sexta-feira, 2 de março de 2012

Brasileiros e Budismos


Julia Hue, bio-arquiteta formada em Arquitetura e Urbanismo, é fotógrafa e já viveu na Índia, Espanha e França, além de ter visitado outros tantos países como Japão, Sri Lanka, Turquia, Grécia, Itália, Holanda, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, além do próprio Brasil. 




Aqui ela descreve um encontro com o Budismo e uma etapa de sua busca pessoal:  Tao Tien

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Era algum dia de março de 2007. Eu havia pedido demissão do meu confortável emprego numa mega multinacional onde havia trabalhado por dois anos e queria fazer um retiro de alguns dias antes de me mudar para a França. Um amigo na época lembrou-se deste lugar que, embora ele mesmo nunca tenha ido, tinha ouvido coisas sensacionais a respeito. 
Este lugar chama-se Tao Tien, retiro para onde eu acabaria voltando muitas outras vezes, inclusive para morar por seis meses no ano seguinte. Mal sabia eu que estava prestes a conhecer a família que se tornaria essencial neste meu caminho. 
Eu lembro direitinho: era de tarde e eu estava lá na Avenida Perdizes, em São Paulo, quando liguei para o Tao Tien. Bem assim, no meio da calçada esperando pelo ônibus, entre buzinas e tráfego, ouvi a doce e calma voz da Tiffani pela primeira vez. Expliquei que estava interessada em fazer um retiro de alguns dias, porque muito em breve mudaria de país e queria dar uma pausa de toda a agitação e stress dos últimos anos antes de partir para um novo ciclo. 
Ela falou do retiro de Páscoa, e que eu era mais do que bem-vinda se quisesse participar. 
Numa quinta-feira de abril eu peguei um ônibus e fui até Extrema, que fica bem na divisa SP-MG. Ali, uma moça toda tatuada com cara de menina que aprontou, dona de uma voz fina e meiga se apresenta: era a Claudia, que estava ali para me buscar.

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Encontre mais histórias destas pessoas encantadoras aqui: http://heroidemilfaces.org/ 
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