domingo, 2 de outubro de 2011

O Zen e o Aikido

O Zen e o Aikido 14/09/2011

Foto emprestada do blogpensandozen, de Michel Seikan
Foto de Michel Seikan

*Publiquei o texto com o título em epígrafe no ano de 2008, no blog umditoeumponto, e para minha surpresa vi-o transcrito em outros blogs que nutro muita admiração (pensandozen, monjaisshin),  os quais eu sou leitor assíduo, bem como no portal da rsaikikai . Foi ainda publicado no blog aikidoísta impressione, o que me leva a crer pertinente compartilhá-lo mais uma vez, após uma pequena correção textual.
*O autor.




TIVE  uma experiência interessante na minha volta aos treinos de Aikido, por estes dias. Embora meio fora de prática, tive um prazer imenso em treinar como nunca tive em todo o tempo treinado. Lembro-me de antes, que quando estava no tatame, muitas das vezes estava com a mente distante; e ao contrário, quando estava distante, estava com pensamento no tatame, de modo que não vivenciava realmente a maravilhosa experiência do treino. Após os últimos 11 (onze) meses de estudo do Zen, da tradição do Thay, praticando a meditação, compreedi melhor o que o fundador do Aikido – O sensei Morihei Ueshiba pretendia com união mente corpo espírito. Após iniciado o meus estudos de meditação, foi uma experiência formidável treinar Aikido, envolto em Plena Consciência.


Já em casa, afastado dos treinos, busquei fazer os movimentos da arte marcial, atento a respiração, e já havia obtido uma excelente experiência. A verdade é que descobri o Zen no Aikido. Já tinha ouvido falar que o Aikido era o Zen em movimento, mas não tinha ainda vivenciado a experiência. Até o famoso Ki pude perceber real.


O que para mim antes não passava de metafísica, passei a senti-lo no treino, embora não tenha ainda domínio sobre ele. Atento aos movimentos e a respiração, repetindo mentalmente “momento presente, momento maravilhoso”, torno-me mais atento as sensações do corpo e mente, não deixando me perder em pensamentos, e tornando mais presente ao treino e concentrado aos movimentos.


Observo o relaxamento do corpo, cuidando-me para não permitir tensioná-lo, buscando a leveza natural do ser, indispensável à meditação e ao Aikido. O objetivo a seguir no treino passa a ser a atenção à forma correta.


A perfeição marcial é a preocupação instrumental imediata, sendo a harmonização espirito/corpo/mente o objetivo final. E nesse momento o Aikido e o Zen se confundem.


Ribamar Lopes
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