sábado, 28 de agosto de 2010

Amuletos melhoram a sorte...

Procurem este trabalho alemão: Lysann Damisch, Departamento de Psicologia, Universität zu Köln, Richard-Strauss-Straße 2, 50931 Köln, Alemanha




“Boa sorte”, “cruze os dedos”, “bate na madeira”, “pedra da sorte”… Os céticos e pseudo-céticos normalmente atribuem um valor nulo a este tipo de ação, chamando de “superstição” ou outros nomes pejorativos para parecerem mais inteligentes.

Mas aí aparece um Estudo Científico da Universidade de Colônia, na Alemanha, para mostrar que, no fim das contas, não, não é nulo. Pelo contrário: segundo os pesquisadores, se agarrar a amuletos (tipo trevos de quatro folhas) ou dizeres de sorte (o próprio “boa sorte!”) aumenta MESMO as chances de sucesso.

Em quatro experimentos, voluntários com a superstição aguçada tiveram melhor performance em jogos de golfe, anagramas, testes de coordenação motora e de memória. No golfe, por exemplo, os que acreditavam estar jogando com “bolas da sorte” se saíram 35% melhor.

Superstições são tipicamente vistos como criações da mente inconseqüente irracional.

No entanto, muitas pessoas dependem de pensamentos e práticas supersticiosas em suas rotinas diárias, a fim de ganhar boa sorte.

Até agora, pouco se sabe sobre as conseqüências e os benefícios potenciais de tais superstições.

A presente pesquisa abre esta lacuna, demonstrando os benefícios de desempenho de superstições e identificar seus mecanismos psicológicos subjacentes.

Especificamente, experimentos mostram que a ativação de sorte relacionadas superstições positivas através de um rito verbal comum ou ação (por exemplo, dizer: "quebrar a perna" ou mantendo os dedos um cruzado) ou até amuletos da sorte melhora o desempenho posterior em golfe destreza motora, memória, e jogos de anagrama.

Além disso, outros experimentos demonstram que esses benefícios de desempenho são produzidas por mudanças na auto-eficácia percebida.

Ativando um rito ou amuleto aumenta a confiança dos participantes em dominar tarefas futuras, o que melhora o desempenho.

Ainda um outro experimento mostra que aumentou a persistência do trabalho constitui um dos meios pelos quais a auto-eficácia, reforçado pela superstição, melhora o desempenho.


E isso feito com amuletos “leigos”. Seria bacana que testassem também com amuletos consagrados em datas propícias e seguindo rituais apropriados. Claro que, segundo os testes, “só funcionam se você acreditar”. Os testados que declararam não acreditar no sobrenatural (aliás, péssimo isso… dá a impressão que magia é algo “fora da natureza”) não conseguiam usufruir dos amuletos da sorte, tendo resultados semelhantes aos que obtiveram com bolas de golfe normais.
A explicação ortodoxa foi: “A superstição impulsiona a confiança no próprio sucesso em dada tarefa, o que melhora a dedicação e, por consequência, a performance”… Então tá.
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