quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Insegurança Alimentar


Brasil aparece na 31ª posição no Índice de Insegurança Alimentar Mundial em pesquisa em 105 países

 O mundo está mais rico e bem alimentado do que há cinquenta anos, mas a fome ainda consiste em uma séria ameaça à estabilidade dos países e suas populações. E também a má qualidade de nutrição.

O Índice Global de Segurança Alimentar confirma boas performances por parte dos países desenvolvidos, mas situações críticas em regiões pobres.

O Brasil – considerado um país de renda média – aparece na 31ª posição. Estados Unidos, Dinamarca e Noruega encabeçam a lista. Os países percebidos com pior segurança alimentar foram os africanos Burundi, Chade e Congo.

Apesar de ser uma potência agrícola, o Brasil ficou atrás de nações latino-americanas cuja produção agrária é mais modesta, caso do Chile (26º) e México (30º). O desempenho nacional, por outro lado, foi superior ao de Argentina (32º), Uruguai (33º) e Paraguai (49º), considerados produtores importantes agrícolas.

A pesquisa, apresentada em seminário Setorial de Agronegócios, realizado em São Paulo em agosto/2012, tem objetivo de mostrar que segurança alimentar vai além da produção agrícola: envolve também logística de abastecimento e disponibilidade de oferta.

“A grande limitação brasileira é a baixa infraestrutura, um ponto claramente levantado na pesquisa e que precisa ser melhorado”.

 

Custo da insegurança alimentar

O estudo deixa claro que, mesmo que haja produção suficiente, “muitas vezes os suprimentos não conseguem chegar onde precisam devido a restrições físicas, políticas, econômicas e de mercado”.

O relatório da EIU cita dados de um levantamento de 2012 do Centro para o Progresso Americano, que diz que a insegurança alimentar é custosa não apenas porque faz as pessoas dormirem com fome. “Pouca comida aumenta os custos de saúde e reduz a produtividade da força de trabalho.”

A insegurança alimentar também ameaça a estabilidade política. “Estudos mostram que a falta de alimentos está relacionada a uma deterioração substancial das instituições democráticas em países de baixa renda e aumento da violência pública, motins, abusos dos direitos humanos e conflito civil”.

  
Os critérios de avaliação do GFSI

O GFSI é calculado em três critérios: acessibilidade financeira a produtos alimentícios, disponibilidade e qualidade/segurança.

A primeira categoria se relaciona com a capacidade de compra de alimentos, sua vulnerabilidade a choques de preços e presença de programas e políticas públicas de combate à fome.

"No que toca à acessibilidade, o Brasil tem baixo PIB per capita. Em 2011, a renda per capita do Brasil foi equivalente a US$ 10.710, conforme os últimos dados do Banco Mundial. Ainda segundo a instituição, essa é a 45ª renda per capita do
mundo.

“Países de alta renda têm melhor pontuação neste indicador, e várias nações de renda média que investiram em programas nacionais de redução da fome, caso do Brasil”, descreve o relatório. Esse quesito é liderado pelos EUA, enquanto o Brasil está na 29ª posição.

No segundo pilar, disponibilidade, a colocação brasileira cai para 34º, tendo a Dinamarca na liderança. Aqui, o objetivo é medir a infraestrutura de alimentos (oferta e distribuição), risco de interrupção de abastecimento e esforços em pesquisa agrícola. “Esse é um aspecto que bate perfeitamente com a pesquisa.

O último ítem, qualidade e segurança, trata da diversificação e qualidade nutritiva dos alimentos. Conforme o estudo, o Brasil se encaixa na 30ª colocação, enquanto Israel é o mais destacado.

“Em se tratando de diversidade da dieta, o nosso arroz, feijão e proteína possibilita uma disponibilidade de quilocalorias por pessoa bastante razoável”, aponta o estudo.

Fontes:


 Ancham
 
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