CONVERSAS ANÔNIMAS: Alguém que desiste facilmente dos empregos ou da faculdade... O que pode ser isso?



Caro Autor Anônimo: Acredito que o ponto não seja a questão de "desistir" ou “persistir mais”, mas entender o que realmente faz sentido para você e, talvez, trabalhar a tolerância à frustração.

Entenda... todo ser humano é uma pessoa que viveu em uma soma de ambientes sociais e emocionais e que aprendeu a "reagir" a estes ambientes!!! A Psicoterapia pode te ajudar a explorar a memória destes ambientes e entender essas raízes que construíram as estratégias que tu usa hoje para lidar com a sua vida desde então!!! Percebe? A ansiedade, a falta de motivação ou o vazio existencial são formas de reagir a algum ambiente emocional que existiu na sua vida!

Não te conheço nem sei a sua historia... mas GENÉRICAMENTE pessoas que tendem a desistir rápido das coisas podem ter construído uma estratégia de "baixo investimento" por terem vivido em ambientes inseguros, incertos, e em lugares assim pode ter sido "adaptativo" não gastar energia em coisas que não trouxeram "retorno" a forças investidas...

Isso se conecta à ideia de impulsividade e de busca por recompensas rápidas, que em certos contextos psicológicos aumentava a "sobrevivência"... ou seja... crianças que não recebiam nenhum retorno de seus investimentos emocionais acabam se tornando adultos que evitam gastar temo e atenção a coisas que elas acreditam que não vão adiantar investir...

A questão é que essas pessoas não são mais crianças... elas podem MUDAR as receitas de enfrentamento de suas vidas aprendendo novas ferramentas emocionais e psicológicas... Se no passado tudo era inseguro... e justificava a falta de esforço, hoje, porém, esse padrão pode gerar instabilidade em carreiras e relacionamentos!

Às vezes, desistir pode ser um reflexo de ansiedade, falta de sentido ou busca por gratificação imediata, mas isso não define quem você é.

Uma maneira diferente de enfrentar esse padrão é aprender a valorizar "o processo"!


Em vez de se concentrar apenas no resultado final, estabeleça metas pequenas e observe cada pequena conquista ao longo do caminho.

Quando surgir a vontade de abandonar, pare para refletir sobre o que realmente está te incomodando — o ambiente, a tarefa ou a expectativa — e busque ajustar o que for possível, em vez de sair por completo.

Esse tipo de enfrentamento ajuda a desenvolver resiliência, fortalece a tolerância à frustração e abre espaço para que você encontre sentido nas experiências, mesmo quando não são perfeitas.

Mas se possível PROCURE AJUDA REAL de um terapeuta.

Fique bem!



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