sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"A loucura da identidade humana" ou COMO AS BAILARINAS NÃO CAEM QUANDO GIRAM...

Umas poucas vezes me deparei com uma questão de alguns amigos religiosos de outra cultura: Mas como você vai passar a"deixar" de viver em um mundo onde "Deus" (ou Cristo, ou Alá ou outra Entidade... em fim) "não é "o eixo de sua vida? Como você "passa" a viver em um mundo "sem" Deus?

Mas estas pessoas não percebem que ELAS sempre viveram em um mundo assim. Não passamos a viver em um mundo sem Deus. TODOS JÁ VIVEM ASSIM. Apenas esqueceram.

Vou dar um exemplo simples:

Uma bailarina ou um dançarino sufi... quando eles giram eles giram em torno de um eixo. Eles mesmos. Porém se tentarem imita-los, sem o devido treino todos nós caímos tontos... não é. Então oque mantêm a bailarina e o dançarino em pé e GIRANDO?














A questão é igual para eles. Se para girar se eles OLHASSEM para tudo que gira em torno deles eles ficariam tontos e cairiam também.

Mas tem um truque.


Se eles "criarem" um ponto que se mova junto com eles, eles recuperam o equilíbrio. Mesmo sendo o ponto IMAGINÁRIO. Alguns chamam este ponto imaginário de ÂNCORA.


Tanto as bailarinas quanto os aprendizes Sufis aprendem a olhar a própria mão quando COMEÇAM a dançar... e a medida que firmam o "truque" passam a IMAGINAR a mão (ou o ponto de apoio fictício) em um lugar "x" do horizonte para poder girar sem olhar para a mão... (o que é importante para bailarinas que precisam girar com os braços junto ao corpo, por exemplo).

Em todos os casos a bailarina gira sobre um eixo real: ela mesma, mas "se ancora" em um ponto de apoio IMAGINÁRIO, que lhe sustenta... o ponto de apoio NÃO EXISTE. Portanto NÃO APOIA. Quem lhe sustenta é a PRÓPRIA bailarina que gera em sua mente soluções para o problema da tontura.

Crer em Deus (ou precisar de Deus) é similar. É crer em um ponto de apoio criado no imaginário para dar nome para soluções (ou problemas, ja que o mesmo vale para o "azar" ou "demônios" ou entidades do mal) criadas pela própria mente.

Então a questão nem é como se vive em um mundo SEM Deus... Já que sempre vivemos em um mundo assim diariamente.

A questão é COMO ATIVAR AS SOLUÇÕES PODEROSAS QUE OCORREM NA PRESENÇA DO PONTO DE APOIO QUE CRIEI E NOMINEI DE DEUS.

Lembre: um crente de Deus que lhe credita milagres na sua vida é como uma bailarina que acredita que o "x" imaginário é que lhe sustenta de fato.

Os milagres são produzidos pela "mente" dos envolvidos. Eles são MILAGREIROS. SOMOS TODOS, por sinal. Mas precisamos de uma das duas escolhas:


  • Ou "acreditamos" que "não somos" e creditamos  os milagres - passamos a responsabilidade por suas ocorrências em nossas vidas a 3ºs;
  • Ou assumimos nosso potencial e treinamos para superar a necessidade de nominar o "x" imaginário.







Foi postado no "O Pico da Montanha é onde estão os meus pés" uma pergunta ao professor Zen:

  O senhor diz que devemos nos entregar para um universo que não tem dó, amor, compreensão, ou plano. Por quê? Não seria uma loucura maior ser absorvido por um universo assim?

Resposta:


Não é loucura.


A única coisa real é a vacuidade; só ela é liberadora.

A vida que temos é um sonho produzido pelo nosso apego.

O apego gera a condição humana.

Este apego é tão forte que não queremos despertar para a realidade.

Você só é homem por causa dos seus apegos.

Se não despertar, continuará se manifestando como homem sem cessar, e isto é o sofrimento."

'via Blog this'


* Sobre COMO trazer a tona os milagres que creditamos a Deus a minha opinião é que um caminho é este: 
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