sexta-feira, 16 de março de 2012

Os 8 símbolos tibetano da boa sorte

Me dedico ao Zen, mas achei lindo esta postagem, portanto, toma lá:

Direto do http://budismovirtual.com/budismo.html



Os 8 Símbolos Tibetanos da Boa Sorte           Confere proteção, amor, sucesso, abundância, pureza, fama, superação de obstáculos e sabedoria - condiçõesnecessárias para uma existência cheia de alegria e plenitude. Veja como eles podem atuar em suavida, segundo a tradição do budismo tibetano.

     Os templos coloridos das montanhas nevadas do Tibete são repletos de figuras que representam os oito presentes ofertados pelos seres celestiais a Buda quando ele obteve sua iluminação, há 2,5 mil anos. Simbólicos, cada um fala de uma qualidade diferente e auspiciosa.

A INTUIÇÃO ACERTA
   
 Segundo o budismo, ao fazer a escolha de qual símbolo pintar em primeiro lugar, já demonstramos, intuitivamente, a energia de que mais precisamos no momento. 


 A VISÃO BUDISTA

   
     Para os budistas, cada um dos oito símbolos auspiciosos está conectado à uma “chuva de bênçãos”, como se costuma dizer no Tibete. “Ao pintá-los, podemos atuar sobre o carma, que é o resultado de nossas ações nesta e em outras vidas. O ato de pintar gera méritos (carma positivo), que podem suavizar ou anular o carma negativo que foi gerado pelo corpo, como roubar e matar”. Roubar, para os budistas, não é apenas se apropriar de um objeto indevidamente – podemos roubar a boa imagem de uma pessoa ao falar mal dela pelas costas, por exemplo. 

     Também quando alguém mata um inseto ou um animal, está praticando ato de tirar a vida. Portanto, acreditam os budistas tibetanos, raras são as criaturas deste mundo que não precisam neutralizar o carma negativo gerado pelo corpo. “O carma é compensado porque utilizamos durante a pintura, o corpo (as mãos) para praticar uma ação virtuosa, que vai beneficiar outros seres. 

     Assim, as ações negativas do passado podem ser relativizadas com a prática dessa ação positiva”, explica o monge professor. “Os meritos advindos da prática de pintar tankhas tambem podem ser compartilhados em pensamento com pessoas queridas em uma pequena cerimonia de dedicação de méritos realizada depois da aula".


     O significado de cada símbolo a seguir:




 PRECIOSO PÁRA-SOL (DUK) 
     É uma barreira de proteção contra nossos inimigos externos e internos – as emoções negativas, destrutivas. Segundo a tradição, nos protege dos 84 mil tipos de aflições e doenças, mentais e físicas. Confere um sentimento de bem-estar e harmonia, a certeza positiva de que tudo vai dar certo e de que os sofrimentos serão ultrapassados. Atrai as qualidades de generosidade dos budas e bodhisattvas (santos).

A CONCHA, OU O CARACOL (DUNKAR) 
     O som da concha em espiral dá saudades de nossa verdadeira natureza, pura e iluminada, mas obscurecida por pensamentos e ações negativos. Ele nos faz lembrar o que viemos fazer neste mundo e qual deve ser nossa aspiração. O caracol está ligado à fala de Buda e confere a capacidade de se comunicar bem e alcançar fama na próxima vida.Também é pintado quando a pessoa precisa da fama para poder auxiliar os outros.

 OS PEIXES DOURADOS (SERNIA)      Representam a liberdade de movimento, a adaptação a condições difíceis e a superação de obstáculos.Também simbolizam os seres que parecem imunes às dificuldades deste mundo,movendo-se graciosamente e se adaptando à vida sem se afogar no sofrimento e na insatisfação. Seus olhos sempre abertos conferem a capacidade de ver com lucidez e discernimento. É símbolo da transformação dos conflitos em tranqüilidade.

O NÓ INFINITO (PEL-BEU) 
     Conhecido também como nó do amor, o símbolo representa o entrelaçamento entre todos os seres e mostra como os seres humanos poderiam estar ligados por sentimentos amorosos. O nó infinito está relacionado ao coração de Buda e ao seu imenso amor pela humanidade. Cria condições propícias para uma vida plena e amorosa.Também favorece qualidades como a generosidade e a compaixão.

O VASO PRECIOSO (BUMPA)      Simboliza uma chuva de longevidade, riquezas e prosperidade.Também está ligado a mudanças favoráveis de situação ou de ambiente. Seu conteúdo jamais se esgota e representa a sabedoria de Buda, que jorra continuamente por todo o Universo. Pintando o símbolo com a aspiração de beneficiar todos os seres, atrairemos riquezas para esta e outras vidas. Longevidade e boa saúde também estão representadas nesta figura.

O ESTANDARTE DA VITÓRIA (GIELTSEN) 
     Simboliza o sucesso de corpo, fala e mente, uma maneira de os tibetanos afirmarem o “êxito em todas as áreas”. Diz-se que o estandarte triunfa sobre demônios e obstáculos. No Tibete, é feito de ouro, fitas coloridas e pedras preciosas e está relacionado ao corpo de Buda. Confere condições para um nascimento afortunado e uma presença forte e poderosa, a de um rei, por exemplo, assim como uma vida livre de fome e pobreza.


A FLOR DE LÓTUS (PEMA)      Este símbolo representa a total purificação do corpo e da mente. A flor de lótus nasce em águas pantanosas (como os seres humanos neste mundo), mas ao florescer é perfeita e imaculada (como a nossa real natureza, que floresce com a iluminação). Inspira a pureza de motivação de nossos atos. Sua beleza confere o bom carma de nascer na próxima vida com um corpo perfeito, tão belo e puro quanto o de um anjo.

A RODA DO DHARMA (KOR-LO) 
     Também conhecida como Roda da Verdade, está relacionada ao instante em que Buda colocou seus ensinamentos em movimento para o benefício de todos os seres. Cria condições fora do comum e muito auspiciosas no próximo nascimento. Confere o poder da ética, do bem e da justiça e qualidades que destacarão a pessoa em qualquer setor. A Roda também aponta um caminho para a liberação total do sofrimento.




Lugares para se colocar os símbolos:
     Nos templos tibetanos, cada um deles é colocado em determinado lugar. Em casa, podem ser espalhados da seguinte maneira:

 Precioso pára-sol – Porta de entrada

• Vaso de jóia – Centro da casa
 O estandarte da vitória – No telhado ou na entrada
• A roda do dharma – No portão, no hall de entrada ou na sala
 A concha, ou o caracol – Sala
• O nó sem fim – No quarto ou no altar
 A flor de lótus – Na frente do altar, onde se reza ou medita

• Os peixes dourados – Escritório ou onde se trabalha.


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