só vida que anima tudo.

Daí “vida” ser na Bíblia traduzida muitas vezes do latim anima que significa “alma”.

Esta única vida ou “alma” assume várias formas, todas elas impermanentes e transitórias, como tudo o que é criado.

Estas formas nascem, morrem, renascem, tornam a nascer e assim por diante.

Uma semente também nasce, se desenvolve, se transforma em árvore, que por sua vez morre, mas gera muitas sementes.

De certa forma, podemos falar que aquela árvore “renasce” na semente.

Entretanto, nem a árvore e sua semente são a mesma, nem são radicalmente diferentes.

Se falamos que são iguais, então, caímos no reencarnacionismo.

É o mesmo que dizer que a árvore se “reencarnou” na semente!

 Que ela é o mesmo “ser” em um outro “corpo”.

 Um completo absurdo!

 Mas falar que são completamente diferentes entre si é cair no que podemos chamar de ceticismo, agnosticismo ou casuísmo: a concepção que vê tudo como isolado e independente.

É a concepção de que uma vez que se morre é o fim e pronto!

Ou ainda significa falar que tudo acontece por acaso sem nenhuma ligação anterior.

O Buddhismo poderia falar, pelo contrário, que a “ressurreição” ocorre quando estas “porções de vida” compreendem que não são isoladas do todo, mas são expressões de uma única vida.

É a Libertação da Ilusão, a Iluminação, o encontro com o Absoluto.

Isto tem a ver com responsabilidade universal por todas as coisas.

O que fazemos aqui se reflete pelos dez cantos do universo.

O pecado (ignorância) de um, mancha todo o resto, como uma gota de tinta jogada em uma bacia de água.

Mas também a Iluminação de um salva todo o universo, como uma lâmpada que, quando acesa, ilumina todo o quarto escuro.

Desta forma, o Buddhismo terá uma preocupação especial para com o sofrimento.

Quando os primeiros ocidentais e cristãos chegaram à Ásia, ficaram surpresos de ver, dentro de templos buddhistas, pinturas e quadros com uma figura masculina e outra feminina se abraçando.

Tomaram isto como profanação e idolatria do sexo.

Pena que não se lembraram de perguntar aos orientais e aos seus monges o que isto significava.

Estas duas figuras se abraçando simbolizam a Sabedoria e o Método.





A Sabedoria é a primeira resposta do Buddhismo para o sofrimento nos dias de hoje.

É necessário que o homem cultive um maior entendimento de quem é ele, o que é o Real, o que é o mundo em torno.

O nível de compreensão que temos de tudo isto é muito superficial.

Somente agora, por exemplo, é que o homem moderno, em escala global, está percebendo que tudo está interligado, e isto devido à tremenda crise ecológica em que vivemos.

É necessário aprofundarmos nosso entendimento da realidade e isto inevitavelmente colaborará para a diminuição do sofrimento.

A segunda resposta vem através do Método.

Isto significa possuir formas efetivas de ação.

Ter técnicas e ensinamentos que nos levem a compreender o sofrimento e a dor do mundo e atuar convenientemente para extirpar suas causas.

No Buddhismo o método mais supremo é a Compaixão.

Somente ela poderá fazer com que quebremos a barreira de nossos egoísmos, e num movimento para frente, possamos ir de encontro às necessidades do próximo, com os corações abertos.

É porque tudo está interligado que nossa responsabilidade aumenta. Desfrutamos as ações sábias e as ações que rebaixam a espécie humana.

De certo modo, tais ações “renascem” em nós, pois sofremos todas as suas conseqüências.




Venha praticar conosco! Sanga Águas da Compaixão ~ Jisui Zendô - Comunidade Zendo Sul

Programação das atividades deste próximo final de semana da Sanga Águas da Compaixão ~



Sábados, dias 24, 1, 8, 15, 22

16:30 hs - início da Pratica Regular (Prática de Samu, Zazen, Prática de Cerimonial, Chá - aberto a todos)



Domingos, dias 25, 2, 9, 16, 23

16:30 hs - início da Prática Regular (Prática de Cerimonial, Zazen, Chá, Prática de Samu - aberto a todos)



Devido à viagem da Monja Isshin para o Japão, serão mantidos somente as atividades de final de semana na casa-sede junto com as atividades das Sangas Aikikai e Energia Harmoniosa (3as e 5as). Aproveitem do refúgio na Sanga e mantenham a regularidade da prática, pois a sua prática é SUA.



A Monja chega de volta ao Brasil no dia 25 de outubro. Assim sendo, todas as atividades programadas serão retomadas a partir do dia 29 de outubro. A Palestra do Professor Monteiro dando continuidade ao estudo do Sutra do Diamante fica transferida para este dia (29).



Local: Jisui Zendô - casa-sede da Sanga Águas da Compaixão - R. Eliziário Goulart da Silva, 93 - Bairro Cristo Redentor (atrás do Hospital Cristo Redentor)




Para os plantonistas da Sanga:

- devido à viagem da Monja Isshin para o Japão, não haverá aula de Costura Budista ou do Curso de Preceitos no mês de outubro. Estas aulas serão retomadas no mês de novembro.

- pelo mesmo motivo, não haverá Zazenkai no mês de setembro.

- em preparação para a visita de Professor-mestre de Baika nos dias 5 e 6 de novembro, teremos aula especial de baika no domingo, dia 30 de outubro às 14 horas.



Lembro a todos que a participação nas atividades pode ser integral ou parcial, pois os praticantes podem chegar e sair livremente, de acordo com as suas necessidades.



Sangas Aikikai e Energia Harmoniosa - atividades regulares nas 3as e 5as, mesmo durante a viagem da Monja, abertas a todos.

Nas quintas-feiras, na Sanga Aikikai, temos as aulas do curso Fundamentos do Budismo Japonês, com o Professor Monteiro.



Nota: No caso das práticas da Sanga Aikikai, recomenda-se que estacionam os seus carros no estacionamento do Shopping Total ou no estacionamento pago que fica em frente da Aikikai.



Cuidem-se bem!

Gassho,

Isshin



Próximas Atividades Especiais:

1) 22 setembro - Viagem da Monja Isshin ao Japão para passar pelas formalidades cerimoniais (Zuise) nos dois templos-sede da nossa escola, além de tratar de outros assuntos. O retorno está marcado para o dia 25 de outubro. As atividades de 3as e 5as nas Sangas Energia Harmoniosa e Aikikai, bem como as atividades de fim de semana na casa-sede continuarão normalmente, ficando suspensas somentes as atividades dos dias úteis (2a a 6a) na casa-sede, o Zazenkai de setembro e as aulas de costura, curso dos preceitos e baika. Mantenham a regularidade da prática, pois a sua prática é SUA.

2) 29 outubro - Jantar de Confraternização dos Fundadores com Compartilhamento das Notícias da Viagem (Grupo dos Fundadores)

3) 31 outubro a 4 novembro - Nambei Sesshin (Retiro de Treinamento de Monges da América do Sul) no Busshinji, SP

4) 5 e 6 novembro - Visita de Professor-mestre de Baika , enviada pelo escritório-sede no Japão. Haverá palestra, jantar de confraternização e Aula-meste de Baika.

5) 27 novembro - Almoço Beneficiente CozinhaZen, (aberto a todos - convite: R$ 25)

6) 1 a 8 dezembro - Rohatsu Sesshin, com pernoite (casa-sede Jisui Zendô, aberto a todos - detalhes a serem divulgados mais tarde)

7) 11 a 17 dezembro - Rohatsu Sesshin no Busshinji, SP

8) 31 de dezembro - cerimonial de Encerramento de Ano e Entrada de Ano Novo

Nota: Esperamos acertar a visita do Monge Kijun (filho do professor de Transmissão de Darma da Monja, Onoda Roshi) para o mês de novembro ou dezembro.



Atividades na casa-sede durante a semana:

(Nota: estas atividades ficarão suspensas durante a viagem da Monja Isshin. Serão retomadas a partir da terça-feira, dia 1 de novembro):

3as feiras: 09:30 hs - Zazen e Leitura de Sutra (aberto a todos)

4as feiras: 19:30 hs - Introdução ao Zen (para iniciantes) / 20 hs - Zazen (aberta a todos)

5as feiras: 09:30 hs - Zazen e Leitura de Sutra (aberto a todos)

6as feiras: 09:30 hs - Zazen e Leitura de Sutra (aberto a todos)

6as feiras: 19:30 hs - Palestra para Iniciantes (aberta a todos)



Previsão Mensal:

1o. Sábado do mês, 14:00 hs - Fukudenkai (Costura Budista) - aberto a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas)

1o. Sábado do mês, 18:00 hs - Palestra do Darma - O Zen na Prática - Monja Isshin - somente Membros-Praticantes

2o. Sábado do mês, 18:00 hs - ArteZen (com projetor tipo Datashow para filmes) (aberto a todos)

2o. Domingo do mês, 14:00 hs - Curso dos Preceitos, turma 2009 (grupo fechado)

3o. Sãbado do mês, 18:00 hs - Palestra do Darma - A Prática Zen (Sutras Budistas: Sutra do Diamante, um dos sutras mais importantes na nossa tradição) - Prof. Monteiro - aberto a todos - (doação sugerida: R$ 20 não-associados/não cotistas / R$ 10 associados/cotistas)

4o. Sábado do mês impar, 17:00 hs - Mini-Zazenkai - aberto a todos, doação sugerida: R$ 20 (não-associados/não cotistas)

4o. Sábado do mês par, 09:00 hs - Zazenkai de Um Dia - aberto a todos, doação sugerida: R$ 50 (não-associados/não cotistas)/ R$ 30 (associados/cotistas)

4o. Domingo do mês, 14:00 hs - Baika (Música Budista) - aberto a todos, doação sugerida: R$ 10 (não-associados/não cotistas)

4o. Domingo do mês impar - Zazenkai de Um Dia (com início no Mini-Zazenkai de sábado com pernoite) - aberto a todos, doação sugerida: R$ 50 (não-associados/não cotistas, para a parte de Domingo)/ R$ 30 (associados/cotistas para a parte de Domingo)



Lembro a todos que a participação nas atividades pode ser integral ou parcial, pois os praticantes podem chegar e sair livremente, de acordo com as suas necessidades.











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A paz começa com cada um de nós - aqui, agora.

Peace begins with each of us - right here, right now.

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Jisui Zendô - Comunidade Soto Zendo Sul - Sanga Águas da Compaixão

R. Eliziário Goulart da Silva 93

Porto Alegre, RS 91040-430

Reencarnação x manifestação cármica

Queremos que algo renasça porque queremos permanecer existindo.

Isso é apenas mais um truque do ego.

Só permanece o carma.

Consciência individual é fenômeno de funcionamento da mente.

Cessando seu funcionamento, cessa essa consciência.


Eventuais "lembranças" de vidas passadas, se existem, são manifestação da "consciência depósito" (arquetípica) que a humanidade partilha (chama-se "älaya" de "depósito" em sânscrito).

Se elas parecem se concentrar em uma determinada manifestação, algumas linhas budistas reconhecem aquele ser como um "herdeiro" de um ser passado, mas que não se trata, em absoluto, da mesma pessoa.

No Zen, não há a tradição de reconhecimento, a qual é mais praticada entre os tibetanos.
......

Não sou um especialista no Budismo Tibetano, mas até onde sei os conceitos sobre 'o que renasce' são idênticos aos do Zen.

Ou seja, este algo que permanece está ligado ao carma, mas não a um ego particular.

Esse ponto é comum em todo o Budismo.



No Budismo Tibetano, os conceitos do bardo e de anatman (não alma permanente) convivem sem conflito. É como se a experiência do bardo fluísse até que um renascimento criasse um novo conjunto de agregados, uma continuação da vida anterior, porém com outros componentes, admitindo-se mesmo que várias pessoas diferentes fossem simultaneamente renascimentos de um mesmo carma de alguém passado.



"O uso da palavra reencarnação é um problema de tradução, na falta de um conceito que explique claramente o entendimento complexo do budismo usa-se um termo eivado de conotações vindas de outras fontes que dá a entender que um eu se perpetua ganhando um novo corpo, ora o conceito budista é que o carma se manifesta gerando um novo eu, semelhante ao anterior, mas não uma continuidade egóica, para isto seria necessário memória plena que ninguém carrega nitidamente."

........

Numa imagem metafórica, é como perguntar por que uma onda de água, ao bater num rochedo, reflui para o mar com igual força. Isso ocorre porque um "quantum" de energia tende a se propagar, e se manifestar com a mesma força e mesmas características básicas do fenômeno que o antecedeu.

Percebemos, assim, que o "eu", sendo um fenômeno temporário, uma construção aparente, não pode ser permanente, e, portanto, não pode se manifestar novamente como o mesmo eu.

Apesar disso, sua energia acumulada, sua onda "cármica", esta sim, manifestar-se-á de novo, com características semelhantes.

Logo, não existe "um mesmo ser" ou "um eu" para reeencarnar. Prefiro a palavra "manifestação" a "renascimento", o "re" leva à crença em um nascimento que se repete, do mesmo indivíduo, tese do filósofo Senika que Buda refutou.

Uma imagem normalmente usada no Budismo: uma semente de manga produz uma mangueira que produzirá mangas do mesmo tipo (Nagasena responde assim ao rei Milinda).

Não são as mesmas mangas, mas são uma continuidade semelhante, determinada pelas características anteriores.

Nesse entendimento podemos dizer que um "eu" particular não renasce, pois sua existência é uma delusão.

Porém, a carga cármica de cada ser manifesta-se novamente, mantendo sua força e características anteriores.

No Zen Budismo, praticamos para alterar o carma e, até mesmo, a extingui-lo, voltando ao seio de nossa natureza última, não distinta nem perturbada por marcas particulares, nem pela crença em um "eu" separado, que é a ignorância fundamental.




Postado por Monge Genshô em trechos de respostas acessáveis no site http://www.daissen.org.br/ em "perguntas" opção "reencarnação". Mais respostas podem ser lidas aqui













terça-feira, 27 de setembro de 2011

Robô colocará pacientes internados em hospital em contato com a família.

HOSPI-Rimo permite conversar por meio de vídeo com familiares. Máquina se move sozinha pelo hospital para atender pacientes. Do G1, em São Paulo

 

A Panasonic anunciou o lançamento de um robô que promete colocar pacientes internados em hospitais em contato com a família e com os médicos com maior facilidade no Japão. Chamado de HOSPI-Rimo, ele permite chamar uma enfermeira e conversar com o médico e com familiares por meio de vídeo.

A máquina pode andar sozinha pelo hospital, desviando de obstáculos e se dirigindo até o quarto do paciente. Ele possui quatro lasers para medir distâncias e 27 sensores ultrassônicos para evitar colidir em objetos, pessoas ou portas. De acordo com a empresa, ele pode ainda pegar o elevador sozinho e seguir até a cama do paciente que será atendido com o serviço.

Por meio de uma câmera de alta definição, é possível conversar com familiares ou fazer uma consulta com o médico por meio de vídeo.

Ainda não há previsão de lançamento do robô no Japão.
Robô promete ajudar a vida de pacientes internados no hospital ao permitir conversar com a família por meio de vídeo (Foto: Divulgação)
 
Robô promete ajudar a vida de pacientes internados no hospital ao permitir conversar com a família por meio de vídeo (Foto: Divulgação)

Camiseta high-tech substitui fios em monitoramento de pacientes

Modelo criado por universidade está em testes em hospital na Espanha. Aparelho envia dados de saúde pela internet, por meio de conexão wi-fi.

Roupa inteligente faz monitoramento de pacientes em hospital espanhol (Foto: Divulgação/Universidade Carlos III)
 
Roupa inteligente faz monitoramento de pacientes
em hospital espanhol (Foto: Divulgação)

Cientistas da Universidade Carlos III, em Madri, desenvolveram uma roupa inteligente que substitui eletrodos colados ao corpo no monitoramento de funções vitais de pacientes em hospitais. O protótipo reduz custos e é mais confortável, segundo os pesquisadores.


O modelo é montado a partir de uma camiseta regata de algodão, e contém sensores sem fio para medição da atividade cardíaca. O sistema pode levar ainda um termômetro e um GPS para localização do paciente.


"O problema com os equipamentos de monitoramento atual é que eles são muito intrusivos, e o movimento do paciente é limitado pelos cabos. Nosso modelo é vestido normalmente. O objetivo era criar algo que o paciente nem note que está usando", afirmou José Ignacio Moreno, do departamento de engenharia e telemática da universidade espanhola.


O modelo é o resultado de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, que foram apoiados por empresas privadas. O produto já está em teste na unidade de cardiologia do hospital La Paz, em Madri.


As informações coletadas pela roupa são transmitidas pela internet, por meio de tecnologia wi-fi, mas Moreno afirma que é possível criar uma versão com conexão GSM, via rede de telefonia celular. Isso permitiria, por exemplo, que o paciente utilizasse o equipamento em casa, sem interromper o monitoramento.

Artigo com o comentário mais feliz para a saúde de Porto Alegre (em destaque meu)

O Sul Porto Alegre, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011. Pelo Colunista Armando Burd.


PMDB de Porto Alegre deu demonstração de força na convenção. Fortunati aproveitou para dizer o que quis.
Foi enviada ao presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, ontem à tarde, síntese do pronunciamento de José Fortunati na convenção do PMDB de Porto Alegre. O prefeito foi detalhista ao relatar as realizações do projeto que uniu os dois partidos. Deixou claro o desejo de que a parceria continue. Não agrada Lupi, que defende o PT na chapa à prefeitura em 2012.

Sem controle remoto
O discurso de Fortunati foi de aproximação. O PMDB tinha ficado desgostoso com a entrega de uma carta da direção do PDT ao PT, há três semanas, propondo integração à sua chapa. Fortunati acompanhou constrangido o presidente regional, Romildo Bolzan Júnior, na visita à sede do PT. Estando em vigor a aliança com o PMDB, complicou.

Lupi, porém, queria fazer um agrado à presidenta Dilma Rousseff e ao PT. Distante 2 mil quilômetros de Porto Alegre, não avaliou com precisão. Ontem, teve a resposta de Fortunati.

Corigindo
Ao insistir na continuidade do projeto com o PMDB, Fortunati também se redimiu do erro político que cometeu em maio deste ano, quando convidou o PT para integrar o secretariado. Poderia ser considerado pelos petistas, caso ocorresse logo após sua posse como prefeito, no final de março de 2010. Chegou tarde e ouviu um não.


RÁPIDAS

* Carlos Henrique Casartelli está disposto a deixar a Secretaria Municipal da Saúde, irritado com a falta de apoio às medidas duras que vem adotando.

 Ex-prefeito José Fogaça elogiou Fortunati por estar aplicando "de maneira irretocável" o plano de governo que elaboraram em conjunto. Porém, a certa altura do discurso, deixou escapar: "O PMDB está preparado para todas as incertezas".* Do presidente do diretório municipal do PMDB, Sebastião Melo, ao se referir à necessidade de reforma política: "Daqui um pouco, os partidos não terão mais que se registrar no Tribunal Superior Eleitoral, mas na Junta Comercial, tantas são as negociatas".

 Pela primeira vez, o PT compareceu a uma convenção do PMDB. O presidente do diretório municipal, vereador Adeli Sell, é, definitivamente, um gentleman.

 Deu no jornal: "Com dois deputados federais, Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova 118 projetos em três minutos". Lição para quem quer entrar no Livro dos Recordes sem fazer força.

 Educação decente, saúde razoável, segurança mínima, infraestrutura para empreender e prosperar. Será pedir demais do poder público? 

 Várias medalhas estão garantidas para Copa do Mundo: serão entregues no Vale das Obras Demoradas.

Brasil e Estados Unidos assinaram o Acordo do Aço, para construir a Siderúrgica de Volta Redonda, com previsão de produzir 300 mil toneladas anuais. Os norte-americanos concederam empréstimo de 45 milhões de dólares. As operações se iniciaram em outubro de 1946, tendo sido marco no processo de industrialização, como a primeira produtora de aço do Brasil. Privatizada em 1993, durante o governo Itamar Franco, passou por profundo processo de reestruturação, o que a transformou em um dos maiores complexos siderúrgicos da América Latina, com capacidade de produção de 5,8 milhões de toneladas, por ano, de aço

domingo, 25 de setembro de 2011

Entrevista com BRIAN BERMAN

 

"É preciso pôr o doente, e não a doença, no centro da discussão", diz,
sem preconceito, Berman.
 

 
O médico americano BRIAN BERMAN é o fundador do Centro de Medicina Integrativa da Universidade de Maryland, a primeira instituição de ensino dos Estados Unidos a abrir as portas às terapias complementares ou alternativas. Com doze professores e sessenta alunos, ela atende anualmente 10 000 pessoas. Ainda assim, a fila de espera é grande.
 
 
A maioria dos pacientes é vítima de dores crônicas, e os tratamentos são baseados sobretudo em técnicas da medicina chinesa – acupuntura, massagens e aconselhamento nutricional.
 
Os prestigiosos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) consideram o centro coordenador por Berman “uma instituição de pesquisa de excelência”.
 
Aos 61 anos, o médico é praticante de meditação e tai chi chuan.
 
De sua casa, em Baltimore, ele falou ao reportes Alexandre Salvador.

 
 
COMO BOA PARTE DOS MÉDICOS SE RENDEU AOS TRATAMENTOS COMPLEMENTARES?
 
Foi um longo processo. Lentamente, começamos a perceber que a maioria dos pacientes recorria a outros tipos de terapias, além das oferecidas pela medicina tradicional. Ou seja, os pacientes estavam em busca de algo para o qual a medicina tradicional não tinha resposta, especialmente para os casos de dores crônicas. Isso despertou a curiosidade de muitos de nós para outras abordagens terapêuticas Hoje, boa parte da população dos Estados Unidos busca planos de saúde que ofereçam tratamentos complementares, como acupuntura e meditação. Estima-se que cerca de 70% dos americanos usem os tratamentos alternativos em complemento aos tradicionais.

 
AINDA HÁ, CONTUDO, MUITO CETICISMO NA COMUNIDADE MÉDICA EM RELAÇÃO A TAIS ABORDAGENS, NÃO?
 
Sim, mas desde a criação do nosso centro, há vinte anos, observo mais e mais médicos e acadêmicos deixando o ceticismo de lado. Isso só foi possível porque hoje, graças aos avanços da ciência, conseguimos reunir evidências de que algumas dessas terapias realmente funcionam.
 
No centro da medicina integrativa, dispomos de um banco de dados que reúne 40 000 estudos em andamento sobre o assunto. Na década de 90, eles não passavam de 1 000 Há que considerar, também, que a medicina convencional não oferece respostas para todos os males.

 
"Se um paciente com câncer precisa quimioterapia,
 é inevitável que se submenta ao
bombardeiro medicamentoso e enfrente
seus terríveis efeitos colaterais."
 

 
OS TRATAMENTOS COMPLEMENTARES OFERECEM TAIS RESPOSTAS?
 
O que posso dizer é que as doenças estão mudando. Males como a pneumonia têm causas simples – no caso, uma infecção –, mas várias das doenças da modernidade, como obesidade ou diabete, são crônicas e envolvem uma série de fatores de risco e mecanismos fisiopatológicos.
 
O stress, por exemplo, é um grande problema nos dias que correm e está, na maioria das vezes, na raiz da depressão e dos distúrbios cardiovasculares. Ainda não se inventou uma pílula contra o stress, mas ferramentas como acupuntura, o reiki ou a meditação conseguem aliviar o sofrimento dos pacientes.

 
TRATAMENTOS TRANSCENDENTAIS, COMO CIRURGIAS ESPIRITUAIS, TÊM ALGUMA SERVENTIA?
 
Existem estudos comprovando que a fé tem efeitos positivos na saúde das pessoas. Esses pacientes se sentem mais otimistas em relação aos sucesso dos tratamentos convencionais e, assim, além de se cuidarem mais, eles colaboram mais com os médicos.
 
Mas não existe a cura espiritual.
 
 Eu acredito em uma abordagem integrada.
 
 O objetivo é sempre usar o melhor da medicina convencional e o melhor da medicina complementar em defesa do doente.
 
 Se um paciente com câncer precisa quimioterapia, é inevitável que se submenta ao bombardeiro medicamentoso e enfrente seus terríveis efeitos colaterais. Não tem jeito. No entanto, se ele se sente bem rezando, meditando ou fazendo tai chi chuan, essas práticas devem ser incorporadas à terapia.

 
O QUE O SENHOR TEM A DIZER A QUEM RELUTA EM RECONHECER OS EFEITOS POSITIVOS DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A MEDICINA TRADICIONAL E A COMPLEMENTAR?
 
Que é um comportamento inútil.
 
Se alguém tem a perder com isso, esse alguém é o paciente.
 
É preciso pôr o doente, e não a doença, no centro da discussão e perguntar: qual é o melhor tratamento possível para essa pessoa?
 
Frequentemente, a combinação entre a abordagem convencional e as terapias complementares é a melhor saída.
 
 
Fonte: Revista VEJA impressa – Ed.2235 – nº 38 – pág.86/87.
 

As Correntes do Budismo




Enquanto viveu Siddhartha Gautama (o Buda Sakyamuni), sua doutrina era oralmente transmitida.

Com a sua morte, foi preciso reunir na cidade de Rajagriha o primeiro concílio budista.

Este teve o fim de fixar em língua Pali os fundamentos da sabedoria do Senhor Buda.

Assim, foram compostos os Tripitaka (Coleção de Três Livros).


No primeiro ficaram reunidos os sermões de Sakyamuni.

No segundo, as regras disciplinares da comunidade de monges.

E no último, uma coletânea de comentários adicionais.



 Cem anos mais tarde, idéias reformistas reuniram em Vesali o segundo concílio budista. A partir daí ficou o Budismo dividido em duas grandes correntes:

 A corrente ortodoxa Theravada (Escola dos Antigos) caracteriza-se por seguir literalmente aos Tripitaka e por acreditar que a Iluminação Budista é somente alcançada mediante a observância dos preceitos monásticos. Daí vir ser conhecida (equivocadamente) como a corrente Hinayana (Pequeno Veículo) do Budismo.

 A segunda corrente, a reformadora, diz que todos os seres originalmente possuem a Semente da Iluminação Budista, estando esta ao alcance de todos, mesmo os sem compromisso monástico. Portanto, é a corrente Mahayana (Grande Veículo) do Budismo.

 

O ideal Theravada é o Arhat, Homem Pleno de Sabedoria, cuja existência não pode ser contaminada pelas atividades mundanas sob o risco de ficarem atados ao ciclo dos nascimentos e mortes (Samsara).


No Mahayana, o esforço individualista na conquista no Nirvana (Iluminação Búdica) cede lugar à compaixão do Bodhisattva (aquele que renuncia à sua iluminação para que possa orientar os seres à compreensão do Caminho de Buda).


A corrente Theravada difundiu-se para o Ceilão, Birmânia, Camboja, Vietnã, Indonésia e Tailândia. O Mahayana multiplicou-se em inúmeras escolas surgidas da miscigenação com diversas seitas da Índia. Ramificou-se para o Tibet, China, Coréia e Japão.

 Adaptado de Shingon Shu – Budismo Esotérico

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Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente aqueles ligados ao Japão.

Outros posts interessantes no blog Magia Oriental: 

Terras à vista

Astronomia ~~ Vasculhar o universo atrás de planetas com as mesmas características da Terra é um desafio estatístico e também tecnológico. Mas os cientistas garantem: ainda acharemos um mundo parecido com o nosso

Marco Túlio Pires
 
Faz apenas 19 anos que os cientistas descobriram os primeiros planetas fora do Sistema Solar - ou exoplanetas. Hoje são 685 confirmados e outros 2.000 candidatos. Mas quase nenhum pode abrigar alguma forma de vida, obsessão maior dos caçadores de novos mundos. Uma rara exceção é o planeta HD 85512 b, a 36 anos-luz de distância, um dos 50 achados mais recentes do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). Mas por que é tão difícil encontrar um exoplaneta como a Terra? Como os astrônomos descobrem mundos fora do Sistema Solar? Em entrevista ao site de VEJA, astrônomos explicam o desafio de esquadrinhar o universo atrás de exoplanetas, falam do empenho e técnicas para acelerar o ritmo das descobertas e garantem: ainda acharemos um mundo parecido com o nosso.

Requisitos - Para que possa abrigar vida como a conhecemos na Terra, um planeta precisa cumprir uma série de requisitos. "O mais importante é estar situado na zona habitável da estrela", diz o físico Claudio Melo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e astrônomo do ESO. Trata-se da região em volta das estrelas onde a quantidade de energia solar que o planeta recebe permite a existência de água líquida na superfície, essencial à formação de vida. É onde foi encontrado o HD 85512 b. E, claro, é onde está a Terra, que ocupa bem o centro da zona habitável do Sistema Solar.

Outro requisito é que o planeta seja rochoso, como a Terra e Marte. Um planeta gasoso, como Saturno é Júpiter, é considerado um ambiente hostil demais à vida. Nestes casos, as esperanças seriam depositadas em suas eventuais luas - como Europa, o mais famoso satélite de Júpiter, ou Enceladus, de Saturno.

Além da posição e composição do planeta, entram também na conta: o tipo, o tamanho e a temperatura de sua estrela; a existência, disposição e dimensões de luas e planetas vizinhos; a duração do ano, a inclinação do planeta; o formato e a idade da galáxia; entre muitas outras variáveis. A lista de requisitos pode ser tão longa que acabam descartados praticamente todos os exoplanetas conhecidos - ou por conhecer. E para complicar, ao contrário das estrelas, planetas não têm brilho próprio, o que torna sua identificação um enorme desafio.
zona habitável
Técnicas - De acordo com Melo, existem dois métodos de maior sucesso para caçar exoplanetas. Um deles se chama técnica de trânsito e é usada pelo Observatório Espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana. A outra, batizada de velocidade radial, está presente em um instrumento do ESO responsável pela confirmação dos 50 exoplanetas mais recentes, chamado HARPS.

Leia a matéria completa aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/terras-a-vista

A prática necessita de amigos

Algumas vezes precisamos do apoio de um amigo que nos ajude a voltar a tocar as maravilhas da vida. “Uma refeição precisa de sopa, assim como a prática necessita de amigos” diz um provérbio vietnamita sobre a importância de se praticar com amigos.


 Tal comunidade de amigos e companheiros é chamada Sangha.


 No caminho da prática, precisamos do suporte dessa comunidade e assim dizemos “Eu tomo refúgio na Sangha”.


Ter um amigo calmo, alegre e equilibrado que possa nos compreender e apoiar nas dificuldades é uma grande fortuna.


Quando nos sentimos frágeis, deprimidos e impotentes, podemos ir até aquele amigo e, sentando junto com ele, restabelecermos nosso equilíbrio e, mais uma vez, retomamos o contato com a flor e as coisas maravilhosas e revigorantes que existem em nosso redor.


Se recebemos os benefícios da alegria que nosso amigo nos traz, podemos revigorar as sementes de sanidade dentro de nós, as quais haviam enfraquecido devido à nossa falta de zale e por termos deixado de regá-las por tempo demasiado.



Thich Nhat Hanh, Transformação e Cura, Edt. Bodigaya.




Citações Buddhistas: "Assim como os Buddhas precedentes adotaram a Bod...

"Assim como os Buddhas precedentes adotaram a Bodhichitta e gradualmente a foram praticando, farei nascer em mim a Bodhichitta para o bem do mundo

Citações Buddhistas: Tenha em mente, nós somos como os Budas e Patriarc...

Tenha em mente, nós somos como os Budas:

Tenha em mente, nós somos como os Budas e Patriarcas eram no passado antigo;

Os Budas e Patriarcas são o que seremos no futuro.

Zazen

 

Zazen - Zen Mountain Monastery
                                                  Zazen - Zen Mountain Monastery


O Zazen (meditação zen budista) pode ser considerado “o coração” da prática Zen Budista, pois é a prática central, o eixo sobre o qual giram todas as outras práticas do Zen (Cerimonial, Samu, Estudo, Preceitos, Relacionamento Mestre-Aluno, etc).


“Za” significa “sentar” e “zen” é a pronúncia japonesa do ideograma chinês “ch´an” que, por sua vez, foi a pronúncia chinesa do termo “dhyana” (sânscrito) do Budismo primitivo e refere-se ao estado de concentração, ou “absorção”, próprio da prática meditativa.


O Budismo nos ensina que a meditação é um dos pontos do Caminho em Oito Aspectos, que leva ao Nirvana, ou à libertação do sofrimento. Portanto, a nossa prática aponta na direção dessa libertação.


Mesmo assim, “efeitos colaterais” da prática de zazen aparecem quase que de imediato, quando iniciamos a prática. Incluem-se relaxamento, maior equanimidade, redução do estresse e da ansiedade e efeitos positivos na saúde (regula os batimentos cardíacos e a respiração, pode reduzir o nível de colesterol e a pressão arterial, etc), além de autoconhecimento e maior domínio sobre si mesmo (menos impulsivo, menos “levado pelas emoções”), etc.


Continuando a prática, inicia-se o despertar da Sabedoria e da Compaixão, culminando na libertação do sofrimento – “iluminação” ou “nirvana”. No Zen, fala-se em “kenshô” (o primeiro vislumbre da iluminação, uma “pequena iluminação”) e “satori” (a Iluminação).


Mas não vamos imaginar que a caminhada seja sempre fácil e suave…


Para o iniciante, recomenda-se que pratique em períodos mais curtos, como 10 minutos – não passando de 30 minutos – até que sinta confortável para estender o tempo até 40 minutos. Nas fases iniciais, sentar-se em zazen pode ser até bastante difícil, pois, contrário aos mitos populares que imaginam que a prática leva a uma estado “alienado” ou “aéreo”, o zazen corretamente praticado leva o praticante a uma maior clareza mental.


Isto significa que o iniciante possivelmente vai perceber uma agitação mental ou tensões físicas que “sempre estiveram lá” mas que ele não havia se dado espaço para perceber anteriormente. Poucas pessoas conseguem manter uma prática regular sozinhas – geralmente, a “inquietação” interior vence e a pessoa “descobre” que “tem outras coisas para fazer”. A prática em grupo ajuda muito, pois a “força do grupo” facilita a superação das inquietações, possibilitando que a pessoa comece a fazer o mergulho interior na direção à Paz e Tranquilidade.


Um outro aspecto da prática inicial que requer cuidados é que podem surgir lembranças dolorosas do passado. Estas podem surgir na forma de lembranças, imagens ou até na forma de “memórias corporais” ou “fluxos de energia”. O apoio de um líder de prática qualificado pode ser muito importante nestas horas, para facilitar a “passagem”, pois, mantendo a prática regular correta, esta fase passa e estas “lembranças” são “libertadas”. Em casos mas graves, algum tipo de terapia pode ser indicado.


A circulação da energia “chi” pode ser ativada e, em alguns momentos, o praticante pode experienciar fenônemos mentais como “visões” ou mudanças na percepção do corpo físico, etc. Mais uma vez, a orientação de um líder qualificado torna-se muito importante em todas estas fases, para ajudar o praticante a evitar cair em “armadilhas” que possam interromper o aprofundamento da prática correta.


Finalmente, até mesmo os praticantes de longa data podem sentir até bastante dor física (por exemplo, durante um retiro longo). Descobrimos tensões físicas que estávamos ocupados demais para perceber – nas costas, nos ombros. As pernas não estão acostumados à posição de meditação, sentado no chão com as pernas cruzadas. Mas aprendemos a “não tocar na dor”, e, quando necessário, mudamos de posição ou passamos a sentar no banquinho ou na cadeira.


A prática Zen Budista, como caminho de auto-transformação e libertação do sofrimento, não se limita somente à prática do zazen, apesar desta ser a prática central. Uma prática solitária de zazen torna-se uma prática limitada, pois a mente gira em torno dos seus próprios condicionamentos. O estudo dos ensinamentos, a prática da moralidade budista e a convivência com um professor de Darma qualificado e com os membros de uma Sanga saudável – com os choques e atritos que naturalmente surgem por causa do ego condicionado – criam as oportunidades que instigam e provocam a mente condicionada, convidando-a à mudança. Este é o Sangaku, os Três Treinamentos (ou Triplo Treinamento) da prática budista.


Cada pessoa pode aprofundar-se na prática até o nível que desejar.

Não tem idade para começar...



Assim, quem preferir cultivar a prática simplesmente como uma forma de relaxamento merece a mesma consideração e respeito que a pessoa que decide mergulhar profundamente na caminhada espiritual em direção a “kenshô” e “satori” – a Iluminação.


Para ler mais:

Zazen (capítulo do texto sobre o Zen do Wikipédia)
Zazen (artigo do Wikipédia)
Zazen (texto de Monja Coen)

Locais de Prática Ligadas ao Soto Zen no RS:

. Sanga Águas da Compaixão Porto Alegre
.
Sanga Aikikai  Porto Alegre
.
Sanga Energia Harmoniosa  Porto Alegre
.
Sanga Pelotas em Pelotas.

sábado, 24 de setembro de 2011

As pessoas desenvolvem a religiosidade influenciadas pelo pensamento intuitivo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 às 13:10h

A espiritualidade está relacionada ao estilo de tomada de decisão, com aqueles que dependem mais intuição  do que os propenços a nececidades de raciocínios lineares, que tem uma inclinação para o ateísmo.


Muita gente rejeita o estereótipo que descreve ateus como pessoas racionais e analíticas e religiosos como intuitivos e espontâneos. Este experimento feito na Universidade Harvard, porém, sugere que esse clichê pode ter um fundo de verdade.

 "Sabemos que o ambiente familiar explica muito do porquê de algumas pessoas acreditam mais do que outros, mas não explica tudo", disse Amitai Shenhav do Departamento de Psicologia da Universidade de Harvard.
No trabalho, cientistas avaliaram o estilo de raciocínio preferido por mais de 800 voluntários e viram que aqueles com tendência maior a usar a intuição eram mais propensos a crer em Deus e entidades sobrenaturais.





ReproduçãoReprodução


Para chegar à conclusão, os pesquisadores submeteram os voluntários a um questionário sobre crença religiosa e a problemas de raciocínio que avaliavam o estilo de pensamento de cada pessoa.

As perguntas eram, na verdade, "pegadinhas" que enganam especialmente as pessoas que contam com a intuição para lidar com números.

O resultado do experimento saiu em um estudo publicado na revista científica "Journal of Experimental Psychology". O trabalho, coordenado pelo psicólogo Amitai Shenhav, indica que pessoas mais racionais tendem a crer menos em Deus.

ÓBVIO?
Pode parecer uma conclusão óbvia, mas psicólogos ainda não tinham encontrado um jeito de testá-la.

Os cientistas de Harvard afirmam ter conseguido comprová-la agora porque usaram uma metodologia que avalia o estilo de raciocínio das pessoas sem levar em conta a magnitude da inteligência de cada um.

Em outras palavras, conseguiram evitar a armadilha que associa reflexão a pessoas mais inteligentes e intuição a pessoas mais burras.

"Uma das coisas que eu aprecio sobre a discussão entre uso de raciocínio reflexivo ou intuitivo é que não existe uma resposta certa sobre qual dos dois deve ser usado em cada ocasião", disse Shenhav à Folha. "Ambos são importantes para todo mundo, mas nós somos diferentes uns dos outros."

Segundo ele, muitos voluntários classificados como pessoas intuitivas tinham ido bem em dois testes de QI que haviam sido aplicados antes do experimento.

"Em testes de inteligência padrão, existem poucas questões com respostas intuitivas que vêm à mente imediatamente", explica o psicólogo.

"É preciso trabalhar uma longa cadeia de raciocínio em cada um deles até que surja a resposta. O teste que usamos tem perguntas projetadas especialmente para oferecer uma resposta errada tentadora logo de cara."

O mais inesperado, porém, talvez seja que é possível moldar o tipo de crença religiosa que os voluntários têm.

Em outro teste, voluntários tinham de escrever uma redação sobre a importância da intuição. Logo após a tarefa, algumas pessoas titubeavam em perguntas sobre suas crenças religiosas, com tendência maior a relatar crença em entidades sobrenaturais.

"Talvez a maneira como somos educados a pensar de maneira reflexiva ou intuitiva ao longo da vida tenha alguma influência sobre nossas crenças", afirma o psicólogo. "Não sei dizer se isso é uma coisa boa ou ruim."

Os autores enfatizam que suas descobertas, por si só, não implicam qualquer juízo de valor sobre se intuitivo de tomada de decisão é melhor ou pior do que reflexão.

 De fato, Shenhav disse, sendo capaz de tomar decisões rápidas e intuitivas pode ser uma grande força.

As pessoas inevitavelmente dependem de raciocínio intuitivo e reflexivo, com estilos diferentes para situações diferentes.
"É uma das coisas mais impressionantes nosso cérebro pode fazer, cruzar todos os dados para uma resposta automática útil", disse Shenhav.


Fonte:



http://www.apa.org/pubs/journals/releases/xge-ofp-shenhav.pdf


http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/09/intuitive-try-god/?fb_xd_fragment#?=&cb=ff456333b3396f&relation=parent&transport=fragment&frame=fc7049d5500915