sábado, 22 de outubro de 2011

Tudo o que somos é resultado do que pensamos.

“Tudo o que somos é resultado do que pensamos.

A mente é o seu fundamento e todos os pensamentos são criados pela nossa própria mente.

Se falarmos ou agirmos com uma mente impura, então o sofrimento seguir-nos-á da mesma maneira que a roda segue o boi que puxa a carroça.

Tudo que somos é resultado do que pensamos.

A mente é o seu fundamento e todos os pensamentos são criados pela nossa própria mente.

Se falarmos ou agirmos com uma mente pura, então a felicidade seguir-nos-á como a sombra que nunca nos abandona.

‘Maltrataram-me, golpearam-me, despojaram-me do que era meu.’ Se guardarmos esses pensamentos, nunca libertar-nos-emos do ódio.

‘Maltrataram-me, golpearam-me, despojaram-me do que era meu.’ Se abandonarmos esses pensamentos, libertar-nos-emos do ódio e viveremos em paz.

Pois que, neste mundo, o ódio nunca se extinguiu através do ódio. Ele só dissipa através do amor.

Esta é a lei.

Muitos desconhecemos que, ao brigar, perecemos. Mas se conseguirmos compreender isso, deixaremos para sempre de brigar.

Se vivermos apegados ao prazer, com os sentidos sem freio, sem moderação ao comer, indolentes e inativos, Mara, o tentador, derrubar-nos-á, assim como o vento derruba uma árvore enfraquecida.

Se vivermos sem ânsia pelos prazeres, freando nossos sentidos, moderando a comida, cheios de fé e energia, Mara não poderá nos derrubar, assim como o vento não pode derrubar a montanha que é firme.

Se não pudermos nos dominar e nos afastarmos da verdade, mesmo que vistamos a túnica amarela, não seremos merecedores dela.

Mas se tivermos nos limpado de todos os pecados e seguirmos o caminho da verdade, então seremos merecedores de vestir a túnica amarela.

Se tentarmos achar o falso dentro do que é verdadeiro e o verdadeiro dentro do que é falso, estaremos errando e nunca alcançaremos a verdade.

Assim como a chuva entra em uma casa mal coberta, assim a paixão inunda a nossa mente irresponsável.

Assim como a água não entra em uma casa bem coberta, assim a paixão não penetra em nossa mente quando ela está em equilíbrio.

Se agirmos mal, lamentar-nos-emos agora e lamentar-nos-emos depois. Sempre lamentar-nos-emos e sofreremos ao perceber a impureza dos nossos próprios atos.

Se agirmos bem, regozijar-nos-emos agora e depois também.

Sempre regozijar-nos-emos e seremos felizes ao perceber a pureza dos nossos próprios atos.

Sofremos agora e sofreremos depois.

Sempre sofremos.

‘Agimos mal’, dizemos sofrendo.

Sofremos ao saber do mal que fizemos, quando seguimos pelo mau caminho.

Gozamos agora e gozamos depois.

Somos sempre felizes.

‘Agimos bem’, dizemos felizes.

Gozamos ao saber o bem que fizemos e ao seguir pelo bom caminho.

Mesmo que repitamos, a todo momento, os Ensinamentos, se formos negligentes e não colocarmos em prática o que falamos, seremos como o vaqueiro que só sabe contar as vacas dos outros.

Assim não podemos seguir pela Senda.

Mesmo que recitemos pouco os Ensinamentos, mas se nos guiamos por eles, abandonando o desejo, o ódio e a ilusão, tendo uma mente liberta e não tendo apego a nada neste mundo nem ao mundo que possa vir depois:

Assim poderemos seguir a Senda.”




Do livro "Dhammapada, Pelos Caminhos de Buddha".
Postar um comentário