domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os benefícios da meditação segundo University of Massachusetts Medical School

Por Islan LEX.


As mapeações de ondas cerebrais dos meditadores mostram porque eles são saudáveis, e mesmo meditadores INICIANTES, tem efeitos importantes a nível neuronal e de qualidade de vida.


Os neurocientistas descobriram que os meditadores mudam o padrão da atividade cerebral entre diferentes áreas do córtex cerebral. De áreas focadas em reações para estresse para áreas propensas a reações mais calmas. As ondas cerebrais forma mapeadas em voluntários que foram divididos em dois grupos: um passaria a praticar meditação ao longo de oito semanas, e o segundo seria acompanhado como grupo controle, sem intervenção alguma. Jon Kabat-Zinn, Ph.D. e sua equipe da University of Massachusetts Medical School, registraram as ondas cerebrais dos estressados ​​funcionários de uma empresa de alta tecnologia em Madison, Wisconsin que registraram as suas reações antes durante e depois das oito semanas.

Os neurocientistas da University of Massachusetts descobriram que os “novos” meditadores mudaram as atividades/reações de seus cérebros. Suas “ondas cerebrais” passaram a demonstrar atividades em áreas diferentes do córtex. As ondas cerebrais no córtex relacionadas à resposta ao estresse ~ medo, a ansiedade ou a raiva,  provoca uma estimulação da parte anterior do córtex pré frontal direito ~ passaram a ser menos freqüentes que as atividades do córtex frontal esquerdo ~ que se estimula quando reage a emoções positivas como a alegria ou o entusiasmo, é o cortex pré frontal mais calmo diante do estresse. Esta mudança mental diminui os efeitos/respostas negativos ao estresse , como a depressão e ansiedade. Há também menor atividade na amígdala, onde os processos cerebrais atuam INSTINTIVAMENTE.

Todos os participantes tiveram as ondas do cérebro digitalizadas ainda mais três vezes durante o estudo comparando:

1º o início da experiência;

2º quando as lições meditação foram completadas (ao fim das oito semanas)

3º e quatro meses depois disso.

Os pesquisadores descobriram que os novos meditadores tinham uma mudança acentuada na atividade no lobo frontal esquerdo.

Em outras palavras, eram mais calmos e felizes do que antes.

 O estudo foi publicado na próxima edição de 2003 da revista Psychosomatic Medicine.

O método de meditação que foi utilizado é a versão leiga do Zen: o "Mindfulness", aplicado em um ambiente de trabalho com funcionários saudáveis.


A conclusão do trabalho sugere que a meditação pode mudar as funções cerebrais e até a resposta imunológica dos praticantes de maneira positiva e ressaltam a necessidade de pesquisa adicional na área.

Alterations in Brain and Immune Function Produced by Mindfulness Meditation.
By  Richard J. Davidson, PhD, Jon Kabat-Zinn, PhD  

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