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Meditar e cozinhar...
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Meditar e cozinhar, uma boa dupla Os preceitos da culinária Shôjin, adotada nos mosteiros zen budistas, podem transformar a maneira como você prepara a sua refeição. Publicado em 01/07/2013 POR Ana Holanda/ Fotos: Alex Silva Cortar os legumes e apenas cortá-los. Lavar as louças e apenas limpá-las. Tudo em silêncio e sem a algazarra estrondosa do bater panelas, derrubar ou quebrar copos, esquecer o fogo alto aceso. Mais do que fritar, assar,cozinhar, grelhar, estar na cozinha, preparar a refeição, limpar a bagunça, pode ser um tremendo treinamento para acalmar a mente e trazer a almejada paz de espírito. A ideia, em um primeiro momento, soa bem estranha. Meditação tem a ver com um lugar calmo, uma almofada, um incenso e você sentado na tradicional posição de lótus. Pois bem, cozinhar e, na sequencia, saborear o alimento pode provocar efeitos semelhantes aos experimentados na tradicional meditação. Mesmo ...
O Pico da Montanha é onde estão os meus pés.: Quem é este que quer permanecer?
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Quem é este que quer permanecer? O Pico da Montanha é onde estão os meus pés Quem é este que quer permanecer? Aluno – Se a pessoa faleceu, a mente acaba também? Gostaria de saber se há uma continuidade... Monge Genshô – Por que você realmente quer saber isso? Aluno – Por mais grandiosa que é a vida, às vezes parece pouco. Parece que nós queremos, de certa forma, permanecer na vida. Monge Genshô – Quem quer permanecer nessa vida? Aluno – Eu gostaria de permanecer... Monge Genshô – Cada EU individual quer se manter, permanecer. É por isso que fazemos estas perguntas, como: “A consciência sobrevive à morte”? Mas o EU não tem como sobreviver à morte. Você tem como relembrar da sua vida passada? Portanto o EU daquela vida passada não sobreviveu, uma vez que este EU é basicamente constituído de suas memórias. Então meu EU, nenhum EU, sobrevive à morte. Mas sabemos que a vida continua, que o universo continua. Inevitavelmente, pela lógica, nós continuamos. Nosso carma, essa onda cármica, con...
Arte e psicanálise, a cultura molestada por Freud
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Arte e psicanálise, a cultura molestada por Freud | WTF #35 por Eduardo Pinheiro A psicanálise , um peculiar método terapêutico que foi coqueluche no século XX, e se embasa na interpretação da fala mais ou menos espontânea do paciente segundo modelo teórico específico, continua relativamente forte em certos nichos: aqui, França e Buenos Aires são exemplos. Porém, é bastante claro — na formação dos departamentos universitários, e para onde vai o dinheiro de pesquisa, num nível mundial –, que ela cada vez mais cede espaço para tentativas de finalmente transformar a psicologia numa ciência hard, matematicamente modelada e dotada de verificações experimentais universais e repetíveis. Em meio a esse cenário, a psicanálise perde seu lugar nas universidades e acaba espremida em institutos privados e autocredenciados, onde gente com uma ideia de chique (talvez meio datada) muitas vezes a busca estudar com élan de atividade extracurricular da vida, como quem faz cerâmica ou ...
O Pico da Montanha é onde estão os meus pés.: Corpo e mente estão ligados
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Corpo e mente estão ligados O Pico da Montanha é onde estão os meus pés Aluno – Monge, tenho um questionamento que venho pensando há algum tempo sobre a diferença entre o corpo e a mente. Eles andam juntos, mas o corpo e a mente são a mesma coisa ou estão separados? Isso é muito confuso para mim… Monge Genshô – Nós separamos as coisas com palavras na tentativa de entendê-las. Nosso corpo e nossa mente estão intrinsecamente ligados. Se você ficar com febre, irá se sentir mal, bastante impaciente e vai querer sair daqui, ir para casa deitar e dormir. Sua mente será diretamente atingida pela doença do seu corpo. Por outro lado, se você tiver uma mente com raiva e sentir ódio de alguém, seu coração vai bater mais rápido, você vai ter adrenalina circulando, etc. Se você sentar em zazen e começar a pensar em uma situação de briga, sentirá as consequências. Seu corpo estará parado, mas sua mente agitada. Seu corpo, portanto, está ligado à sua mente, eles não podem ser c...
Bossa Zen: Preso a padrões
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Preso a padrões Bossa Zen As religiões tradicionais ainda levarão algum tempo para admitirem que pessoas do mesmo sexo se casem em suas instituições. Mas isso não deve ser um empecilho para a união de iguais. Qualquer um pode fazer cerimonia de casamento ou de batizado, mas o que se vê é que as pessoas ficam presas a dependência de uma religião ou outra aceita-los para que sejam felizes nos seus relacionamentos. Se for por falta de bênção, até eu posso fazer a cerimonia. Não existe casamento gay ou casamento budista ou qualquer outro casamento em qualquer religião. O que existe é a união de duas pessoas que querem construir algo juntas. O casamento é um padrão institucional no qual não precisamos nos amarrar. Podemos ser felizes sem seguir padrões. Casemos no papel, ok. Uma bênção por quem nos respeita e isso já seria o suficiente. Insistir em mais pode trazer sofrimento pois as instituições religiosas também tem seus padrões e tem o direito de preserva-los ou muda-los q...
O Pico da Montanha é onde estão os meus pés.: O teto do inferno é transitório
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O teto do inferno é transitório O Pico da Montanha é onde estão os meus pés. Frequentemente recebo cartas de pessoas passando por grande sofrimento. Esse sofrimento é normalmente gerado pelos acontecimentos da vida. Hoje foi uma senhora, cuja mãe está hospitalizada e será submetida a uma cirurgia de grande porte, estando em uma situação grave. Ontem era uma esposa, cujo casamento tinha acabado repentinamente e sentia-se sofrendo grande dor. Na carta dela, dor era um sentimento tão forte que escrevia, por ser da Espanha, DOLORRR, em letras maiúsculas e muitos érres. Grande sofrimento! Essas pessoas, neste momento, procuram o Dharma. Todos sabem o que é a dor da perda e todos se entendem nisso. Apenas os muito jovens, que ainda não viveram uma grande perda ou desilusão amorosa, não sabem deste sentimento. Mas os que viveram um pouco mais, têm a experiência da perda, da morte, da doença ou do rompimento dos relacionamentos. Há um dito budista sobre o “teto do inferno” um grande amigo mong...