“No centro do seu ser, você tem a resposta; você sabe quem é e o que quer.” – Lao Tzu
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Papo de Homem | A necessidade de pertencer: ficamos melhores quando percebemos a experiência humana compartilhada
Abraham Maslow, psicólogo americano famoso em meados do século XX, liderou o movimento da psicologia humanista. Ele argumentou que as necessidades de crescimento e felicidade individual não podem ser supridas sem primeiro satisfazermos a necessidade mais básica da conexão humana.
Sem laços de amor e carinho com os outros, argumentou, não conseguimos alcançar o nosso pleno potencial como seres humanos. Da mesma forma, o psicanalista Heinz Kohut que desenvolveu um modelo chamado de “psicologia do self” no início da década de 1970, propôs que o “ato de pertencer” é uma das principais necessidades do self.
Ele definiu o ato de pertencer como a sensação de ser um “humano entre seres humanos”, o que nos faz sentir uma conexão com outras pessoas. Ele constatou que uma das principais causas dos problemas de saúde mental foi a falta de pertencimento ou a percepção de que estamos afastados de nossos semelhantes.
A solidão decorre do sentimento de que não pertencemos ou não estamos na presença de iguais. Se você estiver numa festa imensa, se não conseguir se encaixar, é muito provável que ainda se sinta sozinho. A solidão vem desse sentimento de desconexão dos outros, mesmo que estejam apenas algumas polegadas de distância. A ansiedade de falar em público, a fobia número um da nossa cultura, também é causada por medo de rejeição e isolamento. Por que dizem que quando precisamos falar em público devemos imaginar as pessoas usando roupa de baixo? Porque isso nos lembra que o público é vulnerável e imperfeito também, e essa imagem aumenta o nosso senso de humanidade compartilhada.
Mesmo o medo da própria morte deriva, em grande parte, da apreensão sobre a perda de companheirismo, da proximidade e das relações com os outros. E sentimentos de isolamento podem realmente colaborar para o surgimento dos temores. As pesquisas indicam que o isolamento social aumenta o risco de doenças coronárias em duas ou três vezes. Em contraste, a participação em um grupo de apoio diminui a ansiedade e a depressão vividas por vítimas de câncer, aumentando suas chances de sobrevivência em longo prazo. Uma das principais razões da eficácia dos grupos de apoio é que seus membros se sentem menos isolados no seu calvário. A necessidade de pertencer, portanto, é fundamental para a saúde física e emocional.
Os sentimentos de conexão, assim como os sentimentos de bondade, ativam o sistema de conexão do cérebro. A parte “amizade” do instinto de “cuidar e ser amigo” tem a ver com a tendência humana de ser afiliado, de unir-se em grupos a fim de sentir-se seguro. Por essa razão, as pessoas que se sentem ligadas a outras não ficam tão assustadas pelas circunstâncias difíceis da vida e são mais flexíveis.
Sem dúvida é maravilhoso quando conseguimos que a nossa necessidade de pertencer seja atendida pelos nossos entes queridos, como amigos ou família. Mas se você é alguém que tem dificuldade em manter boas relações, esse tipo de apoio social pode estar faltando em sua vida.
E até na melhor das circunstâncias, nem sempre as outras pessoas são
capazes de nos fazer sentir que pertencemos e somos aceitos. Nos salões
cavernosos de nossas próprias mentes, podemos nos sentir isolados a
qualquer momento, mesmo que as coisas não sejam realmente assim.
Nosso medo e autojulgamento são como viseiras, que muitas vezes nos impedem de ver as mãos estendidas para nos ajudar. Também podemos ter vergonha de admitir para aqueles que amamos o nosso sentimento de inadequação, por medo de que não nos amem mais se souberem como realmente somos. Assim, esconder de outras pessoas o nosso verdadeiro eu aumenta a nossa solidão.
E é por isso que é tão importante transformar a nossa relação conosco, reconhecendo nossa interconexão inerente. Se pudermos nos lembrar a cada queda que o fracasso faz parte da experiência humana compartilhada, então esse momento se tornará um episódio de união, e não de isolamento.
Quando as nossas experiências dolorosas e problemáticas são enquadradas pelo reconhecimento de que muitos outros têm sofrido dificuldades semelhantes, o golpe é suavizado. A dor ainda está lá, mas não se agrava pelo sentimento de separação. Infelizmente, porém, a nossa cultura nos leva a perceber como somos diferentes dos outros, e não como somos parecidos.
Downshifting é um estilo de vida que envolve simplificar a vida, reduzir o estresse e focar em coisas mais importantes, como tempo com a família e hobbies. Em vez de buscar mais bens materiais, os downshifters priorizam a qualidade de vida e a satisfação pessoal. Downshifting - do inglês - significa "reduzir a marcha" com o objetivo literal de desacelerar. Esse conceito migrou para o campo sociológico e suas premissas já aparecem nas críticas ao mundo do trabalho em Lafargue (1983), Russel (2001) e De Masi (2003). Mas o que isso quer dizer? Muitas vezes, envolve mudar para um emprego menos estressante ou com menos horas, mesmo que isso signifique ganhar menos dinheiro. Organizar seu consumo para comprar apenas o essencial, optar por produtos usados ou reciclados, e evitar compras impulsivas, ou focar na qualidade real e não no rótulo ou na etiqueta. Outras escolhas recorrentes nessa "filosofia" esta em reduzir compromissos sociais desnecessários, passar mais tempo e...
Por Suyane Elias Comar Funções mentais como sensação, percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem, motivação, aprendizagem e etc, são caracterizadas na psicologia como “Processos Psicológicos Básicos”. Essas funções derivam tanto das interações de processos inatos quanto de processos adquiridos, junto a relações do individuo de experiência e vivência com o meio. Apesar das distinções desses processos é por meio de sua relação e influência que se pode compreender a dinâmica da mente, pois eles interagem e até dependem de outros processos. Algumas das funções mais estudadas nos processos psicológicos básicos são: Memória: Capacidade que permite a codificação, o armazenamento e recuperação de dados. De forma resumida a memória pode ser dividida em três processos: Codificação: Envolve o processo de entrada e registro inicial da informação e a capacidade de mantê-la ativa para o processo de armazenamento. Armazenamento: Envolve a manutenção da informação codificada pelo temp...
Pense que você tem um robô muito inteligente… Ele é capaz de fazer muitas atividades úteis com precisão. Pode andar, limpar móveis e fazer várias outras coisas que você deseja, como lavar a louça, trocar pneu, ir ao mercado e carregar as compras. Mas aos poucos você nota que o seu robô tem um problema! Ele é bastante habilidoso, mas não tem “restauração”. Ele realiza todas as tarefas sem ter noção do que ele precisa fazer para manter-se ÍNTEGRO! Por exemplo: Ele não percebe que, ao fazer comida, partes suas envolvidas em cozinhar se queimam… porque ele tem partes muito resistentes e duradouras… mas não indestrutíveis, em poucos meses ele demonstra precisar de reparos. Ele não sabe que quando carrega compras, seu esforço danifica seus braços hidráulicos e desgasta suas juntas. Ele não percebe quando os produtos de limpeza degradam suas articulações pois os alcoóis corroem as partes plásticas. Em pouquíssimo tempo seu assistente precisa urgentemente… de assistência e reparo. E ...
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