segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se você tem 45 anos já esta na hora de cuidar de seu cérebro


Por Helena Ometto

Funções do cérebro começam a declinar aos 45 anos

Potencialidade do cérebro humano
A University College de Londres (Inglaterra), divulgou um novo estudo que revela a diminuição da capacidade do cérebro humano a partir dos 45 anos de idade

A pesquisa foi publicada na revista científica British Medical Journal.

Pesquisas anteriores revelaram que a capacidade cognitiva humana começa a decair a partir dos 60 anos de idade, mas esse novo estudo adiantou a preocupação.

Durante 10 anos, testes foram aplicados a cerca de 5 mil homens e 2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, avaliando  memória, vocabulário e habilidades cognitivas, como raciocínio e expressão oral. Esses testes foram realizados em conjunto com um estudo mais amplo, com acompanhamento médico e exames individuais.

Entre 45 e 49 anos, o rendimento do raciocínio caiu 3,6% tanto para homens quanto para mulheres, enquanto entre 65 e 70 anos a taxa de queda foi de 9,6% em homens e 7,4% para mulheres. Dentre as capacidades analisadas, o vocabulário foi o menos afetado com o passar dos anos.

De acordo com os dados, o processo de demência e doenças neurológicas da velhice se desenrola ao longo de duas ou três décadas e quanto mais cedo for identificada, maiores as chances de sucesso do tratamento, que pode mudar e amenizar a trajetória do envelhecimento cognitivo.

Agora a pesquisa pretende analisar os indivíduos que apresentam um declínio de atividades cerebrais mais precoce, entender suas causas e saber como interrompê-lo.

A taxa de demência na população segue o mesmo padrão de estilo e hábitos de vida adotados, principalmente em relação ao fumo e prática de exercícios físicos. A tendência é que a taxa aumente daqui alguns anos.

A doença de Alzheimer também pode ser analisada através desse estudo, que aponta a necessidade de um conhecimento mais amplo sobre quais os sinais emitidos pelo cérebro alertam sobre a demência e outras doenças relacionadas.

O estudo pretende identificar quais as alterações cerebrais podem auxiliar no diagnóstico de demência e também conscientizar a população sobre hábitos saudáveis, como manter uma dieta regular, controlar a pressão arterial e o colesterol e parar de fumar.
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