quinta-feira, 24 de novembro de 2011




Não sou médico. Mas lendo um pouco sobre o tema meditação já podemos juntar informações de que médicos, psicólogos, neurologistas e outros profissionais de saúde pesquisadores tem como evidencias significativas: A meditação é um grande instrumento de apoio para a medicina e para pacientes. São várias as doenças em que, hoje já se tem indicado que a meditação exerce um efeito positivo nos praticantes, entre elas esta o câncer.

Se nos permitirmos uma ampla leitura do passado da humanidade, encontraremos em quase todas as civilizações, um conjunto de práticas amplamente utilizadas, genericamente agrupadas sob a denominação de “Meditações”. Existem referências a isso no Egito antigo, na tradicional medicina chinesa, na sabedoria hermética dos cabalistas, entre índios nas américas e até mesmo na bíblia, onde freqüentemente se diz que “um profeta ou autoridade espiritual subia a montanha e se retirava para meditar...”.

Normalmente se costuma associar a idéia de meditar a uma finalidade espiritual, filosófica ou mental. Um esforço para, de alguma forma, evoluir ou aprimorar-se como ser humano. Essencialmente é isto mesmo. No entanto, olhos atentos da ciência moderna, começam a perceber que as práticas meditativas contém uma sabedoria ainda mais ampla que contempla não apenas as finalidades evolutivas e espirituais do homem, mas que também exercem uma influência importantíssima no seu corpo. Parece que os antigos já sabiam disso: a meditação também interfere na saúde física dos praticantes.

O que sabemos?

Células mutantes, com potencialidade para se transformar em células cancerígenas, surgem diariamente em nosso organismo, naturalmente. São um “erro” aceitável na economia biológica de nossos organismos. Porém estas células desviantes são eliminadas por nossos mecanismos de defesa, principalmente aqueles associados ao sistema imunológico.

Células T atacando célula cancerosa 


As células imunitárias têm capacidade de detectar e destruir as células mutantes e, desta maneira, impedem o aparecimento do câncer.

Além disso, mesmo após o estabelecimento do câncer e, eventualmente de metástases, as células tumorais continuam sendo monitoradas e podem ser eliminadas pelo nosso sistema imunitário.

Acontece que as emoções naturais, mas “negativas”, como ansiedade, tristeza, mágoa, ressentimento, culpa e medo, interferem no nosso sistema imunitário, tornando-nos suscetíveis a doenças, inclusive o câncer.

A meditação tem a capacidade de reorganizar e reequilibrar as emoções do
praticante ajudando-o a elaborar melhor seu enfrentamento e, na falta de expressão melhor, transformar as emoções negativas em positivas, tornando as pessoas mais serenas, intuitivas, sensíveis, amorosas e felizes.

Tais emoções positivas alimentam o sistema imunitário, que passa a exercer sua função protetora de maneira eficiente, evitando o adoecimento e mesmo fazendo reverter doenças já estabelecidas.

Este efeito, aparentemente milagroso, tem recebido o embasamento teórico e experimental da nova ciência da psiconeuroendocrinoimunologia, (*) que estuda os efeitos das emoções sobre os sistemas de defesa do organismo. Parte da atividade benéfica da meditação em pessoas com câncer deve-se à redução do tônus simpático, associado à ansiedade, e aumento da atividade parassimpática, associada à tranqüilidade, além de aumento do hormônio melatonina, que apresenta atividades estimuladora do sistema imunitário, antitumoral e bloqueadora do efeito imunodepressor da ansiedade.

Não é um chute... é pesquisa.

Vou dar um exemplo. Em 2009 foi divulgada uma pesquisa patrocinada pelos National Institutes of Health-National Heart, Lung, and Blood Institute, realizada numa universidade em Wisconsin a um custo de quase quatro milhões de dólares. O estudo que durou quase dez anos.

O trabalho avaliou o efeito de meditação em pacientes com doenças cardíacas coronárias.
Resultado? Uma taxa mais baixa de ataques cardíacos – muito mais baixa que o grupo de amostra.. na verdade a taxa era metade da dos grupos de controle.
Os resultados mostraram:
  • uma redução de 47% num índice composto por morte, ataques cardíacos e derrames;
  • uma redução significativa, de 5 mm Hg na média, na pressão sanguínea;
  • uma redução substancial no nível de estresse no grupo mais estressado.
Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention, afirmou que várias pesquisas mostraram o efeito benéfico de técnicas de redução do estresse sobre a pressão sanguínea, ataques do coração, derrames e mortalidade. As pessoas vivem mais e melhor.
Porém, como todas as técnicas de redução do estresse, a meditação tem que ser praticada com regularidade. Não adianta fazer de vez em quando. É um princípio válido para meditação, relaxamento, concentração, oração e muitas outras atividades mentais e espirituais que podem ser usadas para combater o estresse. 
É bom lembrar que problemas sérios no sistema cardio-vascular, juntos, são a principal causa de morte na maioria dos países.

Em fim, quem conhece o blog sabe que eu falo MUITO de pesquisa sobre meditação. Alias agradeço pelas dicas que alguns deixaram sobre trabalhos no mundo e no Brasil.

Comecem a meditar, amigos.



*Psiconeuroimunologia - PNI - ou psiconeuroendocrinoimunologia (PNE) é o estudo das interações entre comportamento e os sistemas nervoso, endócrino e imunológico. Surgiu após percepção de que o sistema imunológico não trabalha de forma autônoma como inicialmente suposto. As substâncias mais frequentemente envolvidas são os antígenos e as citocinas, neurotransmissores e hormônios em geral.
O principal interesse da PNI são as interacções entre os sistemas nervoso e imunológico e as relações entre processos mentais e saúde. A PNI estuda, entre outras coisas, o funcionamento fisiológico do sistema neuroimunológico na saúde e na doença; distúrbios do sistema neuroimunológico (doenças autoimunes, hipersensibilidade, imunodeficiência); e as características físicas, químicas e fisiológicas dos componentes do sistema neuroimunológico in vitro, in situ e in vivo.

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