domingo, 10 de abril de 2011

Carta da Simone para Rosane Oliveira da ZH


Senhora Rosane, saudações.

Gostaria de agradecer pela sua atenção para com uma parte da população que esta simplesmente esquescida pela mídia do Rio Grande do Sul, os ex-servidores da Fugast "devolvidos/demitidos" ja fazem mais de 40 dias.

É estranho que simplesmente exista uma aceitação em não falar sobre esta bizarra situação em que nos encontramos. É incrível que não encontre espaço nos jornais ou nas rádios falando de um grupo que pessoas que não tem direito de receber suas recisões, não tem direito de seguro desenprego, não tem direito sequer de ter um passado, pois, depois de 16, 18, 20 anos de prestação de serviço ao público do SUS EXCLUSIVAMENTE, não somos considerados servidores pelas pessoas que, hoje estão na posição de decidir sobre isto.

São tantas as coisas que nos passa pela cabeça. São informações que nunca tivemos que hoje nos chega como uma novela de suspense. São secretários de saúde que surgem como fundadores de uma fundação com dinheiro público (que caso fosse encerrada "devolveria" todos os bens ao estado) para contratar pessoas para servir ao público e pactos secretos para sustentar tais segredos...

Nada disto muda os fatos: 500 pessoas durantes 25 anos responderam a chamadas para emprego por uma empresa para trabalhar em hospitais e servíços do estado. Trabalharam com afinco. E quando foram demitidas não receberam NEM O FUNDO DE GARANTIA

Desde ocomunicado das nossas demissões, meu marido que possui um blog chamado de ARANDO A MENTE FÉRTIL vem publicando informações sobre a situação dos servidores da Fugast. Toda a informação pubilcada que ele pudesse achar.

É quase nada.

500 pessoas, de uma hora para outra, deixaram de ser úteis e importantes?

Como o blog dele passou a ser uma ponte para informações muita gente passou a usa-lo como referência. E até corresponder-nos dividindo suas frustrações e ansiedades.

Diferente de mim que sou casada e divido a responsabilidade do sustento de minha família com meu marido, muitos ex-servidores eram a principal, senão a única fonte de renda de suas famílias. Nós estamos passando muitas dificuldades, mas estamos enfrentando com firmeza. Outras famílias porém nos descrevem momentos de profundo desespero. Pessoas que não pagam aluguel nem contas a mais de 40 dias. Vão ser despejadas se não puderem resolver suas situações. Mulheres e homens que se encontram em tamanho abandono  que não tem forças para procurar emprego, deprimidos, com a auto estima muito abalada.

Gostaria de agradecer por você ser a única voz que ainda nos lembra e cita.

Por favor, não nos deixe desaparecer.
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