sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Auto-imagem e seu efeito profético

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Todos nós temos uma imagem de nós mesmos, embora às vezes você mesmo não perceba. Essa auto-imagem pode ser percebida nas pequenas frases que ecoam na nossa mente, nas frases que falamos diariamente:


“Eu sempre morro na praia”


“Sou uma pessoa sortuda”


“Não tenho perfil de quem faz medicina”


“Sou um injustiçado”


Na verdade, a sua auto-imagem nada mais é que um tipo muito específico de crença, a crença sobre quem você é. Eu costumo dizer que são as crenças mais impactantes, porque geralmente elas afetam todos os setores da sua vida.


Por exemplo, uma pessoa que se vê como alguém que sempre morre na praia, eu posso apostar que ele vai ser o tipo de pessoa que quase conquista o amor que ele quer, que quase passa no vestibular, que quase conquista o emprego, que quase ...


Por que isso acontece?O cerne da questão é que nosso cérebro procura manter a identidade que acreditamos ter. Ou seja, sua mente não pode deixar que você conquiste a sua tão desejada vaga no vestibular se sua auto-imagem é de um fracassado. Isso porque se você conseguisse , você deixaria de ser você mesmo e passaria ser “outra pessoa”.


A mente é como se fosse um programa de computador, no qual você coloca alguns comandos e ela trabalha praticamente no automático. Encare sua auto-imagem como uma espécie de firewall do seu universo, sua mente só irá permitir que aconteça ou que você perceba situações que fortaleçam sua crença, sua identidade.


Ou seja, a sua crença sobre quem você é, tem um efeito profético. Ao pensar que você é um fracassado , por exemplo, sua mente irá fazer de tudo para que você fracasse, e assim manter sua auto-imagem. E ao fracassar, a sua crença se fortalece mais ainda. No entanto, o inverso acontece: uma auto-imagem positiva produz um efeito igualmente profético, mas com efeitos benéficos.


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Abraços, André*.

Este texto foi escrito para VESTIBULANDOS, mas guarda uma grande sabedoria diante dos hábitos da mente: O EGO PRECISA DE RÓTULOS.


Assim, de fato ele se estrutura dando ao incauto o que este "pede". Se a pessoa valoriza a dor e o sofrimento este "ego" llhe dará o melhor ângulo diante da dor e do sofrimento, tornando-os MAIS SIGNIFICATIVOS que as demais informações disponíveis.

Não é que a vida é "boa" para o otimista ou "cruel" para o pessimista, não. A vida é dura e suáve conforme nossas somas de fatores constitutivos... que são bem distante de fazerem julgamentos: Karma É consequência de toda uma gama de fatores.

O ponto é que DIANTE DE TODAS AS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS O EGO "FOCA" NO QUE "NÓS" PEDIMOS PARA FOCAR.

Daí "parecer" mais boa ou ruim.

*O André é aluno do terceiro do curso de Relações Internacionais da USP e coordena um grupo de estudos sobre Leste e Sudeste Asiático.



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