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A janela dos outros

De Martha Medeiros. Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina.Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma v...

Rohatsu Sesshin - dezembro de 2008.

Prezados Membros e Simpatizantes das Sangas, Segue a previsão da programação para o nosso Rohatsu Sesshin. Mais uma vez, pretendemos realizar este sesshin de forma íntima, na casa da Ieda Seishin - Av. Maryland 1015 - Ap 401 - Bairro Auxiliadora, para facilitar o acesso aos membros que trabalhem. Podem entrar e sair de acordo com as suas necessidades - vejam os espaços de kinhin ou intervalos para evitar perturbar o zazen. Pedimos que avisam com antecedência, por causa da chave do prédio, uma vez que o apartamento dela fica no 4o andar e alguém terá que descer abrir o portão (e subir novamente) cada vez que alguém chegue... Vamos procurar minimizar esta ginástica... O número de meu telefone é: 9331-7476. No sábado e domingo do retiro, teremos refeições "formaisl", apesar de ainda meio improvisadas (ainda não temos os nossos oryokis-conjuntos de tigelas), a ser preparadas pelos nossos novos tenzos-em-treinamento, Miguel e Adriana. Assim, pedimos a confirmação antecipada (até 2...

Sobre a liturgia da escola Soto Zen

Novembro 13, 2008 — Monja Isshin Os principais gêneros de literatura Budista usados na liturgia da escola Soto Zen no Japão são: sutras (kyo) , dharanis ( darani ), tratados ( ron ), eko ( eko mon ) e versos ( ge, mon ). As escrituras em questão são numerosas, variadas em sua forma literária e extremamente ricas e diversificadas em seu conteúdo filosófico, ético e espiritual. Quando recitadas no contexto das práticas e rituais Zen formais, entretanto, elas possuem um número limitado de funções que podem ser claramente distinguidas. Os Sutras são textos reverenciados como sermões de Buda Xaquiamuni, o Buda histórico, que viveu na Índia. Os Sutras utilizados na tradição Zen são principalmente escrituras Mahayana, tais como o Sutra do Coração da Grande Sabedoria Completa e o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa. Eles estão escritos e são recitados em chinês clássico, apesar de utilizarem uma transliteração japonesa, o que significa que são incompreensíveis para o leitor comum. A ...

Quem sabe????"A luz que Deus é brilha no escuro. Deus é que é a verdadeira luz. Para ver isto a pessoa deve estar cega e deve tirar para fora de Deus

Meditação: uma experiência direta e transcendente de Deus...

...Toda religião do mundo tem um ramo de devotos que busca uma experiência direta e transcendente de Deus (ou da transcendência), afastando-se dos estudos escriturais ou fundamentalistas para ter uma experiência pessoal do divino. O interessante a respeito desses místicos é que, quando eles descrevem suas experiências, todos acabam descrevendo exatamente a mesma coisa. Em geral, sua “união” com Deus, ou a manifestação da transendência, acontece em um estado de meditação, e é possibilitada graças a uma fonte de energia que inunda o corpo inteiro com uma luz eufórica, elétrica. Os budistas (e outros mistico) japoneses chamam essa energia de ki; os budistas (e outros mistico) chineses chamam: chi; os budistas (e outros mistico) balineses chamam-na de taksu; os cristãos chamam-na de Espírito Santo; os habitantes originais do deserto do Kalahari (deserto localizado no Sul da África) chamam-na de “n/um” (assim mesmo, de difícil dicção), seus homens santos a descrevem como um poder semelhant...

Ciência da felicidade...

Esta é uma entrevista dada a Revista Pisque Ciência e Saúde Especial Nº8, pela Professora Doutora Norte americana Sonja Lyubomirsky. Ela é professora de psicologia da Universidade da Califórnia. Graduada pela Universidade de Harvard e doutora pela Universidade de Stanford, Lyubomirsky recebeu muitos prêmios por suas pesquisas, como o 2002 Templeton Positive Psychology e um prêmio do National Institute of Mental Health. PSIQUE: Tenho escutado muitas pessoas (até mesmo psicoterapeutas) dizerem que felicidade não existe. O que você diria a essas pessoas? Lyubomirsky: Que opinião mais estranha! Cientistas têm questiona­do pessoas no mundo todo: cente­nas de milhares de pessoas: acerca de sua felicidade e há muito mais pessoas que dizem ser felizes do que aquelas que dizem o contrário. Para mim, isso significa que feli­cidade, de fato, existe. Certamente que pessoas de diferentes culturas vêem a felicidade de maneira diferente, mas se uma pessoa se considera feliz, eu tenho que a...

Humildade.

Em outra ocasião, o monge saiu cedo de sua casinha e caminhou quilómetros até chegar a uma pousada. A dona do lugar era uma pessoa simples e ofereceu a ele peixe assado e um pouco de arroz. Ryokan comia satisfeito quando entrou na pousada um outro monge e disse que queria comprar uma boa refeição. A senhora trouxe a ele peixe assado e arroz. O monge ficou furioso e grunhiu: "--A senhora pensa que sou um monge caipira como esse aí? Traga-me comida melhor". A dona da pousada ficou triste com a ofensa. Ryokan, entretanto, continuou comendo com alegria. No final da tarde, depois de longa caminhada, o jovem monge pediu pernoite na casa de um grande plantador de arroz. Era uma grande mansão, e o dono o recebeu dizendo: "--Hoje é dia de fazermos uma prece em memória aos nossos ancestrais. Se o se­nhor não se importa, compartilhará o aposento com o monge que chamamos para as orações". Simplicidade. Sendo tarde e sendo essa a melhor casa das redondezas, o jovem monge aceito...