segunda-feira, 26 de maio de 2008

...que a relação continue a mesma!!!

Quero ir direto ao centro da questão... acredito que o problema está em sua idéia de que existe esta coisa de “...que a relação continue a mesma!” e este é um problema comum a muitas relações diferentes, que nem envolvem o Amor ou suas variáveis.

Vivemos uma idéia (muito cedo introduzida e com manutenção por toda nossa vida) de que o ideal de vida é alcançar uma estabilidade perene.

Esta estabilidade é a perfeição...

Um amor para ser verdadeiro “tem de ser para sempre”!!

Uma amizade para ser verdadeira “tem de ser para sempre”!!

Um emprego para ser bom “tem de ser para sempre”!!

Um livro para ser bom “tem de marcar para sempre”!!

Um filme para ser bom “tem de marcar para sempre”!!

...lindo se não fosse um problema:

A vida não é assim...


Amamos várias pessoas em nossas vidas, com intencidades variáveis e por tempos variáveis, temos amigos para situações diferentes, e geralmente não trabalhamos a vida toda no mesmo emprego.

Gostamos de vários filmes, livros, músicas de maneiras diferentes, e nos sentimos culpados quando nos damos conta de que as sensações e emoções mudam com o tempo.

A frustação é baseada na idéia de que “se mudou” não era sincero, autêntico e verdadeiro.

Mas querendo ou não mudar é natural.

Não foi só Budha que percebeu que a natureza (e nossas emoções são parte das coisas naturais) muda constantemente. Mas ele foi uma das primeiras a criar uma “prática” baseada nesta descoberta observacional.

Ele não ficou apenas dizendo: -- Olha como as coisas mudam...

Ele se deu conta que perceber é uma etapa para deixar de ser guiado pela mudança e passar a antecipar os resultados e por fim absorver a natureza da mudança des-significando-a.

Em fim.

Se você se recusa a viver uma paixão por medo de perder uma coisa valiosa saiba que esta coisa valiosa já esta perdida.

Pode não ser recíproco oque você sente.

Mas dize-lo pode ser mais honesto com você mesmo.
Postar um comentário