quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aids




De acordo com o Boletim Epidemiológico DST Aids, divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul registra uma taxa de incidência de 38 casos por 100 mil habitantes.

 Entre as dez cidades com maiores índices no país, cinco são gaúchas: 

Porto Alegre (99,8), 

Alvorada (81,8), 

Uruguaiana (67,0),

 Sapucaia do Sul (66,4) 

e Canoas (57,4).

Complicações geradas pela contaminação do vírus HIV matam 6,3 a cada 100 mil pessoas no Brasil e cerca de nove pessoas por dia em São Paulo - tornando-se a causa do maior número de mortes por doenças no Estado -, de acordo com informações do Ministério da Saúde e da coordenadora do Programa Estadual de DST/aids, Maria Clara Giannada. Os números ainda são altos, mas estão em queda: em 12 anos, a taxa de incidência da doença caiu 17%. Nesta quinta-feira (1) é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids, uma iniciativa da Organização Mundial de. Saúde (OMS), instituído em 1988 para mobilizar as pessoas no mundo todo na luta contra o HIV.
No sudeste, o número de casos - em relação a 100 mil pessoas - caiu de 19,2 em 2009 para 17,6 em 2010. No nordeste, a queda foi de 4,2, registrado em 2009, para 4 em 2010. Na região norte, foram notificados 21,9 casos em 2009, contra 20,6 no ano seguinte. No centro-oeste, o número de pacientes passou de 9,6 para 7,9. A região sul, onde a incidência da doença é a mais alta do País, houve redução de 29,8 para 28,8 no número de casos, no período de um ano.
"O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos", informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O País tem hoje ainda 630 mil portadores do vírus HIV, segundo o Ministério. O diagnóstico prévio e tratamentos descobertos são a chave para a diminuição dos casos de óbitos em massa quando a doença começou a atingir as primeiras pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, a doença matou 11.965 pessoas em 2010 no País e 241.500 desde 1980.
Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade - quando a transmissão ocorre da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno -, por exemplo, a taxa caiu 41%, entre 1998 e 2010. "A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal", informou Jarbas Barbosa, secretário da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Jovens homossexuais

Na contramão da redução da mortalidade e dos casos de aids no Brasil, está o aumento da incidência da doença entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos. Ao longo de 21 anos, o número de pacientes com este perfil praticamente dobrou, segundo o Ministério da Saúde. Em 1990, 25,2% dos homens nesta faixa etária estavam infectados; em 2010, a taxa passou para 46,4%. De acordo estimativas do Ministério da Saúde, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é cerca de 13 vezes maior em comparação com os jovens em geral.
"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha", informou o ministro Alexandre Padilha.
Com informações da Agência Brasil e EFE.
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