quinta-feira, 31 de maio de 2012

A lâmpada centenária


A lâmpada centenária Por Rafael Arrais ver profile

O comercial acima tem, talvez, o conjunto dos clichés mais utilizados pela publicidade atual para que um homem troque de carro. Mas não vou falar aqui das aeromoças de rosa dando o "sinal de ok", nem sobre como o sujeito parece "deixar de existir" enquanto não tem um carro adequado: o que quero destacar é que o consumidor já tinha um carro, provavelmente não tão antigo assim, mas é incentivado a comprar um novo.
Na época atual, onde todos parecem seguir o deus do consumo, trocar de carro a cada 1-2 anos, e de celular a cada 6-12 meses, parece ser algo não apenas perfeitamente natural, como enormemente incentivado por todo tipo de propaganda... Engraçado que todos enalteçam os benefícios de se estar sempre "atualizado", com um carro zero, um widget "de ponta", e ainda falem em sustentabilidade, em ecologia, em um "mundo verde"...
Ora, tudo o que é consumido deve ser descartado, deve virar lixo. Até aí tudo bem, contanto que o lixo possa ser reciclado, ou que não se avolume tão depressa assim. O nosso problema é, portanto, um modelo econômico que foi planejado para ser o exato oposto da sustentabilidade: é difícil mudar tal paradigma quando as mesmas grandes empresas que ditam a economia mundial, e se dizem favoráveis a sustentabilidade, muitas vezes continuam investindo pesado na prática da obsolência programada.
Por exemplo, a lógica da indústria de computadores é semelhante à das montadoras de carros. Ambas lançam novos produtos para nos fazer descartar os antigos. Essa estratégia foi criada na década de 1920 por Alfred Sloan, então presidente da General Motors. Sloan decidiu seduzir os consumidores para que trocassem de carro com frequência, apelando para a mudança anual de modelos, cores e acessórios. Bill Gates, o fundador da Microsoft, adotou a mesma fórmula nas atualizações do Windows, e o fabricante de chips Intel usa o mesmo procedimento para lançar seus chips. Não é à toa que o livro de cabeceira de Gates é a autobiografia de Sloan.
Você pode achar que isso é perfeitamente comum e corriqueiro, que faz parte da economia industrial e etc. De certa forma, terá total razão, mas a grande questão é que, de tão seduzidos pelas maravilhas das novas tecnologias, muitas vezes esquecemos que elas não são tão "de ponta" assim... Se já são maravilhosas, poderiam ser ainda muito mais, poderiam mesmo durar anos, décadas, e quem sabe até, séculos...
Em Livermore, na Califórnia, um corpo de bombeiros possuí uma lâmpada que está acesa já há mais de um século. Difícil de acreditar? O Cartel Phoebus, fundado em 1924 por empresas como General Eletric, Philips e Osram (todas ainda existentes), determinou que todas as grandes produtoras de lâmpadas elétricas propositadamente reduzissem seu tempo de duração para 1.000 horas. E, até hoje, isso não mudou muito... Você acha que tem mesmo tanta tecnologia em casa? A lâmpada centenária de Livermore talvez lhe faça mudar de paradigma:
Comprar, descartar, comprar. Documentário espanhol (legendado) sobre a história da obsolência programada, com cerca de 52min. de duração.

Palestra ZEN em Maringá

Palestra em Maringá:


"Palestra em Maringá com Monge Genshô dia 02/06/12




02 de junho de 2012




“Introdução à Meditação”


Palestrante: Monge Genshô


Local: Auditório da ADUEM


Endereço: Rua Prof. Itamar O. Soares, 305


Inicio: 14:30h.

Publicar postagem
Palestra gratuita


Informações: lvargas@uem.br"

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Budismo Tibetano

No videozinho um mini Documentário sobre o Budismo Tibetano, mas absolutamente válido para o Zen e outras escolas. Produzido pela da UFRGS em: 1º semestre de 2006, provavelmente dentro da FABICO ~ Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação





Douglas Adams o senhor das toalhas


Roubado do Nerd Pai



Pense num pequeno computador do tamanho de uma revista de variedades, com uma tela e poucos botões. Imagine que esse aparelho disponibilizasse todo o conhecimento do universo a quem quer que fosse, e que seus verbetes pudessem ser atualizados através de uma rede por qualquer um. Obviamente você vai pensar no iPad, certo?
Errado, pois ele foi inventado em 1978.
O Guia do Mochileiro das Galáxias, originalmente um programa de rádio que virou uma trilogia de quatro livros (que, por mero acaso, são cinco), contava as desventuras de Arthur Dent, o humano mais histérico que se tem notícia (até porque ele é o último humano e, além disso, é inglês), tentando se encaixar no universo após a Terra ter ido, literalmente, pelos ares. E a genialidade desse livro, tão hilariamente delicioso e relevante se deve à visão de futuro acidental (mas nem por isso fantasiosa) de seu autor, Douglas Neal Adams.
De iPads, Wikipedia, Douglas Adams e galinheiros
O que torna os livros tão apaixonantes não é (apenas) seu humor ácido e contundente, mas o alicerce firme na ciência. Assuntos comuns à física quântica ou biologia foram muito bem descritos e vestidos com irreverência, o  que torna a leitura agradável para leigos mas muito mais rica para quem entende do assunto. Como se não bastasse, muito do que foi descrito na série é utilizado por nós hoje.
Por exemplo: não há como hoje imaginar no Guia em si sem pensar nisso aqui:
De iPads, Wikipedia, Douglas Adams e galinheiros 02Não só iPads e tablets, o próprio conceito de repositório colaborativo para o conhecimento que se tornou o Wikipedia foi previsto por ele (Isaac Asimov também o fez de forma mais ampla, mas isso é assunto para outro post). Em seu livro “How to stop worrying and learn to love the internet”, Douglas Adams diz que a comunicação ficará mais interativa e teremos mais modos de falar com as pessoas. Hoje, o que não falta é opção para se comunicar. E não esqueçamos do Babel Fish, que inspira diversos apps de tradução em tempo real, como o Google Translate, que ajuda a derrubar uma das mais complexas barreiras na comunicação, a língua.
Mas Adams se consagrou mesmo como escritor de humor. Não só d’O Guia, mas de muitas esquetes para televisão, inclusive para o antológico Monty Python Flying Circus (ele aparece em dois episódios, um deles, ironicamente, o 42, quatro anos antes do programa de rádio estrear). Além disso era músico, e um dos poucos que podia se gabar dizendo “eu toquei com o Pink Floyd” (só há registro do áudio):


Além disso, Adams era aficcionado pela Apple. Foi o primeiro britânico a comprar um Mac, em 1984. Fez um videoclipe usando uma das primeiras versões do iMovie, filmando sua filha Polly (que nasceu quando ele tinha… 42 anos). No prefácio d’O Guia do Mochileiro, Bradley Greive descreve que Adams “provavelmente possuiu e usou mais computadores da marca Apple do que qualquer outra pessoa, a não ser talvez o próprio Steve Jobs”. E ainda era um “Apple Master”, um representante oficial da empresa no meio artístico.
Ativista ambiental, Adams junto com Mark Cawardine criou um documentário para a rádio BBC chamado “Last Chance to See”, em que ambos viajavam para diversos lugares em busca das mais ameaçadas espécies do planeta.
Douglas Adams, escritor, futurólogo, applemaníaco, ativista e “limpador de galinheiros e guarda-costas de família governante de Qatar (citação real!)”, nos deixou em 11 de maio de 2001, de uma forma tão irônica que parece passagem de um de seus livros: enquanto descansava após fazer exercícios em sua academia particular, teve um ataque fulminante e morreu.
Richard Dawkins dedicou seu livro “Deus, um Delírio” a ele, com as palavras: “A Ciência perdeu um amigo, a literatura perdeu um astro, o gorila-das-montanhas e o rinoceronte negro perderam um galante defensor”.
Eu já acredito que Adams se antecipou aos golfinhos e se pirulitou, pegando carona com Zaphod Beeblebrox. Afinal, se ele sabia a pergunta para A Resposta para a Vida, o Universo e Tudo o Mais (e ninguém entendeu, obrigando-o a explicar a piada), ele ia ficar aqui marcando touca a troco de quê?
Godspeed Mr. Adams, e espero que não tenha esquecido sua toalha. :)
Ronaldo Gogoni
Profissional de TI, gamer em tempo integral e filho da cultura pop dos anos 80. Adora ficção-científica e literatura fantástica, e sonha com o dia em que a humanidade não estará limitada a nosso pálido ponto azul.
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Texto original do NerdPai.com: De iPads, Wikipedia, Douglas Adams e galinheiros - Nerd Pai http://nerdpai.com/de-ipads-wikipedia-douglas-adams-e-galinheiros/#ixzz1wRhXJKzz

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Superinteressante “A Bíblia como você nunca leu”.

Volta e meia a Super garante sua audiência com matérias sobre a Bíblia Judaico Cristã... seguem link de matérias publicadas que ajudam a DESFAZER os malfeitos que os LEITORES LITERAIS fazem na sociedade... Leiam e tirem SUAS próprias decisões.



BÍBLIA

Três mil anos de idade, mais de 6 bilhões de cópias vendidas. Confira tudo o que há de mais interessante sobre o livro da história de Deus

A reportagem de capa da Superinteressante 305 de junho de 2012: “A Bíblia como você nunca leu”. Trata-se dos trechos bíblicos que propagam, com candura, sacrifícios humanos, morte para virgens defloradas, poligamia, bebedeira e por aí vai.


As perversidades bíblicas têm sido destacadas à exaustão, mas ainda assim a reportagem é oportuna porque ocorre cada vez mais com frequência a exaltação por vereadores e deputados da Bíblia como “padrão de moralidade”. 


Recentemente na Assembleia Legislativa de Goiás, por exemplo, a leitura da Bíblia se tornou obrigatória no começo das sessões para garantir “um ambiente de princípios e de harmonia entre os deputados”. 


O deputado evangélico Daniel Messac (PSDB), autor da lei dessa obrigatoriedade, agiu como só existisse uma parte da Bíblia, a "boa", e não também a "ruim", a podre, e como se esta não contaminasse aquela. E assim tem sido nas pregações de pastores e de padres, nos sermões televisivos, nos livros religiosos. Tudo sem questionamentos dos fiéis. 




Seguem trechos do texto de Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro.


Maridos & esposas



Rei Salomão teve 700 mulheres

O Velho Testamento deixa claro que as mulheres deveriam ser funcionárias de seus maridos, com deveres e direitos. Se uma esposa fosse “demitida” pelo parceiro, por exemplo, ela podia ganhar uma carta de recomendação, para a moça utilizá-la como trunfo na hora de tentar uma vaga de mulher de outro sujeito. 


A poligamia era regra. Tanto que o primeiro caso aparece logo no capítulo 4 do primeiro livro da Bíblia: “E tomou Lameque para si duas mulheres” (Gênesis). A situação era tão comum que vários dos personagens mais importantes do Antigo Testamento viviam com mais de uma esposa sob o mesmo teto. 


[...] Nunca na história do Livro Sagrado houve maior predador matrimonial que Salomão, o rei: foram 700 esposas. Setecentas de papel passado, já que o sábio soberano ainda mantinha 300 concubinas. 


O Novo Testamento não cita tantos exemplos de poligamia, mas sugere que ela ainda era comum no século 1. Jesus não toca no assunto, mas, em duas cartas, são Paulo recomenda que os líderes da nova comunidade cristã tivessem apenas uma esposa porque “assim eles teriam mais tempo para dedicar aos fiéis”. 


“O cristianismo só refuta a poligamia quando se aproxima do poder em Roma, que proibia essa prática”, afirma o historiador Marc Zvi Brettler. Como escreve santo Agostinho no século 5, “em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar outra esposa”. 


“As mulheres sejam submissas a seus maridos.”
(Colossenses, 3, 18) 




Sexo



Para se casar, mulher tinha de ser virgem

Uma série de regras estabelece como deve ser a vida sexual: toda mulher tem de se casar virgem, ou então poderá ser dispensada pelo marido. 


As leis sexuais eram bem abrangentes: “Quem tiver relações com um animal deve ser morto”, diz o Êxodo. E a masturbação também não pode. Como diz o sutil são Paulo: “A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao marido. E o marido não pode dispor de seu corpo: ele pertence à esposa.” 


“O sexo na Bíblia é cheio de contradições”, diz o arqueólogo Michael Coogan, autor de God and Sex (Deus e o Sexo). “É de se desconfiar que fossem realmente levados a sério naquela época.” 


“E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia.” (Gênesis, 29, 30) 




Negócios e finanças


A cobrança de juros é proibida. As ordens se repetem ao longo da Bíblia, sempre em tom firme: “Não tomarás deles juros nem ganho” (Levítico). [...] Mas existe uma exceção: nos casos em que o empréstimo é concedido a um não judeu (“um estranho”, nas palavras de Deuterônimo) é permitido praticar a usura. Até por isso os judeus se tornaram os grandes banqueiros da Idade Média. 


Se o Livro Sagrado proíbe a cobrança de juros, mas só entre judeus, o mesmo vale para a escravidão. Você pode ter escravos, contanto que “sejam das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas”, diz o Levítico. 


“Ao estranho, emprestarás com juros.” (Deuteronômio 23:20) 


Marvado vinho




Água vira vinho: primeiro
milagre de Jesus

O álcool nem sempre foi consumido com moderação na Bíblia. A palavra “vinho” é citada mais de 200 vezes, e os porres são frequentes: Noé é embebedado pelas filhas, e Amnon, filho de Davi, está mais pra lá do que pra cá quando é assassinada por ordem de seu irmão Absalão — a interessar: foi pelo crime de ter estuprado a própria irmã, Tamar. 


“Os sacerdotes são orientados a não beber antes de entrar no tempo, e o álcool é relacionado à perda de controle pessoal e da capacidade de diferenciar o bem do mal. Mas nada no texto bíblico proíbe o consumo”, diz o historiador Marc Zvi Brettler. 


O álcool chega a ser recomendado para curar os males da alma. Está em provérbios: “Daí bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espíritos”. 


E tem o primeiro milagre de Jesus: transformar água em vinho — segundo o evangelista João, no melhor vinho da festa. 


São Paulo vai mais além: recomenda a um discípulo, Timóteo, que troque a água pelo vinho. 


“O chefe do serviço provou [o vinho que Jesus criara a partir da água] e falou com o noivo: ‘Tudo guardaste o melhor vinho até agora!’” (João 2, 7-10) 




Saúde e educação


[...] Ao longo da infância, os pais têm a obrigação de repassar a eles a palavra de Javé. Já o Novo Testamento é mais pedagógico, digamos assim: enfatiza a educação pelo bom exemplo dos pais. [...] Quando não funcionar, o Antigo Testamento indica que um bastão flexível deve ser usado para bater nos desobedientes. O objeto tem até nome, vara da correção, e é indicado para qualquer situação em que o pai considere que a criança não seguiu suas instruções. “A vara e a repressão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesa envergonha a sua mãe” (Provérbios). 


“O sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pelo na praga se tornou branco, (...) é praga de lepra; o sacerdote o examinará, e o declarará por imundo.” (Levítico 13:3). 




Homossexualidade



Rei Davi e Jonatã: 
amor homossexual

O amor entre homens era punido com a morte — a não ser que você fosse o rei Davi. Os livros Samuel I e Samuel II contam a história da amizade entre ele e Jonatã, filho do rei Saul, antecessor de Davi e candidato natural ao trono de Israel. Davi acaba escolhido para a sucessão, mas isso não abala o relacionamento dos dois. Está escrito: “A alma de Jonatã se ligou com a alma de Davi. E Jonatã o amou, como à sua própria alma” (Samuel I). 


Em outra passagem, Jonatã tira todas as roupas, entrega a Davi e se deita com ele. “E inclinou-se três vezes, e beijaram-se um ao outro” (Samuel I). “Esse relato incomoda os intérpretes tradicionais da Bíblia, que tentam explicar a relação como uma forte amizade, e o beijo como um costume comum entre homens”, diz o historiador finlandês Martii Nissinem, da Universidade de Helsinki e autor de Homoeroticism in the Biblical World (Homoerotismo no Mundo Bíblico). “Mas é difícil negar a referência à homossexualidade nesse caso, mesmo que a lei judaica a proíba expressamente.” 


Para alguns especialistas, o Antigo Testamento também sugere um relacionamento homossexual entre duas mulheres, Noemi e sua nora Rute. Está no livro de Rute um trecho em que ela diz a Noemi: “Aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu. Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada”. 


“Estou angustiado por causa de ti, Jonatã. Mais maravilhoso me era teu amor do que o amor das mulheres.” (Samuel II 1, 26). 




Sacrifício



Abraão por pouco não matou seu próprio filho

Muito sangue jorra na Bíblia. Abraão é orientado a sacrificar seu próprio filho Isaac a Javé — e teria obedecido, caso um anjo não aparecesse no ultimo minuto dizendo ser tudo um teste para sua fé. Além disso, durante os 40 dias em que Abraão detalha suas regras ao patriarca, Deus exige uma série de sacrifícios de animais. 


Os rituais são descritos com grande riqueza de detalhes. Moisés manda matar e drenar 12 bois. O sangue é colocado numa tina. Metade é lançada no altar e o resto sobre a multidão. Carneiros abatidos são esfregados no corpo de fiéis, que seguram seus rinas nas mãos para oferecê-los a Javé. Pedaços de bichos são queimados sobre o altar. Era uma forma de trocar favores com os deuses. 


“O sangue é o maior símbolo da vida. Ao usá-lo em rituais, os fiéis reforçam seu vínculo com a divindade e se purificam”, diz Richard Friedman. [...] ”Na interpretação cristã posterior, o próprio Jesus é considerado o sacrifício final, que limpa os pecados da humanidade de forma definitiva, o que dispensa a morte de animais.” 


“Derramar-se-a seu sangue me volta do altar. Será oferecida a cauda, a gordura que cobre as entranhas. Os dois rins e a pelo que recobre o fígado.” (Levítico 7, 2-4). 




Crime e castigo



Levítico manda matar as prostitutas a pedradas

Sequestro, adultério, homossexualidade, prostituição.... Tudo dava pena de morte. Até fazer sexo com uma virgem poderia custar a vida do “criminoso”. Adorar outros deuses também trazia problemas sérios. Moisés mandou matar 3 mil judeus por causa disso.


O Levítico também manda matar prostitutas a pedradas. Não caso de a moça ser filha de um sacerdote, a punição é pior: “Com fogo será queimada”. 


Em geral, a pena de morte por apedrejamento não precisava ser julgada pelos sacerdotes. A maioria dos crimes recebia punição na hora, diante de um grupo de pessoas que presenciaram a cena ou que estavam por perto da cena do crime. 


O Antigo Testamento estabelece que toda mulher menstruada é tão impura que até mesmo os lugares onde ela senta devem ser evitados. Se um homem encostar na esposa, na mãe ou na irmã nesse período do mês, ele não pode sair de casa por sete dias. E, se o fizer, pode ter de pagar uma multa. 


Como o Antigo Testamento não aceita o aborto, é crime provocá-lo, mesmo que por acidente, mas a pena depende da gravidade da situação. 


Em caso de roubo e furto ou qualquer outro prejuízo ao patrimônio alheio, a pena é o pagamento de 4 vezes o valor do bem que foi levado ou destruído. Se a pessoa que cometeu a infração não tivesse condições de pagar, podia ser vendida como escrava. 


“Quando houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, então trarei ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram.” (Deuteronômio 22:23-24)




Leia mais em:

Reprodução deste texto só poderá ser feita com o crédito e link da origem. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

"Aqueles que fazem o bem!" "Supatipanno"


O grande professor theravada, Ricardo Sasaki está na Tailandia na maior convenção Budista do mundo representando o Brasil (único representante diga-se de passagem) no qual será palestrante.

Dhammacariya Dhanapala (Ricardo Sasaki) é o Diretor-Fundador do Centro de Estudos Buddhistas Nalanda.

Ele nos manda esse recado:

"Aqueles que fazem o bem!"

Supatipanno

Nestas horas que antecedem o inicio do maior encontro mundial de buddhistas, encontro que ocorrerá esta semana na Thailândia (e para o qual aqui estamos a fim de apresentar um trabalho), é oportuno refletir um pouco sobre o papel do grupo de apoio em nossas vidas. Para todos aqueles que estejam engajados num caminho de entendimento das realidades essenciais da existência, o grupo (variadamente chamado de sangha, igreja, congregação, etc.) assume um papel de suporte e orientação que não podemos diminuir. Estar juntos dos pares, daqueles que acreditam nas mesmas coisas e se esforçam na mesma direção é um trabalho de anos. Porque antes de 'estar junto' é preciso 'encontrar', e isso não é tão fácil quanto possa parecer. Não se trata de simplesmente visitar este ou aquele grupo que anuncia ser buddhista, cristão ou qual seja a denominação, religiosa ou não, na qual você colocou suas fichas. 
A palavra tradicional utilizada para expressar a característica ideal do grupo de apoio é "supatipanno", "aqueles que praticam bem". Visão e ação andam juntas na prática ideal. A visão nos dá direção de propósito, informando (dando forma) às ideias, orientações e mapas da existência. Visão ou compreensão correta é o primeiro dos fatores do Caminho Óctuplo, e um primeiro esforço é no sentido de encontrarmos aqueles que não apenas partilham de nossas ideias, mas, ainda mais importante, podem nos guiar a tê-las corretas e sabiamente. Porque não basta termos amigos no caminho, pessoas que andem conosco, desbravando e se esforçando juntos, mas necessário se faz que sejam também sábias, que nos orientem, que nos apontem nossos julgamentos mal feitos, nossa lentidão ou nossa ansiedade. Não precisamos apenas de amigos no caminho, mas de 'bons amigos'. Aqueles que por sua prática ou compreensão inspiram em nós o respeito suficiente para pararmos e ouvirmos o que têm a dizer. 
Na outra ponta oposta à visão ou compreensão está a ação ou praxis correta. Isso implica que o bom amigo nos aponta para características da "boa" prática: a prática que incentiva o entendimento, a vigilância, a amorosidade, a equanimidade. 
Esse bom amigo tem várias faces. Uns nos motivam pela profundidade de sua compreensão, outros por sua evidente bondade, uns por sua dedicação altruísta, outros por sua capacidade incansável de trabalho pelo Dhamma. Tais características não precisam estar na mesma pessoa. Mas precisamos um pouco de cada uma delas naqueles com quem escolhemos estar. 
É nessa conjunção e convivência com pessoas que de um modo ou outro nos são inspiradoras que encontramos um primeiro refúgio em relação ao caos samsarico. Trilhar sozinho no caminho não é fácil. Ainda que não impossível, no mais das vezes o individualismo leva nossa determinação no caminho, mais cedo ou mais tarde, ceder e se esvair.


 Dhammacariya Dhanapala (Ricardo Sasaki) começou sua prática no Buddhismo no começo dos anos 80 com o Zen e o Jodo, paralelamente ao estudo de religiões comparadas e simbolismo religioso com Adriano Colângelo, Olavo de Carvalho e Michel Weber, com os quais estudou por vários anos, tendo também praticado artes marciais com Colângelo, Weber e o mestre chinês Kao Ta Jung, além de ministrado cursos no Instituto de Estudos Tradicionais de Carvalho. No Soto Zen praticou com Ohata Sensei, e no Chogye (escola Zen Coreana) praticou com Diana Clark. Participou durante alguns anos do Instituto de Estudos Buddhistas Missionários do Higashi Honganji (Jodoshin) e também praticou o Tendai com Dôkan Sensei, um dos abades do Hiei-san do Japão.
Mudando-se para os Estados Unidos a fim de se aprofundar no Buddhismo Zen/Jodo, onde praticou o Zen Coreano no Providence Zen Center e o Zen/Jodo com o rev. Gyomay Kubose, acabou entrando em contato com a escola Theravada, a mais antiga das ordens monásticas, através do Venerável Maha Ghosananda (líder do Buddhismo Cambojano) e de Satya Narayan Goenka (vipassana birmanês). Depois de um período vivendo no International Buddhist Meditation Center de Los Angeles, fundado pelo Ven. Dr. Thich Thien-An, mestre zen vietnamita, onde estudou com Ven. Dr. Karuna Dharma, Ven. Ratanasara e Shinzen Young, Sasaki mudou-se para a Thailândia, onde prosseguiu seus estudos no Theravada, vivendo cerca de um ano no Wat Suan Mokkh dirigido pelo Ven. Ajahn (Acariya) Buddhadasa, que se torna seu principal professor. Lá, enquanto vivia na área reservada aos monges estrangeiros conforme as regras do vinaya, atuou como coordenador de atividades estrangeiras do Suan Mokkh International, sob a supervisão do Ven. Santikaro e Ven. Viriyanando. Na Thailândia praticou também com Ajahn Ranjuan, Ajahn Shanti, Steve e Rosemary Weissman, visitando vários centros de treinamento theravada, entre os quais o Mosteiro Wat Pa Nanachat de Ajahn Chah, quando este ainda estava vivo.
Mudando-se para a Índia, além de uma peregrinação pelos oito lugares sagrados do Buddhismo, praticou com S.N. Goenka no Vipassana International Academy, com Anagarika Munindra no Mahabodhi Society e com Christopher Titmuss e Fred von Allmen em Bodhgaya, além de cursos menores em Buddhismo Tibetano em Bodhgaya e Kathmandu, Nepal. Também na Índia teve oportunidade de aprofundar seu interesse em história antiga e arqueologia, em lugares como Delhi, Agra, Varanasi, Bodhgaya, Nalanda, Calcutta, Jaipur, Ajmer, Sanchi, Khajuraho, Aurangabad, Daulatabad, Rauza, Tiruchirappalli, Bombay, Tiruvannamalai, Ajanta e Ellora, entre outros.
Após fundar o Centro Buddhista Nalanda (Nalanda Bauddha Madhyasthanaya) de Belo Horizonte, visitou várias vezes a Ásia para estudo e treinamento, tendo praticado no Malaysian Buddhist Meditation Center de Penang, Malásia; no International Centre for Training in Buddhist Meditation de Kanduboda, Sri Lanka, dirigido pelo Ven. Upali; no Nilambe Meditation Center de Kandy, Sri Lanka, dirigido pelo mestre Godwin; além de visitas de pesquisa arqueológica e histórica. Com o Ven. Henepola Gunaratana, monge cinghalês, visitou a Birmânia a convite do Ven. Nyanissara e do departamento de religião do governo birmanês a fim de entrar em contato com os centros e mestres daquele país, aprofundando o contato com Sayadaw U Pandita, Sayadaw Rewata Dhamma, Sayadaw Pannadipa e o Sangharaja da Birmânia, entre outros. De lá seguiu com o Ven. Gunaratana para a Malásia e Cingapura em viagem de encontro com vários mestres e centros.
Além do trabalho com aconselhamento psicológico (USP 85), Sasaki tem formação em Yoga e Yoga-terapia pelo Vivekananda Kendra Yogas de Bangalore, Índia; e massagem thailandesa pelo Old Chiang Mai Traditional Hospital da Thailândia. Enquanto professor residente do Centro Buddhista Nalanda, ministrando cursos e retiros, ele também se dedica a editar livros buddhistas através de Edições Nalanda e a organizar retiros e cursos de meditação com mestres estrangeiros.
Traduziu "Passo a Passo - Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão" (1993) do Ven. Maha Ghosananda, "48 respostas sobre o Buddhismo" (2002)do Ven. Ajahn Buddhadasa, "Meditação Para Todos" (2003) do Ven. Gunaratana, e "Nuvem Vazia - Os Ensinamentos Zen de Hsü Yun" (2004), além de ter coordenado a tradução de "A Causa do Sofrimento" (1999) do Ven. Ajahn Buddhadasa e "Pensando o Buddhismo" (2000) do Ven. Bhikkhu Bodhi. É também autor de quatro livros: "O Caminho Contemplativo - Um Guia para a Meditação" (1995)"O Outro Lado do Espiritualismo Moderno - Para Compreender a Nova Era" (1995)"O Livro das Devoções - Textos Buddhistas para Meditar e Recitar" (2000) e "Céu Azul Verde Mar - Noções de Buddhismo Coreano" (2005).
Organizou o primeiro retiro na linhagem de U Ba Khin no Brasil, e nos últimos anos convidou e organizou as viagens de ensino do Ven. Henepola Gunaratana (Sri Lanka - 5 vezes), Ven. Yogavacara Rahula, Ven. Rewata Dhamma (Birmânia - 2 vezes), Matthew Flickstein, Ven. Aruno, Ajahn Santikaro (tradição thailandesa - 3 vezes), Ven. Uttaranyana Sayadaw (Birmânia - 2 vezes) e dos professores do Zen Coreano Heila Poep Su Nim e Rodney Downey (África do Sul - 4 vezes). Todas as atividades internacionais na tradição Theravada ocorridas no Brasil nos últimos dezessete anos começaram pela iniciativa do Nalanda.
No início de 1998 criou Buddhismo-L, a primeira lista de discussão via internet sobre o Buddhismo em língua portuguesa, que se tornou com o tempo um dos maiores fóruns abertos sobre Buddhismo no Brasil, onde iniciantes e membros experientes de todas as correntes buddhistas podem se reunir para trocar idéias e responder dúvidas. A partir de Buddhismo-L várias amizades se formaram entre membros vivendo em lugares distantes do Brasil e além-mar. Tempos depois criou também a Theravada-L, específica para debates nessa tradição.
Em 1999 iniciou as obras do Nalandarama (Mosteiro da Generosidade Sem Fim), o primeiro centro Theravada da América do Sul dedicado exclusivamente a retiros de meditação intensa na tradição das florestas.
Dh. Ricardo Sasaki
Em 2004 representou o Brasil no Encontro de Cúpula Internacional sobre o Buddhismo na Birmânia (Myanmar); em 2006 representou o Brasil apresentando trabalho na Conferência Internacional 'A Herança de Nalanda' na Índia'; em 2007 naConferência Internacional 'Buddhismo e o Século 21', em Bodhgaya, Índia; e em 2008 participou da Quinta Bi-Anual Conferência Internacional realizada em Mumbai, na Índia, com o tema “Cultura Buddhista na Ásia - Unidade na Diversidade”, apresentando o trabalho "Buddhist Education at Crossroads".

Juntamente com outros professores de Dharma do Brasil, foi responsável pela fundação do Colegiado Buddhista Brasileiro, uma entidade sem fins lucrativos de representação dos professores buddhistas atuantes no Brasil, do qual é um dos diretores.
Seu nome de Dharma no Mahayana é Shaku Ryushin, sendo um professor de Dharma e ministro laico na linhagem do Rev. Gyomay Kubose. Na tradição Theravada seu nome de Dharma é Upasaka Dhanapala, tendo recebido a certificação como Dhammacariya (pronuncia-se 'dhammatchária' - professor de Dharma : Dhamma = ensinamento do Buddha, skr.Dharma : Acariya = professor/mestre) do Aggamahapandita Rewata Dhamma Sayadaw, o monge mais senior da Birmânia (Myanmar) vivendo no ocidente, um dos mais renomados monges e mestres de meditação e Abhidhamma do século (sendo conhecido como um dos Três Leões do Abhidhamma, a psicologia buddhista), da linhagem birmanesa do Buddhismo Theravada. Dhanapala também é o responsável na América do Sul pela veiculação dos ensinamentos doVenerável Ajahn Buddhadasa, o renomado monge e renovador do Buddhismo thailandês da linhagem das florestas do Buddhismo Theravada.
Alguns de seus artigos podem ser encontrados aqui.

Os mais quietos são aqueles que mudam o mundo






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Por  em 2.02.2012 as 17:00
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Em uma sociedade onde as pessoas articuladas e bem falantes são mais valorizadas, poucos reconhecem a importância dos introvertidos. Mas o poder deste grupo para promover mudanças é muito maior do que se imagina. É o que defende a escritora americana Susan Cain, autora de uma badalada obra sobre o assunto.
“Quiet: the power of the introverts” (na tradução literal, “Quieto: o poder dos introvertidos”) é um livro que fala de relações interpessoais. A autora critica algumas convenções sociais básicas, como o trabalho coletivo. Muitas escolas ou empresas estimulam o conceito de “trabalho em equipe”, que supostamente estimula a criatividade e a busca por soluções. Isso é um erro, de acordo com Susan, já que a maior parte das grandes realizações humanas foi alcançada por pessoas que agiram sozinhas.
A escritora explica que uma série de experimentos psicológicos, desde os anos 50, tem comprovado que o trabalho coletivo “mascara” aquilo que cada indivíduo realmente pensa, já que todos se preocupam em ter a opinião recebida pelo grupo. Logo, a criatividade de cada um é atrofiada, e não estimulada.
A introversão, segundo ela, é frequentemente confundida com falta de iniciativa e criatividade, mas isso é um conceito falso. Susan não defende que os trabalhos em equipe sejam abolidos. É preciso ter em mente, contudo, que nem sempre aquele que fala mais em um grupo deve ser o líder. Pessoas introvertidas podem liderar muito bem em determinadas situações.
O cenário que envolve o introvertido é determinante para dizer quem ele é. Susan conta, por exemplo, que uma pessoa introvertida chega até a salivar mais do que um extrovertido ao beber algo que estimule sensações mais fortes, como um suco de limão, porque reage à intensidade de maneira diferente.
E estas reações ao meio externo, segundo a escritora, são a chave para entender os tímidos. Isso porque os lugares que frequentamos – instituições de ensino, de trabalho e centros religiosos, por exemplo – são designados a exaltar aqueles que se destacam, que são vistos. Aqueles que gostam de passar mais tempo consigo mesmos tendem a ser relegados a um segundo plano.
Segundo a pesquisa da escritora, entre um terço e metade das pessoas podem ser consideradas introvertidas. É natural que elas tentem negar essa condição – se forçando, por exemplo, a ir a festas em que não gostariam de estar, por preferir ficar em casa fazendo algo sozinhas -, pois desde sempre foram educadas para agir de forma extrovertida.
O que Susan recomenda, dessa maneira, é que a sociedade evite valorizar os extrovertidos em todas as situações, pois nem sempre eles são os mais adequados para realizar alguma coisa. É preciso ter sensibilidade para reconhecer que tipo de contribuição ao grupo cada introvertido pode dar. É claro que o primeiro passo para isso, segundo ela, é se livrar do preconceito contra este tipo de pessoa. [Live Science]