sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Saúde por um fio ~ O que está ruim sempre pode piorar

  

Infelizmente, a cobertura dos problemas no Sistema Único de Saúde é bastante comum no cotidiano de um fotojornalista. Emergências superlotadas, filas nos postos de saúde, dificuldades e demora no atendimento são as situações mais frequentes nessas pautas.

Nas últimas semanas, o Correio do Povo apresentou uma série de matérias retratando as dificuldades enfrentadas pelos gaúchos nas filas do SUS. Abaixo, compartilhamos algumas dessas imagens/histórias com os leitores do FotoCorreio.
Foto: Bruno Alencastro
Foto: Pedro Revillion
Foto: Bruno Alencastro
Foto: Bruno Alencastro
Foto: Pedro Revillion
Foto: Bruno Alencastro
Foto: Vinícius Roratto
Postado por FotoCorreio em 7 de outubro de 2011 - Fotojornalismo


Na época do prefeito José Fogaça e do secretário da Saúde Eliseu Santos, achávamos que tínhamos chegado ao fundo do poço, culminando com o sumiço de cerca de R$ 10 milhões da Saúde, situação que até agora não foi explicado à população.

Pois, com o prefeito José Fortunati e o secretário da Saúde Carlos Henrique Casartelli, a situação ficou ainda pior!

Nunca, em toda a sua existência, o SUS sofreu um golpe tão grande! As unidades básicas de saúde se encontram em péssimas condições de manutenção; os servidores que se aposentam não são substituídos; não existe previsão de profissionais para substituir os servidores em férias ou licenças; falta material básico para o atendimento de saúde como, por exemplo, aparelhos de pressão, soro fisiológico, gaze, fitas para curativos, etc; faltam medicamentos de todo o tipo; e grande parcela da população ainda não tem acesso ao atendimento básico de saúde. A espera para algumas consultas (cardiologia, ortopedia, proctologia, urologia, neurologia e psiquiatria) e exames (ecografia, endoscopia, colonoscopia, etc) podem chegar há mais de quatro anos. Muitas vezes o paciente chega a óbito antes de ter realizado a consulta ou fica permanentemente mutilado.

As emergências hospitalares estão operando muito acima da sua capacidade. Muitos programas de saúde foram extintos ou passaram a funcionar de forma precária.

Como se este caos não bastasse, Fortunati e o secretário Casartelli deram aumento de salário aos médicos e reduziram pela metade a carga horária de trabalho, reduzindo pela metade o número de consultas oferecido à população. Vale lembrar que Casartelli é médico e trabalha na Secretaria Municipal de Saúde, usufruindo também de todas as “benesses” que hoje oferece à sua categoria.

Fortunati e Casartelli não tiveram a mesma consideração com os demais trabalhadores, se recusando a regulamentar a carga horária de 30 horas semanais para a Saúde, recomendada pela OMS e Conferências de Saúde, e que há mais de 20 anos vem sendo executada na prática do governo municipal, de forma acordada e normatizada.

Diante de tamanha insensibilidade e discriminação, os servidores da Saúde não tiveram outra escolha a não ser a greve. Pois Fortunati, atual PDT e ex-sindicalista, cortou o ponto dos trabalhadores e se negou a negociar as horas paradas e assim, penalizou ainda mais a população.

A negativa em regulamentar as 30 horas semanais e o privilégio concedido aos médicos vai muito além da carga horária! Trata-se da Saúde que queremos!

Queremos uma saúde que não privilegie somente um saber, ignorando todos os demais saberes. Não queremos uma saúde centrada na figura do médico, hospitalocêntrica, onde se priorizam os aspectos curativos em detrimento dos preventivos. Não queremos um administrador público que desrespeita a isonomia entre os servidores.

Não se faz saúde sem médicos e também não se faz saúde somente com médicos! Cabe a nós defendermos o SUS e não esquecer que Fortunati e Casartelli fazem mal à Saúde!


Comissão de Mobilização dos Servidores Municipais da Saúde


 
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