segunda-feira, 26 de março de 2012

Conclusão (errada) da meditação

Eu mesmo, já a mais tempo que eu gostaria ou tivesse planejado ou esperado, em fim, tenho praticando apenas em casa... não podendo participar das atividades da Sanga.



Não indico para ninguém fazer de sua prática uma prática solitária...

O desenvolvimento e o "retrocesso" que podem ocorrer passam desapercebidos aos olhos e a nossa capacidade de avaliação, quando ficamos praticando muito tempo sozinhos.

Pensando nisto encontrei este texto:





Conclusão (errada) da meditação

Ao fazer meditações lamrim*, é importante saber claramente a condição mental que você quer chegar como a conclusão da meditação. Textos lamrim descrevem o objetivo de cada meditação, e queremos garantir que nossa mente chegue a essa conclusão e não a uma conclusão incorreta ou irrelevante. 
Por exemplo, ao meditar sobre as desvantagens do pensamento centrado no ego, nossa mente pode distorcer essa meditação e concluir: “sou uma pessoa horrível por ser tão egoísta”. Essa é a conclusão errada que se chega com essa meditação. O Buda não ensinou as desvantagens do centramento no ego para que ridicularizemos a nós mesmos.
Se você meditar em um tópico lamrim e chegar a uma conclusão incorreta, a meditação não foi feita corretamente. No caso acima, pensar “sou uma pessoa ruim por ser tão egoísta”, indica que não compreendemos o objetivo da meditação e provavelmente caímos em um velho hábito de nos colocarmos para baixo. Pare e pergunte a si mesmo: 
“Qual conclusão o Buda quer que eu chegue a partir dessa meditação?”. Ele quer que eu tenha certeza que a mente centrada no ego é o verdadeiro “inimigo”, que destrói minha felicidade. O centramento no ego não é uma parte intrínseca de mim; não é quem eu sou. Trata-se de um pensamento incorreto, mas profundamente enraizado, que cria problemas para mim. Posso me libertar disso. Já que quero ser feliz, vou compreender essa atitude egoísta pelo que ela é, e vou parar de seguí-la! Em vez disso, vou cultivar amor e compaixão por todos os seres.” 
Essa é a conclusão que você quer chegar.



* lamrim: estágios do caminho

Postado dia 26 de março de 2012 no Samsara Blog

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