sexta-feira, 31 de maio de 2013

Meditação reduz sintomas de estresse pós-traumático em enfermeiros

Meditação reduz sintomas de estresse pós-traumático em enfermeiros

Publicado no JCEM ~ Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism 
Doctors and nurses attending to a patient in the crash room of an accident and emergency department in a hospital.
Praticar uma forma de meditação e de alongamento podem ajudar a aliviar os sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e normalizar os níveis de hormônio do estresse, segundo um estudo realizado com enfermeiros.
Nos Estados Unidos, mais de 7 milhões de adultos são diagnosticados com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em um ano típico, de acordo com informação de base para o estudo, que será publicado na revista The Endocrine Society’s Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
Pacientes com TEPT têm altos níveis de hormônio liberador de corticotrofina e baixos níveis de cortisol, que regulam a resposta do corpo ao estresse. Embora os níveis de cortisol normalmente subam em resposta à pressão, os pacientes com TEPT têm níveis anormalmente baixos de cortisol e se beneficiam quando estes níveis aumentam. O estudo demonstrou uma resposta favorável com relação aos níveis de cortisol indivíduos que praticaram meditação (alongamento e respiração profunda com atenção plena) por um período de oito semanas.
“Estas práticas oferecem uma abordagem de baixo custo que poderia ser usada como um complemento para a psicoterapia tradicional ou tratamentos com medicamentos”, disse o autor principal do estudo, Sang H. Kim, PhD, do Instituto Nacional de Saúde, em um comunicado à imprensa. “Essas práticas auto-dirigidas permitem que os pacientes com controlem seu próprio tratamento e tem poucos efeitos colaterais.”
O ensaio clínico randomizado e controlado estudou o impacto de práticas meditativas em enfermeiras, um grupo que segundo a observação dos autores, está em alto risco de desenvolver TEPT devido à exposição repetida ao estresse extremo. Um estudo de coorte de 28 enfermeiros do Hospital da Universidade do Novo México, incluindo 22 com sintomas de TEPT, foi dividido em dois grupos. Um grupo praticou atenção plena em sessões de 60 minutos, duas vezes por semana; os participantes realizaram alongamentos e exercícios de respiração profunda, mantendo o foco na conscientização sobre os movimentos do seu corpo, sensações e ambiente.
Os participantes, predominantemente do sexo feminino, foram submetidos a testes de sangue para medir os níveis de hormônio do estresse e preencheram um questionário de avaliação. No grupo que participou do treinamento, os níveis de cortisol no sangue subiu 67% e a pontuação no questionário diminuiu 41%, indicando que os indivíduos exibiam menos sintomas de TEPT. Em comparação, o grupo controle apresentou uma queda de quase 4% na pontuação do questionário e um aumento de 17% nos níveis de cortisol no sangue, durante o mesmo período.
“Os participantes que receberam o treinamento informaram que além de a prática ter reduzido o impacto do estresse em sua vida diária, também dormiam melhor, sentiam-se mais calmos e foram motivados a retomar hobbies e outras atividades agradáveis ​​que haviam abandonado. “Esta é uma intervenção promissora e digna de um estudo mais aprofundado, para determinar os seus efeitos a longo prazo.”
Publicação no JCEM – “PTSD Symptom Reduction with Mindfulness-Based Stretching and Deep Breathing Exercise: Randomized Controlled Clinical Trial of Efficacy”
Postar um comentário