terça-feira, 20 de abril de 2010

Zen

O Budismo que busco praticar fala da perfeição da imperfeição... Shikantaza.


Um amigo bem com este "espírito" me passou este texto:

Agora, eu lhe pergunto, quão longe você acha que uma flor chegaria se de manhã ela virasse sua face para o céu e dissesse:

"Eu exijo o Sol.

E agora eu preciso de chuva. Então eu a exijo.

E exijo que as abelhas venham e tomem meu pólen.

Eu exijo, portanto, que o Sol deva brilhar por certo número de horas, e que a chuva deva verter-se por certo número de horas...
e que as abelhas venham – as abelhas A, B, C, D e E, pois não aceito que nenhuma outra abelha venha.

Eu exijo que a disciplina opere, e que o solo deva seguir meu comando.

Mas eu não permito ao solo qualquer espontaneidade própria.

E não permito ao Sol nenhuma espontaneidade própria.

E não concordo em que o Sol saiba o que está fazendo.

E exijo que todas estas coisas sigam minha ideia de disciplina”


E quem, eu lhe pergunto, iria ouvir?


Pois, na espontaneidade milagrosa do Sol, há uma disciplina que lhe escapa totalmente, e um conhecimento além de qualquer um que você conheça.


E na espontaneidade da atuação das abelhas, de flor em flor, há uma disciplina além de qualquer uma que você conheça, e leis que seguem o conhecimento delas, e contentamento que está além de seu comando.


Pois a verdadeira disciplina, veja, é encontrada apenas na espontaneidade.


E a espontaneidade conhece sua própria ordem.


Nem sei de quem é... mas esta é a perfeição.


"Ser" Buda "sendo" o presente momento.


Seja o que for o momento.


Seja fazendo uma missa, seja lavando louça...
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