sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sacitta Sutta ~ A Própria Mente




Assim ouvi. Certa ocasião o Abençoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Lá ele se dirigiu aos monges da seguinte forma: “Bhikkhus!” “Sim, venerável senhor,” os monges responderam. O Abençoado disse o seguinte:

“Mesmo que um bhikkhu não tenha habilidade para compreender as mentes dos outros, ele deve decidir: ‘Eu preciso ter a habilidade para compreender a minha própria mente.’

“E como um bhikkhu tem habilidade para compreender a sua própria mente? Tal como uma mulher, ou um homem, jovem, sadio, que aprecia ornamentos, ao ver a imagem do rosto refletida num espelho límpido e brilhante ou numa bacia com água cristalina, percebe uma mancha ou defeito, fará esforço para removê-la, mas não percebendo mancha ou defeito ficará feliz assim: ‘É um ganho para mim que esteja perfeito’; do mesmo modo, para um bhikkhu a auto-análise é muito benéfica para o incremento de qualidades hábeis [se ele conduzi-la deste modo]: ‘Eu com freqüência permaneço com cobiça ou não? Com pensamentos de má vontade ou não? Subjugado pela preguiça e torpor ou não? Com inquietação ou não? Com dúvida ou tendo superado a dúvida? Com raiva ou não? Com pensamentos contaminados ou livres de contaminação? Com o corpo excitado ou sem excitação? Com preguiça ou com a energia estimulada? Sem concentração ou concentrado?’

“Se através dessa auto-análise um bhikkhu compreender que, ‘Eu com freqüência permaneço com cobiça, com pensamentos de má vontade, subjugado pela preguiça e torpor, com inquietação, com dúvida, com raiva, com pensamentos contaminados, com o corpo excitado, com preguiça ou sem concentração,’ então ele deve aplicar um desejo adicional, esforço, diligência, empenho, atenção plena não dividida e plena consciência para o abandono dessas mesmas qualidades ruins e prejudiciais. Tal como alguém cujo turbante esteja em chamas aplicaria um desejo adicional, esforço, diligência, empenho, atenção plena não dividida e plena consciência para extinguir as chamas do seu turbante; do mesmo modo, o bhikkhu deve aplicar um desejo adicional, esforço, diligência, empenho, atenção plena não dividida e plena consciência para o abandono dessas mesmas qualidades ruins e prejudiciais.

“Mas, se através dessa auto-análise um bhikkhu compreender que, ‘Eu com freqüência permaneço sem cobiça, sem pensamentos de má vontade, livre da preguiça e torpor, livre da inquietação, sem dúvida, sem raiva, sem pensamentos contaminados, com o corpo sem excitação, com a energia estimulada ou com concentração,’ então, estabelecendo-se com firmeza nessas qualidades benéficas, a tarefa dele é de fazer um esforço adicional para a destruição das impurezas.”


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