terça-feira, 15 de novembro de 2011



Minha orientadora me fez ver diversas vezes que o "conflito" é uma disputa de fronteira entre moradores de uma mesma casa... Estamos juntos pensando como separados.

Li hoje um pedaço de uma entrevista de Joseph Goldstein (um eminente professor leigo de meditação desde 1974 nos EUA) que cita MAdre Tereza de Calcutá se expressando de maneira bem entendida pelo Zen:

Oração não dual
De modo mais profundo, a prece se torna uma maneira de nos darmos conta de que nossa mente é inseparável daqueles a quem estamos orando.

Nesse nível, a prece nos desperta para nossa natureza mais profunda. [...]

A prece começa no nível relativo da dualidade — pensando em seres fora de nós mesmos — mas ela também nos conecta com a natureza última da mente.

Quem está orando?

E para quem?

Stephen L. Carter, em seu livro “Civility”, descreve uma entrevista com Madre Teresa:

Um entrevistador perguntou a Madre Teresa o que ela diz a Deus quando reza.
Não digo nada”, ela respondeu. “Apenas escuto”.
Então o entrevistador perguntou o que Deus diz para ela.
Ele não diz nada”, disse Madre Teresa. “Apenas escuta”.

E antes que o atônito entrevistador pudesse pressioná-la mais, ela acrescentou:

E se você não compreende isso, não posso explicar para você”.


“One Dharma”, cap. 4
Postar um comentário