segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Meditação pode COMPROVADAMENTE 'desligar' estresse no cérebro e meditadores PERCEBEM melhor a realidade


Pesquisas recentes indicam que é possível modificar a estrutura cerebral de forma a reduzir os impactos do estresse a partir de técnicas de meditação.
Programa da BBC de Londres repetiu pesquisa que gerou o curso sobre o estado de "atenção plena", alcançado por meio da meditação.

Estado de preocupação: Quando o cérebro está preocupado, vê-se pontos vermelhos espalhados

O voluntário Todd German afirmou que gostaria de tentar a meditação porque enfrenta dificuldades de sono.

Segundo pesquisas da Universidade de Londres, King's College, pessoas que meditam seriam capazes de "desligar" as preocupações ou pensamentos negativos.

Após uma semana de testes, German afirmou não ter se convencido totalmente, mas admite que a técnica permite se desligar um pouco, limpar a cabeça e também sentir a calma se transferir para o corpo.

Procurada pela BBC, a pesquisadora Elena Antanova, especialista em estudos sobre o cérebro da universidade londrina King's College, afirmou ser possível mudar a configuração do órgão voluntariamente por meio da meditação, afastando os efeitos danosos do estresse.

Fonte.

Encontrado aqui primeiro: Esteja Aqui e Agora...




Ja em 2010 Elena Antanova foi premiada por pesquisas com meditadores Zen*.


Em 2010 Antonova ganhou um prêmio por uma pesquisa que comprovou que meditadores experiêntes conseguiam maior espectro de absorção das informações sobre a realidade a sua volta que as pessoas normais. O Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia e a Fundação John Templeton (www.templeton.org) dão um prêmio em dinheiro para financiar a investigação na interseção da neurociência e da Psicologia Positiva em trabalhos que irão ajudar a entender como o cérebro permite o florescimento humano.

Eles exploram uma variedade de tópicos, desde as bases biológicas do altruísmo, por exemplo, como para investigar efeitos de intervenções positivas no cérebro e o desenvolvimento humano.


A pesquisa de Antonova tentou demonstrar mapeando o cerebro de voluntários se a meditação realmente podia fazer seus praticantes terem uma visão mais clara da realidade.

Em geral nós não seríamos capazes de perceber qualquer coisa, se nós observamos tudo, se nossos sentidos nos obrigassem a dara atenção a todos os detalhes e a todas as informações disponíveis a eles.

Por isso nosso cérebro nos ajudar a "habituação" aos repetidos sinais sensoriais, "filtrando" a maioria das informações do radar de atenção.

  A pesquisa premiada de Antonova mostrou que meditadores experientes ensinam seu cérebro a não se habituar a estímulos como a maioria de nós, mas SEM PERDER-SE no mar de informações como ocorre com as pessoas com esquizofrenia (que também tem maior contato com as informações sensoriais). A pesquisa só não conseguiu avaliar qual é a proteção que a meditação gera em seus praticantes... mas pode observar sua presença.






* O Nobre Caminho Óctuplo, indicado por Budha com um dos caminhos certos para a realização do Nirvana descreve dois caminhos de sabedoria, ou de análise introspectiva (Sabedoria ~ Prajñā • Paññā):

  • Visão ou Entendimento correcto (samyag-dṛṣṭi • sammā-diṭṭhi): "(...)E o que é o entendimento correto? Compreensão do sofrimento, compreensão da origem do sofrimento, compreensão da cessação do sofrimento, compreensão do caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento. A isto se chama entendimento correto.(...)"
  • Intenção ou Pensamento correcto (samyak-saṃkalpa • sammā-saṅkappa): "(...)E o que é pensamento correto? O pensamento de renúncia, o pensamento de não má vontade, o pensamento de não crueldade. A isto se chama pensamento correto.(...)"

Três de análise e "Conduta Ética" (Śīla • Sīla):

  • Palavra ou Linguagem correcta (samyag-vāc • sammā-vācā): "(...)E o que é a linguagem correta? Abster-se da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem grosseira e da linguagem frívola. A isto se chama linguagem correta.(...)"
  • Atividade ou Ação correcta (samyak-karmānta • sammā-kammanta): "(...)E o que é ação correta? Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria. A isto se chama de ação correta.(...)"
  • Modo de vida correto (samyag-ājīva • sammā-ājīva): "(..)E o que é modo de vida correto? Aqui um nobre discípulo, tendo abandonado o modo de vida incorreto, obtém o seu sustento através do modo de vida correto. A isto se chama modo de vida correto.(...)"

E três dedicados a explicar e praticar a Meditação (Samādhi) que (somada as práticas anteriores) leva a realização plena:

  • Esforço correto (samyag-vyāyāma • sammā-vāyāma) : "(...)E o que é esforço correto? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (ii) Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iii) Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iv) Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. A isto se denomina esforço correto.(...)"
  • Atenção correcta (samyak-smṛti • sammā-sati): "(...)E o que é atenção plena correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu permanece focado no corpo como um corpo - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (ii) Ele permanece focado nas sensações como sensações – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iii) Ele permanece focado na mente como mente - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iv) Ele permanece focado nos objetos mentais como objetos mentais - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. A isto se denomina atenção plena correta.(...)"
  • Concentração correcta (samyak-samādhi • sammā-samādhi): "(...)E o que é concentração correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades não hábeis, entra e permanece no primeiro jhana, que é caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos do afastamento. (ii) Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que é caracterizado pela segurança interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos da concentração. (iii) Abandonando o êxtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que é caracterizado pela felicidade sem o êxtase, acompanhada pela atenção plena, plena consciência e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: ‘Ele permanece numa estada feliz, equânime e plenamente atento.’ (iv) Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a atenção plena e a equanimidade purificadas. A isto se denomina concentração correta.."

O trabalho de Antonova aponta que as práticas descritas por Budha REALMENTE geram as mudanças que ele descrevia. A um nível NEUROLÓGICO de mudança.
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