sábado, 16 de outubro de 2010

Fudō Myōō 不動明王 Acala

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Fudō Myōō不動明王
 
 
 
Fudō Myōō 不動明王, em japonês, ou Acala, Acalanatha Vidya Rāja em sânscrito "Senhor Inabalável" (da Sabedoria), também conhecido como Ācalanātha, Āryācalanātha, Ācala-vidyā-rāja e Candamahārosana é uma deidade do budismo. No budismo vajrayana, Acala é o mais conhecido dos Cinco Reis da Sabedoria do Reino do Ventre. Acala é também o nome do oitavo dos dez passos ou degraus do caminho do bodhisattva.[1]


Acala é o destruidor da ilusão e o protetor do budismo. Sua imobilidade refere-se à habilidade de não ser movido pelas ilusões fenomênicas. Apesar de sua temível aparência, seu papel é o de ajudar todos os seres, mostrando-lhes os ensinamentos do Buda, levando-os a aprender o autocontrole.
Ele é visto como uma deidade protetora, e que ajuda a atingir metas. Os templos que lhes são dedicados fazem rituais de fogo periódicos em sua homenagem.


Fudō Myōō 不動明王 é conhecido também como a deidade protetora das artes marciais, em especial do Aikidō, representando o espírito calmo, livre da agressividade.


O Buda Akshobhya, cujo nome também significa "O Inabalável", às vezes é confundido com Acala. Entretanto, Acala não é um Buda, e sim um dos cinco Reis da Sabedoria do reino do Ventre em Vajrayana, conforme a tradição indo-tibetana, bem como na seita budista japonesa Shingon. Como Fudō Myōō 不動明王, Acala é considerado um dos treze Budas do Japão.

 

 

[editar] Iconografia

Acala, ou Fudō Myōō 不動明王, é tipicamente representado com uma espada para subjugar demônios em sua mão direita e uma corda para apanhá-los e prendê-los na esquerda. Ele tem um assustador rosto azul e é cercado de chamas, representando a purificação da mente. Freqüentemente é representado sentado ou de pé sobre uma rocha para demonstrar sua imobilidade. Normalmente seu cabelo tem sete nós e é penteado para o lado esquerdo, um estilo de penteado freqüente na iconografia budista. Também com freqüência ele é representado com duas presas protuberantes. Uma aponta para baixo, demonstrando sua compaixão pelo mundo, e uma aponta para cima, demonstrando sua paixão pela verdade.

[editar] Notas

  1. Keown, Damien. Oxford Dictionary of Buddhism. Nova Iorque, Oxford University Press, 2003, p.4.

[editar] Bibliografia

  • Keown, Damien. Oxford Dictionary of Buddhism. Nova Iorque, Oxford University Press, 2003.
  • Nhât Hanh, Thích. Opening the heart of the cosmos.Insights on the Lotus Sūtra. Berkeley, Parallax Press, 2003.
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