sábado, 22 de junho de 2013

Profissionais da saúde de Porto Alegre protestam contra projeto do Ato Médico

Profissionais da saúde protestam contra projeto do Ato Médico em Porto Alegre

Grupo se concentrou na prefeitura e seguiu até a esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo

Profissionais da saúde protestam contra projeto do Ato Médico em Porto Alegre Adriana Franciosi/Agencia RBS
Cartazes pediam o veto da presidente da República ao projeto Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Uma manifestação reuniu, na noite desta sexta-feira, em Porto Alegre, profissionais e estudantes de diferentes áreas da saúde contrários ao Ato Médico, aprovado no Senado na terça-feira. Organizado pelo Facebook, o protesto saiu da prefeitura e foi, em caminhada, até a esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo. O trânsito nas vias foi interrompido parcialmente por poucos minutos, e o grupo se dispersou com a chegada da Brigada Militar, após as 21h30min.

Em cartazes, os manifestantes pediam "Veta Dilma", referindo-se ao texto que ficou mais de uma década em discussão e tem de ser submetido à sanção da presidente da República. O projeto reserva aos médicos a atribuição para diagnóstico e prescrição de terapias e tem como um dos alicerces o atendimento por equipes. Se a regra for aprovada sem mudanças, alguns protocolos de assistência à saúde, que atualmente contam com participação de enfermeiras, por exemplo, terão de ser alterados.

O fisioterapeuta Alexandre Di Napoli, 31 anos, era um dos ativistas que puxava os gritos de "sem violência". Ele questiona o texto, argumentando que o médico precisa reconhecer as outras áreas da saúde. Também diz que a mesma regra vale para os outros profissionais — como fisioterapeutas, nutricionistas e enfermeiros —, que tem de solicitar um médico quando a questão extrapolar sua especialidade.

Parte do grupo que se concentrou na prefeitura preferiu não fazer a passeata, que, ao longo do caminho, foi recebendo mais adeptos.

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