Downshifting é um estilo de vida que envolve simplificar a vida, reduzir o estresse e focar em coisas mais importantes, como tempo com a família e hobbies. Em vez de buscar mais bens materiais, os downshifters priorizam a qualidade de vida e a satisfação pessoal. Downshifting - do inglês - significa "reduzir a marcha" com o objetivo literal de desacelerar. Esse conceito migrou para o campo sociológico e suas premissas já aparecem nas críticas ao mundo do trabalho em Lafargue (1983), Russel (2001) e De Masi (2003). Mas o que isso quer dizer? Muitas vezes, envolve mudar para um emprego menos estressante ou com menos horas, mesmo que isso signifique ganhar menos dinheiro. Organizar seu consumo para comprar apenas o essencial, optar por produtos usados ou reciclados, e evitar compras impulsivas, ou focar na qualidade real e não no rótulo ou na etiqueta. Outras escolhas recorrentes nessa "filosofia" esta em reduzir compromissos sociais desnecessários, passar mais tempo e...
Comentários
http://www.youtube.com/watch?v=hMiOwgeHdVc
Veja e diga o que achou:
"Em geral" buscamos mudar o que nos é causa de desconforto. Afinal não mudamos o que acreditamos ser adequado, não é?
Por nossa ignorância pensamos que o "desconforto" que nos afeta é o que esta errado no mundo.
Baseado nesta informação que nasce deturpada (a saber: o mal (externo) do mundo (lá fora) é a causa de meu sofrimento) buscamos mudar o mundo... corrigindo-o.
Salvando-o de si.
Quanto mais nos dedicamos a mudar o mundo externo, mais nós edificamos a certeza de que ele (mundo) é que é "causa" de nosso sofrimento e mais fantasiamos que nós somos seus salvadores...
Discordo que isto seja uma coisa de "hoje em dia".
Buda falava disto, Nietzsche falou disto a exaustão. Freud percebeu isto. Sempre foi assim. Assim como o bebe constrói sua relação de ódio/afeto com o seio o homem repete a formula com o mundo...
Ainda mais: o idealismo é uma metáfora narcísica na sua expressão como forma de "corrigir" e recondicionar o mundo para "meu" conforto. Mesmo quando o "meu conforto" se manifeste com um aparente desprendimento e altruísmo.
Esta busca heroica é sempre uma edificação narcísica.
No "O mal-estar na civilização" Freud apresenta o fato da cultura produzir este sofrimento e "mal-estar" pois ela se sustenta na dicotomia entre os impulsos pulsionais e a negação destes em prol de uma vida em sociedade.
Portanto, para o bem da civilização(sociedade), o indivíduo é (auto)oprimido em suas pulsões e vive em desconforto.
Freud diz (no "O futuro de uma ilusão")"Parece mais provável que cada cultura deve ser construída em cima de (...) coerção e renúncia ao instinto."
O revolucionário é um Narcisista quando sua busca/fantasia: "ele sabe com o mundo deveria ser."
Budha é mais radical.
Afirma que as ilusões se aplicam em toda a construção de mundo. O homem é COAUTOR de suas mazelas tanto quanto de sua prisão. Pior, ele só sai da prisão quando ele PERCEBE que "ele" constrói as grade e paredes que o cercam.
Portanto: NÃO PODEMOS SALVAR OS OUTROS.
Pior, se não aprendermos a PERCEBER nossas edificações neurótica se manifestando na prática de nossas vidas ordinárias somos incapazes de mudar a nós mesmos.
O paradoxo da ""Dialética do Mal"" dos "intelectuais de esquerda" é que ela se aplica a TODOS OS PENSADORES, seja de que posição o forem, pois TODOS agimos em busca de "restaurar" o conforto perdido as custas das nossas relações com o mundo.
Diferente do Olavo de Carvalho Budha nos faz crer que, na realidade, as fronteiras TAMBÉM são construções intelectuais.
Conceituações e definições são edificações CRIADAS e sustentadas a partir de cada um.
É somente na auto observação e percepção que podemos supera-las. Vendo-as como realmente são...
Somente vendo-nos como realmente somos é que podemos mudar-nos e corrigir-nos.
E mudar o mundo começa UNICAMENTE na mudança pessoal.
Na minha opinião, é claro.