quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Sangha


[...] A existência humana é muito rara, pois os outros seres são muito mais numerosos do que os humanos. Além disso, das centenas de milhões de seres no reino humano, quantos, ativamente, seguem um caminho de virtude e benefício para os outros, por meio de seus pensamentos, palavras e ações?
Quantos tentam evitar causar o mal aos outros e não agir de forma não virtuosa? O número dessas pessoas pode ser comparado ao das estrelas que podemos ver durante o dia — muito poucas, na verdade.
A palavra tibetana para Sangha, em sânscrito, é “guedun”, e se refere a alguém que anseia ou é motivado pela virtude. Se as pessoas querem criar virtude, sua motivação e compromissos pessoais as tornam muito especiais, mesmo que elas não sejam perfeitas.
Os membros da Sangha Mahayana têm o voto de liberar não apenas a si, mas a todos os outros seres, da existência cíclica. Como poderíamos não venerar tal compromisso como sendo a melhor das qualidades? Como poderíamos, em vez disso, nos focar em seus defeitos pessoais temporários?
As pessoas da Sangha são nossas companheiras até que alcancemos a iluminação. Olhá-las com respeito e apreço nos beneficia, pois aumenta nosso mérito. Purifica os nossos hábitos e karma negativos.
Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002)
Portões da Prática Budista, III | 13
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